A inocência da guerra

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

por Lucas Lima


Uma capa infantil, um título fraco e uma história aparentemente desinteressante. Porém, são nessas situações em que a frase “não julgar um livro pela capa” se faz verdadeira. “O menino do pijama listrado” é um livro simplesmente fantástico. A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, contada por um menino de apenas oito anos, filho de um importante oficial do exercito alemão.

O menino Bruno vê sua família obrigada a se mudar de Berlim para uma cidade mais afastada. Chegando na cidade, em uma de suas tardes ociosas, ele encontra uma cerca, onde havia do outro lado um outro menino da mesma idade.

República bestial

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

por Camilla Medeiros

A conquista de direitos civis, políticos e sociais sempre esteve ligada à luta da sociedade, à conquista popular. Foi assim na maioria dos países democráticos. Não no Brasil, porém.

No próximo dia 15 de novembro, nosso país comemora 120 anos de República. E o episódio, que para muitas pessoas representa a conquista pela democracia, na verdade esconde algumas peculiaridades do processo democrático brasileiro.

O termo usado por alguns historiadores, para descrever a política do Estado Novo, serve para descrever a cultura política brasileira de uma forma mais ampla: “modernização conservadora”.

Amor intraduzível

por Camilla Medeiros
Quando assisti ao filme “O amor nos tempos do cólera”, do diretor Mike Newell, fiquei um pouco decepcionada: ele não trazia a grandeza do melhor livro que já li até hoje. E não é exagero.

Logo depois entendi o desafio que era transpor para a telona a imensidão do texto do escritor colombiano Gabriel García Márquez. O próprio escritor salientou, ao vender os direitos autorais do livro, que Mike Newell não conseguiria a proeza. [http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL154684-7086,00.html]

Ele não foi o único, pois livros como "Crônica de uma Morte Anunciada" e "Ninguém Escreve ao Coronel" também renderam fracassos cinematográficos. Apesar disso, o diretor Damián Alcázar pretende adaptar “Memórias de minhas putas tristes”, último romance publicado por Gabriel García Márquez.

Pé grande

por Julliane Mello

Pé-de-moleque parece coisa de criança. Mas no caso da ong homônima com forte atuação em Corumbá as aparências enganam. O foco da entidade, criada há nove anos, é formar jovens e adultos para o mercado de trabalho.Tem sido assim desde a fundação, quando a instituição tentou empregar 20 jovens com ensino médio completo e que tivesse algum conhecimento em informática. "Na época, só conseguimos cinco jovens, pois a maioria não tinha o ensino médio completo", conta Denise Luz, de 46 anos, idealizadora e presidente da ong. A partir daí um grupo se organizou para constituir uma instituição que pudesse ajudar o bairro de Corumbá e seu entorno oferecendo cursos profissionalizantes e capacitação profissional.

A primeira conquista daquele grupo foi criar o Centro Comunitário de Corumbá, cuja sede fica na Rua Belina, n°23. Três anos depois, o rupo já podia se orgulhar da qualificação profissional de mais de 2300 jovens e adultos, que se formaram em atividades que iam do telemarketing ao serviço de buffet, passando pela fotografia e garçom. Os primeiros parceiros também ajudaram a criar um pré-vestibular para negros e carentes, uma sala de EJA e um curso de empreendorismo.

Todo mundo é bamba

por Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva


Bolo, refrigerante, docinhos e muito samba de roda. Esses são ingredientes fundamentais para qualquer festa de aniversário na ‘Vila da Fiazinha’, em Anchieta, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. A vila, que abriga onze casas, quase todas de uma mesma família, é o endereço de Bárbara Cecília Costa dos Santos, 52 anos, funcionária da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu – SEMCTUR. Servidora municipal há 17 anos, ela conta que há mais ou menos sete anos o costume de fazer samba para animar as datas comemorativas passou a fazer parte da vida dos moradores.


No terreno localizado à Rua Silvio Costa, 308, moram cunhados, irmãos, filhos e sobrinhos de Bárbara, mas a matriarca é a dona Laurizete, 87 anos, conhecida como ‘Fiazinha’. Ela é homenageada na festa junina com o ‘Arraiá da Fiazinha’.

 
 
 
 
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