O sucesso dos independentes

segunda-feira, 15 de março de 2010

por Fernando Fonseca


A cada ano, é cada vez maior o número de filmes independentes e de baixo orçamento na noite de premiação do Oscar. O grande ponto a ser levantado com essa observação, porém, é o fato de que essas narrativas verídicas, muitas vezes jogando histórias nuas e cruas na cara do espectador, estão começando a desbancar os grandes estúdios hollywoodianos.

Foi assim já no ano passado, quando 'Quem quer ser um milionário?', com custo menor que US$ 15 milhões e arrecadação superior a US$ 100 milhões, desbancou o favoritismo da superprodução 'O curioso caso de Benjamin Button'. Com uma produção de US$ 150 milhões, 'O curioso caso(...)' ganhou apenas três das treze categorias para as quais foi indicado. O filme do escocês Danny Boyle terminou a noite com oito oscars.

O fenômeno voltou a se repetir agora, em 2010. O superestimado longa-metragem 'Avatar', que teve seu orçamento calculado em aproximadamente US$237 milhões, venceu apenas três das nove indicações ao oscar, enquanto 'Guerra ao terror', estimado em US$ 11 milhões, ganhou seis estatuetas. Inclusive as de melhor diretor e melhor filme, que são as categorias mais prestigiadas.

Outra questão a ser comentada é o fato de que após 82 anos, Kathryn Bigelow, diretora de produção independente 'Guerra ao Terror', tornou-se a primeira mulher vencedora do Oscar de melhor direção. Atuações e desfechos capazes de tornar a maior premiação cinematográfica menos medíocre, rompendo com a tradição hollywoodiana de beneficiar as superproduções e o homem.

3 Comentários:

Anônimo disse...

hipocrisia!!!

Anônimo disse...

não, informação! também concordo com o Fernando.

Vanessa disse...

Acho excelente que os filmes sejam valorizados pelo seu conteúdo e mensagem e não apenas pelo orçamento, ou investimento feitos!
Concordo com o Fernando quando diz:
"Atuações e desfechos capazes de tornar a maior premiação cinematográfica menos medíocre, rompendo com a tradição hollywoodiana de beneficiar as superproduções e o homem".
Devemos nos prender mais a assência dos filmes e não a quantidade de dólares investidos!

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