Mostrando postagens com marcador Wanderson Duke. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wanderson Duke. Mostrar todas as postagens

Lembrancinha de pés pequenos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

por Wanderson Duque

Quando conheci Hosana, meu primo Ramon já havia entrado no ônibus com um embrulho no bolso esquerdo do short camurça, que seria o motivo pelo qual ele levaria uma facada no braço por se recusar a entregá-lo a um assaltante, e eu era banhado pela garoa finíssima e a noite assustadora que abraçava Comendador Soares com o ímpeto de Saladino.

Ramon me deixou no ponto de ônibus desprovido de qualquer cobertura, enquanto eu pensava na possibilidade de ter tomado, junto com ele, aquela condução. O frio castigou o corpo até o momento que Jéssica e Giuseppe me presentearam com a sensação anestésica que foi contemplar o sorriso de Hosana, que se abriu gentilmente a mim como um botão de rosa. Uma menina tão branca quanto o leite em pó que eu misturava ao achocolatado Nescau nas manhãs cheias de dúvidas sobre minha decisão de fugir da casa de meus pais e ir morar com minha tia Lúcia. O rosto cheio de pintinhas lhe atribuía uma beleza a mais.

Seu nome ecoou na minha cabeça durante toda a noite. No dia seguinte, meu arquivo mental se abriu como um leque, e pude-me ver correndo no pátio de cimento batido e empoeirado da escola onde cursava o Jardim da Infância, gritando seu nome por causa de alguma brincadeira desses tempos pueris. Foi a primeira de muitas noites que passei acordado com o pensamento fixo na lembrança da beleza de seu carisma incontido e de seus pés pequenos.

Os campeões da web

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

por Wanderson Duke

Quando provedores de hospedagem de páginas começaram a disponibilizar esse serviço para usuários da internet, surgiram os famigerados blogs. Logo, milhões de pessoas conectadas a esta rede começaram a usufruir como bem entenderam essa nova experimentação. Surgiram blogs em forma de diário, outros de crônicas, tirinhas de cartoons e por aí vai. Cada um fez o que bem entendeu com o seu. Mas, como tudo tende a evoluir, a “era blog” –mesmo bastante atual e amplamente usada – acabou produzindo uma vertente em que o método da fala é mais aprazível e de fácil assimilação: são os VLOGS.


Está bem, vamos levar em consideração que você passou o último ano de férias no Acre e não faz ideia do que estou falando. Tenha paciência. Eu explico. Enquanto no blog se tem a escrita como ferramenta de comunicação e transmissão do conteúdo, no vlog a coisa muda um pouco de figura, já que esta comunicação é feita por meio do vídeo. Ou seja, na essência, só muda a apropriação da ferramenta. Uma é a escrita; a outra, a fala.

Nesse ínterem surgiram canais no site YouTube , onde os vloggers postam de forma aleatória sobre temas diversos. Cada um com sua própria característica. Alguns assumem uma roupagem de personagem . Como no caso do ator Felipe Neto, que já ultrapassou os 10 milhões de exibições no YouTube. No seu canal “Não Faz Sentido”, com um pequeno estúdio montado em sua casa no Méier, Felipe aborda assuntos do cotidiano e cultura pop num tom de comédia. O que já se mostrou bastante eficiente.
Felipe Neto gravando para o seu canal "Não faz Sentido".
Na outra extremidade do navio, temos o paulista por naturalidade e colorista por profissão PC Siqueira – PC vem de Paulo César. A saudação com que inicia os vídeos fica enraizada na mente: “Oi, como vai você?”. PC grava os vídeos no seu quarto sem  usar nenhum aparato técnico, salvo sua câmera, obviamente. Em seu Canal “Mas poxa Vida”, PC relata situações adversas – na maioria das vezes faz um desabafo sobre as coisas que o irritam - em tom bem informal, dando a sensação de que se está mesmo tendo uma conversa. PC já ultrapassou 30 milhões de visualizações.

Toda essa fama no cyberespaço acabou vazando para o “mundo na real”. Tanto o carioca quanto o paulista conseguiram mais do que angariar “views” para seus respectivos canais.  Eles conseguiram trabalhos nos meios audiovisuais ou, no caso do ator Felipe Neto, conseguiu uma vaga na Agência de Atores DNA. Já o paulistano possui um quadro na MTV.
Lola - Buldog Francês do PC Siqueira.
Obviamente que, no início de tudo, nenhum deles tinha grandes ambições com seus canais. PC Siqueira já disse em inúmeras entrevistas que somente estava entediado e um pouco bravo por não ter conseguido assistir ao filme Avatar, de James Cameron, como desabafo em seu primeiro Update no site. Mas as oportunidades chegaram.

