por Felipe Branco
Carnaval é época de engarrafar a Rio-Manilha rumo à Região dos Lagos ou de seguir a moda, indo curtir os badalados blocos de rua no Centro do Rio. Mas e quem fica na Baixada? E quem não tem grana para bancar um engarrafamento para Arraial, Cabo Frio ou Rio das Ostras, nem tem disposição de se aventurar nos blocos cariocas?
O morador “classe média” da Baixada tem um certo complexo de vira-lata, que cisma de achar que o dos outros é melhor. Chega fevereiro ou março, como neste ano, o cidadão médio começa a se agitar para sair do seu ambiente, tentando ser feliz nas praias das cidades além dos pedágios, ou tenta ser descolado e carioca curtindo o Cordão do Bola Preta ou o Suvaco de Cristo, sem muita opção para mijar.
Essência do carnaval de rua
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Fogo no cinema
por Felipe Branco
O Espaço Queimados Encena, que abriga oficinas de teatro, violão e artesanato e agora o Cine Marapicu, fica na rua Mustafá 116, mas é mais fácil achá-lo pelas suas paredes verdes, que se destacam no centro de Queimados. No dia da inauguração, havia cerca de 30 pessoas, que entraram por um tapete vermelho, digno das melhores estreias. O filme exibido foi Preto no Branco, de Ronaldo German, filme em que Leandro atuou.
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Esperança mínima
por Felipe Branco
Dia desses pensei sobre a tragédia que aconteceu na região serrana do Rio, particularmente naquelas pessoas que se apresentaram de imediato como voluntárias, para oferecer algum tipo de ajuda. Seria injusto com esses heróis não destinar nossa atenção e lhes dar o devido crédito pela melhora na nossa sociedade em geral. Não só pelos que ajudam em tragédias, mas como os que se solidarizam com o próximo independentemente de tragédias de vulto ou de apelo da mídia.
Lembrei de pronto de uma amiga do Cacuia, bairro de Austin, que sempre teve esse espírito caridoso. Falo de Ana Célia Fernandes Martins, uma católica de 40 anos da Paróquia Menino Jesus de Praga do Cacuia. Ele vem exercendo sua capacidade de solidariedade há cerca de seis anos, quando, ao longo de dois anos, reunia a família e alguns vizinhos nas manhãs de sábado para preparar um sopão que distribuía por intermédio das CEB´s (Comunidade Eclesiais de Base) e da Renovação Carismática. "Eles vinham de várias partes de Austin, principalmente do Tinguazinho. Traziam vasilha, panela ou algum tipo de pote para poder levar a sopa pra casa", lembra Ana Célia.
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Colegas de trabalho
por Felipe Branco
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Fogo no templo
por Felipe Branco
Ouvir jazz e heavy metal, tocar rock e hip-hop, dançar, produzir eventos, estudar e fazer roteiros e filmes, ir a estádios de futebol são só uma pequena mostra do que os novos crentes estão fazendo. Crentes nunca foram de ouvir jazz, heavy metal ou hip-hop, por serem recriminados ou simplesmente por essas coisas terem muita afinidade com o meio cristão tradicional. Fazer filme é coisa de gente moderninha ou descolada, coisa que crente não é, ou não era. Estádio é ambiente pesado, lugar que o crente não deve frequentar, ou não deveria se continuassem pensando como antes. Quem enxergava os evangélicos como seres de outro mundo, seres isolados da sociedade, presos no seu próprio mundo, livre dos prazeres e dos hábitos que a sociedade oferece, se engana. Hoje os crentes são uma parcela significativa da população, cerca de 46 milhões e atravessam todas as classe sociais. Há quem estime que em 2020 metade dos brasileiros será de crentes, já que seu crescimento é bem maior do que o crescimento da população total.
Rafael Schubert, um morador de Queimados de 19 anos e membro da Igreja Nova Aliança, não vê incompatibilidade entre sua opção religiosa e o hardcore que toca na banda Status Condicional, cujas letras louvam Deus da maneira tradicionalmente ácida desse estilo musical. “Nossas letras falam das pessoas que negam a existência de Deus, mas quando precisam de algo dizem 'ai meu Deus', conta o roqueiro, que também usa sua arte para criticar as pessoas que, embora acreditem no poder de Deus, continuam errando.
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Espaço vivo em São João
por Felipe Branco
Dia desses me convidaram para ir ao Algaraiva, um bar na Vila Operária, em São João de Meriti. Era uma inauguração de um bar alternativo, aberto a para todos tipos de manifestações artísticas e culturais. O dono da parada é o Gabriel Pimentel, 27 anos, conhecido como Soneca. Gabriel se diz anarquista e viveu um tempo junto a outros ocupantes da Okupação Flôr do Asfalto, na zona Portuária do Rio. A Flor do Asfalto surgiu da necessidade de alguns indivíduos se expressarem culturalmente. “Mas uma cultura à margem, não essa cultura “normal”, explica Soneca, que morou naquela área de cerca de 2500 metros quadrados, dividida em duas partes, com mais de 20 famílias. A outra era um espaço anarquista autogerido, a Flôr do Asfalto.
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Coisa de maluco
por Felipe Branco
Em recesso para a prestação de contas exigida pelo Ministério da Cultura, o pontinho de cultura da ONG Meduca retomou suas atividades para ensaiar a dança gospel que apresentará na Teia Baixada 2010, no Sesc de Nova Iguaçu, no próximo dia 10, às 15h.
A ong é comandada pela irmã Cecília Onofre, para quem o último semestre foi muito produtivo, embora ela se ressinta de instrumentos de avaliação e outros detalhes administrativos para o próximo período de atividades. "O projeto Dança Gospel tem por objetivo difundir a cultura gospel, mostrando que crentes não são aculturados".
