por Wanderson Duque
Quando conheci Hosana, meu primo Ramon já havia entrado no ônibus com um embrulho no bolso esquerdo do short camurça, que seria o motivo pelo qual ele levaria uma facada no braço por se recusar a entregá-lo a um assaltante, e eu era banhado pela garoa finíssima e a noite assustadora que abraçava Comendador Soares com o ímpeto de Saladino.
Ramon me deixou no ponto de ônibus desprovido de qualquer cobertura, enquanto eu pensava na possibilidade de ter tomado, junto com ele, aquela condução. O frio castigou o corpo até o momento que Jéssica e Giuseppe me presentearam com a sensação anestésica que foi contemplar o sorriso de Hosana, que se abriu gentilmente a mim como um botão de rosa. Uma menina tão branca quanto o leite em pó que eu misturava ao achocolatado Nescau nas manhãs cheias de dúvidas sobre minha decisão de fugir da casa de meus pais e ir morar com minha tia Lúcia. O rosto cheio de pintinhas lhe atribuía uma beleza a mais.
Seu nome ecoou na minha cabeça durante toda a noite. No dia seguinte, meu arquivo mental se abriu como um leque, e pude-me ver correndo no pátio de cimento batido e empoeirado da escola onde cursava o Jardim da Infância, gritando seu nome por causa de alguma brincadeira desses tempos pueris. Foi a primeira de muitas noites que passei acordado com o pensamento fixo na lembrança da beleza de seu carisma incontido e de seus pés pequenos.
Lembrancinha de pés pequenos
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Os campeões da web
Quando provedores de hospedagem de páginas começaram a disponibilizar esse serviço para usuários da internet, surgiram os famigerados blogs. Logo, milhões de pessoas conectadas a esta rede começaram a usufruir como bem entenderam essa nova experimentação. Surgiram blogs em forma de diário, outros de crônicas, tirinhas de cartoons e por aí vai. Cada um fez o que bem entendeu com o seu. Mas, como tudo tende a evoluir, a “era blog” –mesmo bastante atual e amplamente usada – acabou produzindo uma vertente em que o método da fala é mais aprazível e de fácil assimilação: são os VLOGS.
Está bem, vamos levar em consideração que você passou o último ano de férias no Acre e não faz ideia do que estou falando. Tenha paciência. Eu explico. Enquanto no blog se tem a escrita como ferramenta de comunicação e transmissão do conteúdo, no vlog a coisa muda um pouco de figura, já que esta comunicação é feita por meio do vídeo. Ou seja, na essência, só muda a apropriação da ferramenta. Uma é a escrita; a outra, a fala.
Nesse ínterem surgiram canais no site YouTube , onde os vloggers postam de forma aleatória sobre temas diversos. Cada um com sua própria característica. Alguns assumem uma roupagem de personagem . Como no caso do ator Felipe Neto, que já ultrapassou os 10 milhões de exibições no YouTube. No seu canal “Não Faz Sentido”, com um pequeno estúdio montado em sua casa no Méier, Felipe aborda assuntos do cotidiano e cultura pop num tom de comédia. O que já se mostrou bastante eficiente.
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| Felipe Neto gravando para o seu canal "Não faz Sentido". |
Toda essa fama no cyberespaço acabou vazando para o “mundo na real”. Tanto o carioca quanto o paulista conseguiram mais do que angariar “views” para seus respectivos canais. Eles conseguiram trabalhos nos meios audiovisuais ou, no caso do ator Felipe Neto, conseguiu uma vaga na Agência de Atores DNA. Já o paulistano possui um quadro na MTV.
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| Lola - Buldog Francês do PC Siqueira. |
Siqueira e Neto se aproveitam de sua popularidade para anunciar produtos durante as filmagens - exatamente como em um programa de TV. PC já conseguiu até mesmo uma Buldog Francês, chamada Lola, que é o grande charme do seu canal. Em todos os vídeos em que dá o ar de sua graça, suas aparições são memoráveis.