Siqueira e Neto se aproveitam de sua popularidade para anunciar produtos durante as filmagens - exatamente como em um programa de TV. PC já conseguiu até mesmo uma Buldog Francês, chamada Lola, que é o grande charme do seu canal. Em todos os vídeos em que dá o ar de sua graça, suas aparições são memoráveis.                                                                              
                                                                                                      
Ambos foram indicados ao prêmio Webstar da MTV, que terá premiação hoje, às 22h. Portanto, não deixe de assistir aos canais desses dois vloggers de grande talento e que mostram como ninguém como a internet pode ser usada a seu favor.

O fim da juventude

sexta-feira, 30 de julho de 2010

por Wanderson Duque

BAÚ DO ROCK
Duas óperas rock que se tornaram filmes, onze álbuns de estúdio, performances inconfundíveis e inúmeras canções que marcaram época. Estes itens apenas resumem o currículo de uma das mais aclamadas e clássicas bandas imortalizadas na história do rock and roll.

Foi no verão de 1961, em Londres, ao ver um rapaz carregando seu contrabaixo nos ombros, que Roger Daltrey, guitarrista solo da banda ‘The Detous’ , resolveu convidá-lo para participar de sua banda. John Entwistle, que estava acompanhado de sua namorada no momento, aceitou a proposta. Logo no ano seguinte, com a saída de Reg Bowen, ficou vago o cargo de segundo guitarrista que, por intermédio de John, foi ocupado por um rapaz bastante magro e com um nariz de largas proporções: “Um nariz em um bastão”, foi como Roger descreveu o estudante de artes Pete Townshend. Com Townshend na segunda guitarra, John Entwistle tocando contrabaixo, Doug Sandom na bateria, Roger Daltrey como guitarrista principal e Colin Dawson nos vocais, o ‘The Detours’, que na época se apresentava em bares, logo sofreria novas mudanças: em 1963, inspirado por ‘Johnny Kidd & The Pirates’ , Daltrey demitiu Colin Dawson e assumiu o posto de ‘frontman’ , deixando a guitarra apenas para Townshend.

Trupe dos órfãos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

por Wanderson Duke Ramalho

No que diz respeito ao cenário musical, poético, cinematográfico e circense, a Baixada Fluminense – e principalmente Nova Iguaçu – sempre foi uma madrasta para aqueles que queriam manifestar sua arte. Estes mesmos artistas eram obrigados a se locomover para outras regiões a fim de difundirem seu trabalho: sentiam-se órfãos de sua terra-mãe. E inúmeros fatores contribuíam pra isso: a falta de apoio do governo da região e políticas públicas específicas voltadas aos primeiros fomentadores, da falta de um local que fornecesse visibilidade ao trabalho, ou mesmo a carência de uma cena independente, que ninguém acreditava ser possível construir em uma região conhecida por seus diversos problemas administrativos e, por isso, também não se tinha investimento do setor privado. Mas isso vem mudando.

Merecia mais

terça-feira, 29 de junho de 2010

por Wanderson Duke Ramalho


Bright Star. Ing/Austrália/Nova Zelândia, 09. Direção e roteiro de Jane Campion. Com Ben Whishaw, Abbie Cornish, Kerry Fox, Paul Schneider, Edie Martin, Thomas Sangster, Gerard Monaco. 119 min.

Raramente vejo um filme por conta da sua história ou pelo release na contracapa. O antigo jargão “não se julga o livro pela capa” também funciona no cinema.

Soube do lançamento de “Bright Star”/ Brilho de uma Paixão por um amigo que achou que a temática me agradaria. Ele não sabia que o poeta britânico John Keats é um dos meus favoritos e foi uma das primeiras obras poéticas que tive contato – graças à caridade de outra grande amiga.

Grande potencial

quarta-feira, 23 de junho de 2010

por Wanderson Duke Ramalho

Nesta última terça-feira, 22 de junho, Nova Iguaçu recebeu a visita de Delmar Cavalcante, coordenador do Sistema e Plano Estadual de Cultura. A reunião ocorreu no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, onde agentes culturais acompanhados de Écio Salles – atual Secretário de Cultura de Nova Iguaçu – discutiram a criação do plano de cultura desenvolvido pelo estado em parceria com o Ministério da Cultura, que vai beneficiar os 92 municípios do Rio de Janeiro.