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Batidão do terror
por Felipe Branco e Tony Prado
Roncos de motores e um som “lounge” colocado no máximo, encontros, diversões, bebidas e uma diversidade incalculável de pessoas, é o que geralmente poderíamos encontrar num dos points mais frequentados da cidade de Beford Roxo: a Praça José Hipólito, mais conhecida como a Praça de Heliópolis. Essa seria a realidade de qualquer noite normal de quinta-feira na localidade. A praça cheia de gente, repleta de tribos e estilos diferentes. Carros estilizados, com potentes caixas-de-som, prontos para uma batalha com hora marcada, sem violência, claro!
Nas noites de quinta-feira, acontecem as batalhas de som na Praça de Heliópolis. As diversas tribos, com seus variados “barulhos”, colocam seus carros na principal rua de acesso à praça e disputam, através da quantidade de público, aquele que tem o melhor som. Seja de receptividade de público, seja de qualidade de equipamento, não importando exatamente uma regra específica, nem qualquer tipo de prêmio, mas valendo o máximo de diversão que se pode proporcionar ao público.
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Laranjas guerreiros
por Felipe Branco
“Try”, “tackle”, “ruck” são alguns termos que talvez você e muitos não conheçam (ainda), mas pra quem conhece e joga o rugby são termos bem comuns. Para quem ainda não sabe, esse é o segundo esporte coletivo mais praticado no mundo, que é jogado num campo parecido com o de futebol. É um esporte de contato, mas, como seus admirados defendem, não é um esporte violento. É muito confundido com futebol americano, porém é mais “solto”. Além de outras peculiaridades, a bola só poder ser passada para traz.
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Pontinho de leitura
por Felipe Branco
Há quem pense que as crianças de hoje não gostam de ler e se limitam à televisão e joguinhos eletrônicos. As crianças da Escola Municipal Luz de Lemos e os jovens do bairro Carmary mostram que são diferentes. Eles participam do projeto de incentivo à leitura “Leitura no Meu Bairro”, coordenado pela pedagoga Aline Velasco, do Núcleo de Educação e Ação.
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Pequeno alcance
por Felipe Branco
Em comemoração ao dia do cinema nacional (19 de junho), o Instituto Federal do Rio de Janeiro, em Nilópolis, promoveu o "Pare, Entre, Curta!" nos dias 17 e 18. No primeiro dia, uma maratona de 10 horas exibiu curtas como “Geraldo voador”, “Nevasca tropical”, “1986”, “A Re-volta do Rei João”, “Nozes”, “O atleta e o sedentário”, “Dalva”, “O primeiro olhar” e “Através das grades”, entre outros. Já no segundo dia, o roteirista Flávio Machado e o diretor Guilherme Whitaker atraíram principalmente estudantes de Produção Cultural, que lotaram a sala para discutir a cada vez mais efervescente cena cineclubista nacional.
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400 contra 1
por Felipe Branco
Nova Iguaçu mostra que está se preparando para ser o grande pólo de cinema do Estado. Tal afirmação se justifica pelo sucesso da Escola Livre de Cinema, que no último dia 11 de junho recebeu 120 candidatos selecionados entre os 400 que fizeram uma prova escrita para as 40 vagas para o curso de "Linguagem Cinematográfica com Foco em Roteiro". Segundo o coordenador Anderson Barnabé, havia candidatos de várias regiões da Baixada e mesmo de outras áreas do estado, inclusive da Zona Sul do Rio de Janeiro. "Mas a maioria é de Nova Iguaçu e em especial do bairro de Miguel Couto, onde a ELC está instalada", frisou.
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Pare, Entre, Curta!
por Felipe Branco
Para comemorar o Dia do Cinema Nacional, 19 de junho, nada melhor que o projeto "Pare, Entre, Curta!". Ele vai apresentar à comunidade do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - Campus Nilópolis - uma programação com curtas-metragens nacionais e uma mesa-redonda com discussão de temas relacionados à produção cultural e de curtas-metragens no Brasil.
Pare à Rua Lúcio Tavares, 1045, Nova Cidade, Nilópolis, no segundo andar; Entre na sala 239; E Curta nos dias 17 e 18 de junho. No primeiro dia serão exibidos curtas-metragens nacionais no horário de 10:00 ás 20:00, contemplando os alunos e funcionários de todos os turnos da instituição. No segundo dia, será realizada uma mesa-redonda, de 9:30 ás 12:00, com três temas:
I - A Importância da preservação dos filmes nacionais antigos
II- A produção cultural e o mercado de curtas
III- A manutenção dos curtas-metragens no mercado de exibição por meio do cineclubismo
A mesa será composta por Flávio Machado, Dir. Relações Institucionais, ASCINE RJ, e Guilherme Whitaker, formado em cinema pela UFF, diretor, produtor e curador da Mostra do Filme Livre.
O projeto é realizado pelas alunas de Produção Cultural Géssica Santiago e Vanessa Rocha.
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O racismo dos vereadores
por Felipe Branco e Vinicius Tomas
Tomaram posse na última quinta-feira o novo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro(Comdedine) e seu novo presidente, Geraldo Costa. Acompanhada por ”poucos e bons”, a cerimônia contou com a participação do vereador Ferreirinha, que em seu discurso usou Ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como exemplo do avanço da representação do negro na sociedade brasileira. Completam o conselho o vice-presidente Gilmar dos Santos, a primeira secretária Arlene Camargo e o segundo secretário Gilberto Carlos dos Santos.
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Quem faz acontecer
por Felipe Branco
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