Debate sexualmente transmissível

terça-feira, 3 de agosto de 2010

por Albert Azenha

Corpo sexual, orgasmo, fantasias, prazer. Esses são os principais ingredientes que temperam com um gosto bastante apimentado o bate-papo dos jovens repórteres e pesquisadores de Nova Iguaçu com a terapeuta sexual Sheiva Cherman, às quartas-feiras no Espaço Cultural Silvio Monteiro.

O Chico e as letras

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

por Josy Antunes / Fotos: Diego Jovanholi

Por trás de cada propaganda vista em muros, faixas e cartazes há os pincéis dos pintores de letras. Mesmo com cidades abarrotadas por outdoors, banners e os recém-chegados anúncios audiovisuais, as letras produzidas manualmente se resistem no marketing visual urbano, além da gerar fonte de renda para aqueles que o fazem. Para encontrar tais obras e autores, basta dar uma olhada pela janela do ônibus, em trajetos pela Baixada Fluminense adentro. As palavras anunciam e se diferenciam. Em cada painel há a marca registrada do pintor, seja pela fonte tipográfica utilizada ou pelos detalhes detectados em sombras e contornos. “A gente conhece pela letra e pelo cliente. Tem cliente que só faz com um pintor”, conta Francisco Mendes, que assina “Chico Mendes”. A coincidência com o seringueiro e ativista ambiental vai além do nome: “Ele era meu tio-avô. Era irmão do meu avô”, explica.

Silêncio do universo

por Larissa Leotério

Na última quarta-feira (28), o ciclo “A Teatralidade do Humano II” teve a presença do cientista social português Boaventura de Sousa Santos. Além da palestra “Fim do que não tem fim – Capitalismo e Colonialismo”, foi lançado o livro “Rap Global”, e leitura musicada.

Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É ainda diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, do Centro de Documentação 25 de Abril da mesma Universidade e coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.

Palácio de Cristal

por Vinícius Tomás

Durante a reunião com a LIQUAJUNI, eu perguntei para alguns quadrilheiros em qual grupo eles apostariam para vencer o campeonato de quadrilhas desse ano. Um deles, que pediu para não ter seu nome revelado, foi categórico: “Esse ano tem muitas quadrilhas boas, como a 100nome e a Xodozinho, mas quem vem forte mesmo é a Renovação Junina”. E eles iam dançar na festa do Arraial Chega Mais em Cabuçu, que, segundo o Presidente da LIQUAJUNI João Gomes, é “a arraial mais bonito do Rio de Janeiro”. Não pude resistir a uma equação que misturava quadrilha favorita com o arraial mais bonito.

Em Cabuçu antes de chegar na festa já se via a movimentação das pessoas e as luzes do Arraial. Quando cheguei, fui conversar com Antônio Magalhães o Presidente e fundador do Chega Mais, nascido em Portugal e morador de Cabuçu há 40 anos. E ele me contou a historia da festa. “Começou há 35 anos sempre aqui em Cabuçu. Houve uma pausa de 12 anos e nós resolvemos voltar no ano passado. A festa começou mesmo em um dia que eu fui brincar aqui no bairro, no quintal da minha casa. Botaram-me um chapéu de palha e um paletó e eu dancei até de tamanco. Então juntamos várias pessoas para fazer a festa.“

A mulher dos meus sonhos

domingo, 1 de agosto de 2010

por Yasmin Thayná

A paixão atingiu o auge da minha sensibilidade. O êxtase dos meus sentimentos já formados. Na verdade não é paixão, é amor.

Um amor intrínseco que foi se lapidando ao passar desse monstro imutável que foi favorável, nesse caso. Seria errôneo descrever esse amor como “a mais bela flor do jardim.” Mas meus olhos são dois velhos pobrezinhos ao ver os seus olhos verdes e seu cabelo liso, curto, o seu charme e suas cantigas de Carmem Miranda. Esse seu jeitinho feminino e português que ninguém nunca teve. Não há ninguém mais lindo que essa mulher. Eu amo essa mulher, sou completamente apaixonada.

 
 
 
 
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