Ambos foram indicados ao prêmio Webstar da MTV, que terá premiação hoje, às 22h. Portanto, não deixe de assistir aos canais desses dois vloggers de grande talento e que mostram como ninguém como a internet pode ser usada a seu favor.
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O fim da juventude
por Wanderson Duque
Foi no verão de 1961, em Londres, ao ver um rapaz carregando seu contrabaixo nos ombros, que Roger Daltrey, guitarrista solo da banda ‘The Detous’ , resolveu convidá-lo para participar de sua banda. John Entwistle, que estava acompanhado de sua namorada no momento, aceitou a proposta. Logo no ano seguinte, com a saída de Reg Bowen, ficou vago o cargo de segundo guitarrista que, por intermédio de John, foi ocupado por um rapaz bastante magro e com um nariz de largas proporções: “Um nariz em um bastão”, foi como Roger descreveu o estudante de artes Pete Townshend. Com Townshend na segunda guitarra, John Entwistle tocando contrabaixo, Doug Sandom na bateria, Roger Daltrey como guitarrista principal e Colin Dawson nos vocais, o ‘The Detours’, que na época se apresentava em bares, logo sofreria novas mudanças: em 1963, inspirado por ‘Johnny Kidd & The Pirates’ , Daltrey demitiu Colin Dawson e assumiu o posto de ‘frontman’ , deixando a guitarra apenas para Townshend.
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Trupe dos órfãos
por Wanderson Duke Ramalho
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Merecia mais
por Wanderson Duke Ramalho
Raramente vejo um filme por conta da sua história ou pelo release na contracapa. O antigo jargão “não se julga o livro pela capa” também funciona no cinema.
Soube do lançamento de “Bright Star”/ Brilho de uma Paixão por um amigo que achou que a temática me agradaria. Ele não sabia que o poeta britânico John Keats é um dos meus favoritos e foi uma das primeiras obras poéticas que tive contato – graças à caridade de outra grande amiga.
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Grande potencial
por Wanderson Duke Ramalho
Nesta última terça-feira, 22 de junho, Nova Iguaçu recebeu a visita de Delmar Cavalcante, coordenador do Sistema e Plano Estadual de Cultura. A reunião ocorreu no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, onde agentes culturais acompanhados de Écio Salles – atual Secretário de Cultura de Nova Iguaçu – discutiram a criação do plano de cultura desenvolvido pelo estado em parceria com o Ministério da Cultura, que vai beneficiar os 92 municípios do Rio de Janeiro.
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Subvertendo o gênero
por Wanderson Duke
500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) segue fielmente o paradigma, mas o subverte a ponto de se distanciar de ser rotulado como mais uma obra produzida pela colcha de retalhos da padronização. Levando os espectadores para uma experiência nova - sem ser ímpar.
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Escolhe o som
por Wanderson Duke
Tatubala é uma banda formada em outubro de 2001 no Rio de Janeiro por Paulinho de Castro (vocal e guitarra) e Bruno Lima (percussão e voz). Hoje em dia, após algumas alterações, o quarteto é completado por Marcelo Bruno (baixo e voz) e Felipe Antello (bateria). A banda procura fazer um rock n´roll próprio através de influências do progressivo e psicodélico.
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Quase natural
por Wanderson Duke
Crítica Vida de balconista
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O melhor e o pior de um homem
por Wanderson Duque
Como a população é pobre, ele se apodera desse fato para promover sua vingança contra todas as meninas da aldeia, possuindo-as uma a uma. Em troca, o rapaz fornece dinheiro às famílias das meninas, que veem essa troca de favores como fonte de alimento.
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Organização das cidades
por Wanderson Duque
O termo “Pólis” designa a forma de organização coletiva das antigas cidades gregas, desde o período arcaico até o período clássico. Em contraponto a tal organização destas cidades, Marcos Pimentel nos descortina a insólita cidade construtível-destrutível habitada pelos seres humanos.