Subvertendo o gênero

terça-feira, 25 de maio de 2010

por Wanderson Duke 


O solo firme das comédias românticas sempre foi o clássico "boy meets girl" - o "menino conhece menina". Que sempre funciona muito bem, mas acaba por caracterizar de forma errônea muitas produções do gênero. Com isso, o final é previsível – e tendem basicamente para dois tipos de desfecho: o primeiro é o clássico “felizes para sempre” e o segundo é o casal seguir destinos diferentes.


500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) segue fielmente o paradigma, mas o subverte a ponto de se distanciar de ser rotulado como mais uma obra produzida pela colcha de retalhos da padronização. Levando os espectadores  para uma experiência nova  - sem ser ímpar.

Escolhe o som

terça-feira, 4 de maio de 2010

por Wanderson Duke 

Tatubala é uma banda formada em outubro de 2001 no Rio de Janeiro por Paulinho de Castro (vocal e guitarra) e Bruno Lima (percussão e voz). Hoje em dia, após algumas alterações, o quarteto é completado por Marcelo Bruno (baixo e voz) e Felipe Antello (bateria). A banda procura fazer um rock n´roll próprio através de influências do progressivo e psicodélico.

Quase natural

terça-feira, 20 de abril de 2010

por Wanderson Duke

Crítica Vida de balconista

Em "Vida de balconista", Cavi Borges constroi uma ponte entre o cômico e a tragicomédia do cotidiano. Com um filme curto, barato e totalmente despretensioso narra, com muito talento , as inúmeras mazelas sofridas por um balconista de videolocadora - Mateus, interpretado por Mateus Solano - em um único dia de trabalho.

Os personagens simples e engraçadíssimos dão um ar verossímil à trama, tornando-os muito realistas , sem a grandiloquência absurdamente forçada de algumas comédias . Em "Vida de balconista", o riso ocorre de forma espontânea e intensa. Quase natural.

O melhor e o pior de um homem

segunda-feira, 19 de abril de 2010

por Wanderson Duque

Crítica Incelença da Perseguida

Sinopse: O sertão nordestino abriga a história de Maria das Graças, dita como santa mas que se rebela em favor de um amor pecaminoso que desenvolve pelo filho do coronel da região. Este menino, depois de ser rejeitado na infância quando “cantava” um menina, cresce e se torna um homem de traços fortes e profundamente machista.

Como a população é pobre, ele se apodera desse fato para promover sua vingança contra todas as meninas da aldeia, possuindo-as uma a uma. Em troca, o rapaz fornece dinheiro às famílias das meninas, que veem essa troca de favores como fonte de alimento.

Organização das cidades

sábado, 17 de abril de 2010

por Wanderson Duque


Crítica Pólis

O termo “Pólis” designa a forma de organização coletiva das antigas cidades gregas, desde o período arcaico até o período clássico. Em contraponto a tal organização destas cidades, Marcos Pimentel nos descortina a insólita cidade construtível-destrutível habitada pelos seres humanos.

Vivendo em constantes fases de aperfeiçoamento, em uma linha contínua de destruição-restauração. Cenas que proporcionam uma reflexão bipolar do foco primordial do diretor, não deixam por se passarem em branco. Fica fácil identificar uma comparação cômica, que também não deixa de ser provocativa: cenas de animais e de seres humanos cuidando de suas aparências. Uma mostra simples do envolvimento social entra animais e seus donos que não fica tão claro assim.

Organização, ações e de costumes são captadas com demasiado ímpeto por Marcos Pimentel. O espectador pode, em algum dos diversos pontos culminantes do filme, participar de alguns dos milhares de personagens que emergem da cidade. Como os trabalhadores na estação ferroviária esperando sua condução ou, quem sabe, o operário que acorda cedo para realizar renovações na imensa pólis urbana.

Um filme provocativo, realista, mas que peca por sua longa duração, mesmo para um curta-metragem. Indo direto ao ponto.

Alegoria da felicidade

por Wanderson Duke e Tony Prado

Com simplicidade e muita expressão, Tinho, personagem do curta “O Carreto”, trouxe aos olhos dos espectadores um lado profundo da inocência. O curta mostra o dia a dia de um jovem carreteiro, singular em sua rotina até encontrar os olhos de Stephanie, uma menina de sorriso doce e brincalhona. Enquanto Tinho auxiliava a mãe de Stephanie nos trabalhos locais, percebe que a menina tem uma deficiência física que dificulta sua locomoção. Quebrando os tabus sociais, “O Carreto” mostra, na humildade de uma comunidade, um misto de alegria, felicidade, carinho e solidariedade.

