Emoções de vinil

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

por Luiz Gabriel

Os antigos Long-plays, mais conhecidos como disco de vinil, fizeram a cabeça, emocionou e contagiou a sociedade mundial da década de 1950 até o final dos 1990. Desde então, tornaram-se peças de colecionadores saudosistas.

Na Rua Dr. Luís Guimarães, em frente ao Instituto de Educação Rangel Pestana, perto do Calçadão de Nova Iguaçu, há um vendedor, apelidado de Carioca dos Discos, que há 12 anos alimenta os caçadores de vinil.



Carioca dos Discos é um senhor de 73 anos de idade, cuja primeira barraca foi na rua 13 de Maio, no Centro do Rio de Janeiro. “Muitas pessoas compravam, muitos mesmo", conta esse carpinteiro aposentado, que já teve em sua clientela nomes ilustres como o sambista Bezerra da Silva e o atual governador Sergio Cabral, entre outros.

Com um acervo de 60 mil discos, a coleção do camelô contém títulos que vão da Jovem Guarda ao Rock Progressivo, cujo preço unitário geralmente é vendido a R$ 5. "Mas uma vez uma mulher chegou a me oferecer R$ 3 mil por um disco inédito do Roberto Carlos", lembra Carioca, que infelizmente não conseguiu a encomenda da sua cliente.

Sua clientela, geralmente acima dos 40 anos, o procura atrás de discos de rock e de antigas novelas, Dancing Days e Sol de Verão. Esse é o caso de Dona Natália, uma moradora de Nilópolis de 52 anos que se tornou freguesa do Carioca depois que o marido voltou de uma viagem a São Paulo com uma vitrola. "Foi aqui que eu comprei meu disco preferido, o Alerta Geral, que a Alcione gravou em de 1978", conta Dona Natália, que agradece a Deus por tê-lo conhecido.

A calçada da colégio lhe foi cedida pela diretora do Rangel Pestana, ela também uma de suas clientes. "Hoje eu sei que sou um ponto de referência para quem gosta de vinil aqui na Baixada", diz o comerciante.

1 Comentários:

Marcão Baixada disse...

Tenho que ir lá comprar discos..

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