2 pedágios, 1 Vaca, 4 almoços e 1 defunto

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

por Raíze Souza e Rodrigo Caetano



Um jovem repórter , ao contrário do que muita gente deve achar, passa por diversas dificuldades. Às vezes a pauta fura outras não, mas sempre pra conseguir realizá-las precisamos de muita determinação.

A história que vamos contar é sobre uma das matérias que estamos preparando para a Web TV. O entrevistado era o Presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita, André Taffarel. Taffarel é um cara que “tá ligado” na baixada e na juventude e foi escolhido porque, além de render uma boa entrevista, poderia dar umas dicas de como fazer a Web TV, já que acumula as funções de vereador e apresentador do programa “Tá Ligado TV”.  

O caminho até o estúdio de gravação era grande (Nova Iguaçu- Barra da Tijuca), e pra variar saímos atrasados. Raize, a repórter, estava um pouco nervosa já que foi pega de surpresa, avisada na hora que seria a sua primeira entrevista em formato de vídeo e não mais uma matéria escrita para o blog Cultura NI. Já Rodrigo, o câmera, estava preocupado tentando achar uma fita que ainda tivesse espaço para gravar a matéria de hoje e com o microfone da câmera que havia sumido. Mais duas pessoas estavam nos acompanhando nessa matéria, o secretário de cultura de Nova Iguaçu, Anderson Ávila, mais conhecido como Batata e o Coordenador do Projeto Agencia da Juventude Comunicaê, Rafael Soares, mais conhecido como Nike. 

Enfim, saímos com fita, sem microfone e o nervosismo, que foi se quebrando no carro enquanto conversávamos. No automóvel, Batata tentava confirmar a entrevista com Taffarel, mas sem sucesso. Então a solução foi voltar – estávamos em Mesquita - para o espaço cultural, afinal não queríamos dar viagem perdida.

Mas calma leitor, a história não iria parar por aqui, até porque seria uma história muito breve para se fazer uma matéria. Sendo assim, no caminho de volta, em Nilópolis, o vereador Taffarel manda um SMS sucinto, com apenas o endereço do seu estúdio. Voltamos ao nosso destino original sentido Barra, e para nós não nos perdermos, e chegarmos de modo mais rápido, o Secretário utilizou a extensão do seu corpo, mais conhecido como Ipad.

Mas o Google Maps do seu Ipad acabou nos atrapalhando e o resultado foi nos perdermos no Méier. Mas como “quem tem boca vai a Roma” – essa foi uma prática de toda a viagem- um motorista de uma van disse que o único caminho era passar pelo pedágio. Fazer o que né? Pelo menos o secretário estava lá para pagar a conta.

Rafael Nike, que era o motorista da vez, não percebeu a entrada do pedágio e quase bateu nos cones de sinalização pra desespero do secretário que só se acalmou quando Nike conseguiu dar a ré e entrar na fila correta. Passamos pelo pedágio e achávamos que as coisas iriam melhorar. O secretário voltou a pegar seu Ipad e ele nos guiou para um lugar meio sinistro. Com medo de entrarmos demais em um determinado lugar e não conseguir sair depois – seja pela violência ou pelo seu Ipad que não dava as coordenadas corretas - paramos novamente para perguntar e ganhamos como resposta:  “Ih! Não tem nada a ver com isso aqui! É pra lá!”

Nike desceu um pouco para dar a volta e nos deparamos com uma vaca. Assim tivemos certeza de que ali não era o caminho certo. Esperamos um pouco ela sair da nossa frente e o carro não respondeu muito bem na hora de dar a volta, mas saímos de lá sem problemas, deixando a querida vaca pra trás.

Ficamos rodando Jacarepaguá e pedindo informações para chegar ao nosso destino, mas pegamos umas três indicações erradas. Porém foi nessas indicações que vimos um motorista que fazia um culto religioso falando no microfone enquanto dirigia. E, claro, nós tínhamos que atrapalhar seu culto para perguntar e ganhamos como resposta: “Vai em frente”, disse o ‘irmão’ no microfone no intervalo de um louvor que estava cantando, o que acarretou muitas risadas.

Conseguimos achar a avenida, mas, pra variar, mais um problema aconteceu. O número do prédio que o Taffarel deu ao Batata não existia. Por exemplo, procurávamos o número 200, mas só encontrávamos o 199 e o 201. Queríamos perguntar a alguém, mas decidimos ser melhor não, seguindo a fala do Nike na hora: “ quem vai saber se existe a casa de número 200? No máximo você sabe o número da sua casa”. 

Nessa hora a fome já aparecia e resolvemos almoçar . Fomos ao drive thru do Habib’s atrás de uma promoção de kibes e esfirras que é especialidade da casa. Mas na hora Rafael disse que era natureba , que não comia isso e ia atrás de um sanduíche natural. Então, como bons companheiros de viagem, desistimos também e fomos atrás de um lugar mais saudável para comer.

Batata com sua sagacidade e bom senso, perguntou ao dono de uma banca de revista que nos indicou um restaurante num lugar bem escondido que parecia uma galeria. Pedimos nossos comerciais e o Anderson continuou tentando falar com o vereador. Até que a entrevista foi desmarcada pois Taffarel tinha uns problemas pra resolver e como Anderson é seu amigo, é mais seguro deixar um amigo na mão do que um chefe, não é mesmo?

Então o Secretário foi pagar a conta, para nossa felicidade, e voltamos para Nova Iguaçu. No caminho de volta, engarrafamento na av. Brasil. Depois entendemos o motivo: havia  uma  ambulância com um defunto coberto por um lençol branco ensanguentado no chão. Até que sai a pergunta:  
“-Isso é um defunto?
- Se não for é um cara encenando, coberto no chão.”
E realmente era, havia acabado de acontecer uma acidente de moto que tornou a engarrafada Av. Brasil ainda mais conturbada. 

Nossa aventura durou em torno de seis horas. A pauta acabou furando , mas ganhamos uma tarde de bastante risadas, ora com conversas divertidas e outras mais confidenciais. Podemos dizer que existiu a lealdade do carro, em que as conversas que houveram no carro ,vão permanecer no carro. Assim retornamos para Nova Iguaçu, com a promessa de que numa próxima semana iríamos novamente entrevistar André Taffarel para a futura Web Tv. Essa história, que poderia até virar um “Road Movie”, realmente aconteceu. E isso serve para provar que a vida de um jovem repórter não é nada fácil.  

4 Comentários:

BATATA disse...

Boa materia rsrs parabens raize e rodrigo .. foi fiel aos acontecimentos rsrsrsrs

Marcão Baixada disse...

MUITO BOA!

Laís Souza disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Que bom que se divertiu Raize!!

Elaine disse...

É isso aí Raíze! Quando agente faz o que gosta, consegue achar engraçado e rir das situações... Vai registrando estes acontecimentos porque com certeza, resultará num belo DOSSIÊ.
Parabéns a você e ao Rodrigo pela matéria!!!

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