Fase adiantada

quinta-feira, 29 de julho de 2010

por Taísa Lima de Souza


É cada vez mais comum o número de adolescentes grávidas. Isso acontece muitas vezes por falta de responsabilidade e até de informação. Esse é o caso de Ingrid, uma menina de 16 anos que mora em Vila de Cava e está grávida de 6 semanas. "Engravidei muito cedo", conta ela, que já começou a fazer seu pré-natal. "No início, fiquei com medo da reação principalmente do meu pai, mas no final ele aceitou melhor que a minha mãe."


A preocupação de Ingrid, que adora usar shortinhos e blusinhas curtas quando sai com as amigas, é um lugar comum entre as jovens mães de Nova Iguaçu. Algumas ganham o apoio familiar, mas muitas delas chegam a ser expulsas de casa quando revelam a bomba. Grávida de 10 semanas, a estudante Mariana Melo imaginou que esse seria o seu destino quando recebeu o exame de gravidez. "Minha mãe aceitou, mas meu pai ainda está se acostumando com a ideia", conta ela.

Ficar grávida nesse período de conhecimentos, liberdade e transformações pode parecer o fim do mundo para as adolescentes que a cada 18 minutos dão à luz no Brasil. "Ser mãe na adolescência não é tarefa fácil, é uma fase da vida que se adiantou", conta Mariana Melo. A principal vítima, no entanto, são os estudos, muitas vezes abandonados. "Certas atividades que você costuma fazer, você acaba abrindo mão para cuidar do seu filho", diz a estudante Mariana Melo, do alto dos seus 17 anos.

As adolescentes têm plena consciência de que a gravidez terminou sendo um golpe de sorte para quem fazia sexo sem preservativo, exposto à possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis, as famosas DST. Tatiane Cunha, uma moradora de Nilópolis 17 anos, está muito feliz com a gravidez de 14 semanas. "Já curti, agora é hora de curtir meu filho", diz ela, que passou a morar junto com o namorado depois da gravidez.

Outro grande problema de ser mãe na adolescência é a falta de estabilidade e condições financeiras. Grávida de 20 semanas, Joana Rocha, uma moradora de Anchieta de 13 anos, passa por uma situação parecida. "Não vou desistir dessa gravidez", afirma ela, que espera um dia ter um emprego e poder dar tudo de melhor ao seu filho.

1 Comentários:

Josy disse...

Bem legal a matéria Taísa!

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