Vivendo em constantes fases de aperfeiçoamento, em uma linha contínua de destruição-restauração. Cenas que proporcionam uma reflexão bipolar do foco primordial do diretor, não deixam por se passarem em branco. Fica fácil identificar uma comparação cômica, que também não deixa de ser provocativa: cenas de animais e de seres humanos cuidando de suas aparências. Uma mostra simples do envolvimento social entra animais e seus donos que não fica tão claro assim.
Organização, ações e de costumes são captadas com demasiado ímpeto por Marcos Pimentel. O espectador pode, em algum dos diversos pontos culminantes do filme, participar de alguns dos milhares de personagens que emergem da cidade. Como os trabalhadores na estação ferroviária esperando sua condução ou, quem sabe, o operário que acorda cedo para realizar renovações na imensa pólis urbana.
Um filme provocativo, realista, mas que peca por sua longa duração, mesmo para um curta-metragem. Indo direto ao ponto.
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Alegoria da felicidade
por Wanderson Duke e Tony Prado
A falta de diálogos faz com que a expressividade dos personagens seja muito mais impactante e importantes a cada cena. Uma troca de olhar; um gesto; o sorriso ou desenho feito à mão, dado de presente, trazem um significado muito mais intenso que qualquer palavra que pudesse ser dita pelas duas crianças. Um pequeno gesto inocente impusiona uma vontade íntima de ajudar o próximo, com a recompensa mútua do início de uma linda amizade.
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Territorialização da cultura
por Wanderson Duque
Próximo do lançamento de seu segundo Fundo Municipal de Cultura Escritor Antônio Fraga, Nova Iguaçu é marca viva de uma nova ótica da política pública de apoio a movimentos artísticos na Baixada Fluminense. No momento, ela é a única cidade da região que possui um edital voltado para as produções artísticas e culturais em seus território. Temporariamente.
Muitos outros municípios estão se articulando para que o braço governamental venha a alcançar seus agentes culturais como seres essenciais na divulgação da cultura e da arte. Em uma rápida conversa com o escritor e pesquisador Écio salles – secretário adjunto de Cultura de Nova Iguaçu –, pode-se perceber o avanço na sensibilização do governo para a classe artística da cidade. Écio faz um balanço do primeiro edital e suas expectativas para sua segunda edição.
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Intimidade com o cinema
por Wanderson Duque
O teatro do SESC Nova Iguaçu voltou a abrir suas portas para mais uma edição do Cineclube Digital, dessa vez em homenagem à mulher. A amostra, geralmente de curtas-metragens, ocorre toda primeira terça-feira do mês, sempre às 19h.
Formado em sua maioria por ex-alunos da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, o Cineclube Digital já está em sua 13ª edição. A sessão da última terça-feira foi aberta pelo longa-metragem uruguaio “Whisky”, escolhido pelo voto popular dos frequentadores do local. O voto vinha sendo computado desde a penúltima edição, anterior ao aniversário de um ano.
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Desengavetando os projetos
por Wanderson Duque
Durante o lançamento do PADEC (Plano de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios do Rio de Janeiro) no Espaço Cultural Sylvio Monteiro no último dia 3, a plateia que superlotou o teatro enfim se sentiu contemplada pelas ações do governo do estado na área da cultura. O programa prevê a distribuição de R$ 3 milhões de para produções culturais nos municípios da Baixada Fluminense, dos quais R$ 450 mil ficarão em Nova Iguaçu. Atén então, a cidade só contava com seu próprio edital para as produções, sem nenhum auxilio do estado.
Nova Iguaçu ruma para seu segundo edital, e vem emergindo de uma grande inércia cultural. Durante a gestão do escritor e cineasta Marcus Vinícius Faustini à frente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o foco nos agentes culturais da cidade foi pensado de um forma mais ampla e abrangente. “Agente cultural é todo aquele que atua no seu bairro com algum tipo de metodologia estética”, explicou Faustini.