A falta de diálogos faz com que a expressividade dos personagens seja muito mais impactante e importantes a cada cena. Uma troca de olhar; um gesto; o sorriso ou desenho feito à mão, dado de presente, trazem um significado muito mais intenso que qualquer palavra que pudesse ser dita pelas duas crianças. Um pequeno gesto inocente impusiona uma vontade íntima de ajudar o próximo, com a recompensa mútua do início de uma linda amizade.

Sob a direção de Marília Hughes e Cláudio Marques, “O Carreto” traz o ponto de vista de que a satisfação pode ser encontrada em meio a ações simples e despretensiosas mas nem por isso menos recompensadoras.

Territorialização da cultura

terça-feira, 6 de abril de 2010

por Wanderson Duque
Próximo do lançamento de seu segundo Fundo Municipal de Cultura Escritor Antônio Fraga, Nova Iguaçu é marca viva de uma nova ótica da política pública de apoio a movimentos artísticos na Baixada Fluminense. No momento, ela é a única cidade da região que possui um edital voltado para as produções artísticas e culturais em seus território. Temporariamente.

Muitos outros municípios estão se articulando para que o braço governamental venha a alcançar seus agentes culturais como seres essenciais na divulgação da cultura e da arte. Em uma rápida conversa com o escritor e pesquisador Écio salles – secretário adjunto de Cultura de Nova Iguaçu –, pode-se perceber o avanço na sensibilização do governo para a classe artística da cidade. Écio faz um balanço do primeiro edital e suas expectativas para sua segunda edição.

Intimidade com o cinema

quarta-feira, 10 de março de 2010

por Wanderson Duque

O teatro do SESC Nova Iguaçu voltou a abrir suas portas para mais uma edição do Cineclube Digital, dessa vez em homenagem à mulher. A amostra, geralmente de curtas-metragens, ocorre toda primeira terça-feira do mês, sempre às 19h.

Formado em sua maioria por ex-alunos da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, o Cineclube Digital já está em sua 13ª edição. A sessão da última terça-feira foi aberta pelo longa-metragem uruguaio “Whisky”, escolhido pelo voto popular dos frequentadores do local. O voto vinha sendo computado desde a penúltima edição, anterior ao aniversário de um ano.

Desengavetando os projetos

segunda-feira, 8 de março de 2010

por Wanderson Duque

Durante o lançamento do PADEC (Plano de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios do Rio de Janeiro) no Espaço Cultural Sylvio Monteiro no último dia 3, a plateia que superlotou o teatro enfim se sentiu contemplada pelas ações do governo do estado na área da cultura. O programa prevê a distribuição de R$ 3 milhões de para produções culturais nos municípios da Baixada Fluminense, dos quais R$ 450 mil ficarão em Nova Iguaçu. Atén então, a cidade só contava com seu próprio edital para as produções, sem nenhum auxilio do estado.

Nova Iguaçu ruma para seu segundo edital, e vem emergindo de uma grande inércia cultural. Durante a gestão do escritor e cineasta Marcus Vinícius Faustini à frente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o foco nos agentes culturais da cidade foi pensado de um forma mais ampla e abrangente. “Agente cultural é todo aquele que atua no seu bairro com algum tipo de metodologia estética”, explicou Faustini.

Infância abençoada em 3D

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

por Wanderson Duque

Estreias da Semana - Toy Story e Toy Story 2


Os sucessos de animação em 3D fizeram com que a produtora Pixar resolvesse relançar sua primeira e bem-sucedida experiência nesse campo. Toy Story, e sua continuação , Toy Story 2 ganham uma roupagem à Século XXI. A Pixar pretende aproveitar os relançamentos e partir para mais uma empreitada: Toy Story 3.

Para os que não tiveram a infância abençoada por Woody e sua turma, cabe a mim relembrá-los desse antigo sucesso que tem tudo para atrair milhares de espectadores ao cinema novamente.

Desmandos de Stalin

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

por Wanderson Duque

Acabei de ler A revolução dos bichos, um dos romances mais famosos do escritor inglês George Orwell. Duas ou três pessoas já haviam me indicado o livro, mas ainda assim me surpreendi com as qualidades dessa fábula, cuja crítica à Revolução Russa pode ser reconhecida por qualquer um que conheça o mais importante movimento social do século passado. Escrito em 1944, o livro mostra a desilusão do autor não com o ideal socilista, mas com o totalitarismo posto em prática por Stálin.

