Uma jornada na cultura

sábado, 4 de dezembro de 2010

por Jefferson Loyola


03 de dezembro de 2010, sexta-feira. Foi dada a largada e começou as atrações da 5ª Jornada Cultural da Baixada Fluminense. O evento tem como objetivo dialogar a respeito do cenário atual da produção cultural da região. É um movimento onde conta com a participação de grupos artísticos e agentes culturais da Baixada Fluminense apresentando seus trabalhos, promovendo debates para novas propostas e compartilhando experiências. Esta quinta edição está sendo realizada no SESC de Duque de Caxias, nesses dias 03 e 04 de dezembro. Uma realização SESC Rio, tendo uma união de três unidades do SESC da Baixada: Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti.

Às quatro horas o evento iniciou com um espetáculo da banda Visões Periféricas, uma banda que começou a partir de oficinas de maracatu no ‘Reperiferia’ e traz esta cultura pernambucana de maneira inédita, mesclando com ritmos contemporâneos como o Funk e o Pagode. A segunda banda a se apresentar foi a caramujos, uma banda que inova o conceito de pop rock na Baixada Fluminense, fazendo muito barulho e com grande criatividade. Assim que se entrava no SESC, eram perceptíveis as exposições dos artistas plásticos Gabriela Boechat e Daruich Hilal, além das duas exposições fotográficas: Olhares da Baixada e Moçambique e Brasil: Um Olhar sobre o Outro.

As atrações não pararam por ai. Teve intervenções literárias do grupo pó de poesia, além de uma exposição de livros dos autores da Baixada Fluminense. A banda KM 13 também fez sua parte para este importante evento na Baixada, mas quem realmente abrilhantou a noite com muita garra e estilo foi o grupo de dança Setor BF. Mostrou um pouco do Hip-hop e finalizou a leva de atrações que sediavam o teatro do SESC.

Após tantas apresentações no teatro, era a vez do Rapper BNegão e os Seletores da Frequência invadirem com mais música no estacionamento do local. Uma mistura explosiva de Hip-Hop, Raggae, Dub, Jazz, Samba, Soul, Funk e Rock promovida pelo Rapper e a banda, causou impacto no público. Desde que lançou seu primeiro CD "Enxugando Gelo" (Independente, 2003), o grupo já percorreu as principais capitais do país e da Europa, lotando shows em algumas das principais casas de espetáculo destes lugares.

O público não correspondeu às expectativas da organização. Cultura de qualidade para pouca quantidade que apreciavam as atrações. Qual seria o motivo da falta de público? Fica a pergunta para todos os produtores de cultura da Baixada. Recentemente, Nova Iguaçu passou a mesma situação com o “Baixada Encena”. Situação esta que, também, norteou a quinta jornada cultural. Muita cultura e pouco aproveitamento dela pela população. Hoje, 04 de dezembro, encerram-se as atividades da 5ª Jornada Cultural da Baixada Fluminense. “A expectativa é de ter muito menos pessoas que neste primeiro dia, pois, neste dia quatro, são debates e não tem atrações artísticas”, disse Luz Anna, ex-jovem repórter. 

1 Comentários:

Realmente a falta d público é um problema.
E o público que vai acaba sendo o mesmo (público q trabalha com arte). O foco deve ser investir em quem não conhece a "cena cultural".

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