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Infância abençoada em 3D
por Wanderson Duque
Os sucessos de animação em 3D fizeram com que a produtora Pixar resolvesse relançar sua primeira e bem-sucedida experiência nesse campo. Toy Story, e sua continuação , Toy Story 2 ganham uma roupagem à Século XXI. A Pixar pretende aproveitar os relançamentos e partir para mais uma empreitada: Toy Story 3.
Para os que não tiveram a infância abençoada por Woody e sua turma, cabe a mim relembrá-los desse antigo sucesso que tem tudo para atrair milhares de espectadores ao cinema novamente.
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Desmandos de Stalin
por Wanderson Duque
Acabei de ler A revolução dos bichos, um dos romances mais famosos do escritor inglês George Orwell. Duas ou três pessoas já haviam me indicado o livro, mas ainda assim me surpreendi com as qualidades dessa fábula, cuja crítica à Revolução Russa pode ser reconhecida por qualquer um que conheça o mais importante movimento social do século passado. Escrito em 1944, o livro mostra a desilusão do autor não com o ideal socilista, mas com o totalitarismo posto em prática por Stálin.
Escritor, jornalista e militante político, George Orwell participou da Guerra Civil Espanhola na milícia marxista/trotskista e foi um dos primeiros intelectuais de esquerda a se desencantar com os desmandos de Stalin, que assumiu a União Soviética após a morte de Lenin. Só conseguiu publicar A revolução dos bichos depois da guerra. Nenhum editor ousou publicar a sátira política, pois, na época em que foi escrita, Stalin era aliado da Inglaterra e dos Estados Unidos.
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Alívio mortal
por Wanderson Duke
Conforme disse em entrevista a uma rádio australiana, o novo cd ainda não tem nome mas deve ser lançado até abril. “Ainda não temos um nome central, mas estamos a todo vapor na fase de finalização do projeto”, explica White. O novo trabalho promete ser mais pesado que o anterior, Horehound, lançado em 2009.
O quarteto, que inclui a cantora Alison Mosshart (do The Kills ), o baixista Jack Lawrence (Raconteurs) e o guitarrista e tecladista Dean Fertita (Queens of the Stone Age), está trabalhando no álbum desde o segundo semestre do ano passado. Em 2010, além do novo disco, o grupo integra o line-up do festival Coachella, nos Estados Unidos.
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Falta de harmonia
por Wanderson Duque
Os motivos que fizeram Jorge “louvar em outro ritmo” são compartilhados por Ágape Martin, da Igreja Metodista Central em Nova Iguaçu. Mas, diferentemente de seu “irmão em Cristo”, Ágape tem preferência por um lado musical mais suingado: o axé. Ágape afirma ser muito criticado por isso, mas tem plena consciência de que não está indo contra nenhum dos preceitos reliosos que acredita. “Meus amigos, pastores e até meus próprios pais dizem para eu tomar cuidado. Onde já se viu? Não entendo como ouvir um gênero diferenciado, mesmo sendo de caráter altamente cristão, vá me levar para o inferno”, contesta Ágape.
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Marketing ambulante
por Michele Ribeiro e Wanderson Duque
Há pouco tempo, mercadorias expostas pelos vendedores ambulantes eram sinônimo de qualidade duvidosa e risco para os eletrodomésticos, além, é claro , de virem embaladas com o rótulo de atividade criminosa. Nem todos esses fatores sofreram maiores alterações. Tampouco a mudança na concepção das pessoas que ainda acreditam se tratar de uma atividade que alimenta o crime organizado. Mas a sofisticação dos meios de produção, compra e comercialização acabou chegando nesse nosso conhecido "comércio alternativo".
Vendedores ambulantes – mais conhecidos como camelôs - vêm se utilizando de diversas tecnologias que facilitam a compra e revenda de suas mercadorias. "Dvds,Cds, tênis, chinelos, roupas. Tenho mercadoria para todos os gostos", diz "X", que prefere não se identificar. As possibilidades, segundo ele, são inúmeras. "Tem comprador, conhecido meu ou de algum outro amigo, a quem faço até financiamento, acredita?".
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