Escritor, jornalista e militante político, George Orwell participou da Guerra Civil Espanhola na milícia marxista/trotskista e foi um dos primeiros intelectuais de esquerda a se desencantar com os desmandos de Stalin, que assumiu a União Soviética após a morte de Lenin. Só conseguiu publicar A revolução dos bichos depois da guerra. Nenhum editor ousou publicar a sátira política, pois, na época em que foi escrita, Stalin era aliado da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Alívio mortal

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

por Wanderson Duke

O mês de fevereiro trouxe alívio para os fãs da banda estadunidense de rock alternativo Dead Weather. É que Jack White, baterista, guitarrista da banda White Stripes e, ocasionalmente, vocalista da grupo, afirmou que o grupo está terminando de gravar as duas últimas músicas novo álbum do quarteto, que contará com a participação vocal do baterista.


Conforme disse em entrevista a uma rádio australiana, o novo cd ainda não tem nome mas deve ser lançado até abril. “Ainda não temos um nome central, mas estamos a todo vapor na fase de finalização do projeto”, explica White. O novo trabalho promete ser mais pesado que o anterior, Horehound, lançado em 2009.

O quarteto, que inclui a cantora Alison Mosshart (do The Kills ), o baixista Jack Lawrence (Raconteurs) e o guitarrista e tecladista Dean Fertita (Queens of the Stone Age), está trabalhando no álbum desde o segundo semestre do ano passado. Em 2010, além do novo disco, o grupo integra o line-up do festival Coachella, nos Estados Unidos.

Falta de harmonia

sábado, 6 de fevereiro de 2010

por Wanderson Duque

Domingo à noite, aproximadamente 20h. Uma multidão de religiosos (cristãos protestantes) já está reunida há cerca de uma hora no templo da igreja Assembleia de Deus, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, orando “em comunhão” e cantando “em louvor do seu Deus”. Porém, os louvores entoados não agradam a todos os presentes no local. Muitos cristãos são adeptos dos mais diversos gêneros musicais - mas claro, todos feitos por músicos igualmente cristãos. “Pode parecer contradição alguém que chega na igreja, canta aqueles hinos da harpa superchatos e, ao chegar em casa, põe um cd do Stryper, por exemplo”, conta Jorge Lima, de 17 anos. Para quem não sabe, a “Stryper” é uma banda norte-americana de metal-cristão - também conhecido como white metal, criada no condado de Orange em 1983, que, depois de um tempo de ostracismo, voltou a produzir em 2003.

Os motivos que fizeram Jorge “louvar em outro ritmo” são compartilhados por Ágape Martin, da Igreja Metodista Central em Nova Iguaçu. Mas, diferentemente de seu “irmão em Cristo”, Ágape tem preferência por um lado musical mais suingado: o axé. Ágape afirma ser muito criticado por isso, mas tem plena consciência de que não está indo contra nenhum dos preceitos reliosos que acredita. “Meus amigos, pastores e até meus próprios pais dizem para eu tomar cuidado. Onde já se viu? Não entendo como ouvir um gênero diferenciado, mesmo sendo de caráter altamente cristão, vá me levar para o inferno”, contesta Ágape.

Marketing ambulante

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

por Michele Ribeiro e Wanderson Duque

Há pouco tempo, mercadorias expostas pelos vendedores ambulantes eram sinônimo de qualidade duvidosa e risco para os eletrodomésticos, além, é claro , de virem embaladas com o rótulo de atividade criminosa. Nem todos esses fatores sofreram maiores alterações. Tampouco a mudança na concepção das pessoas que ainda acreditam se tratar de uma atividade que alimenta o crime organizado. Mas a sofisticação dos meios de produção, compra e comercialização acabou chegando nesse nosso conhecido "comércio alternativo".

Vendedores ambulantes – mais conhecidos como camelôs - vêm se utilizando de diversas tecnologias que facilitam a compra e revenda de suas mercadorias. "Dvds,Cds, tênis, chinelos, roupas. Tenho mercadoria para todos os gostos", diz "X", que prefere não se identificar. As possibilidades, segundo ele, são inúmeras. "Tem comprador, conhecido meu ou de algum outro amigo, a quem faço até financiamento, acredita?".


 
 
 
 
Direitos Reservados © Cultura NI