Web Semântica na era 3.0

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

por Raize Souza e Samara Braga

Artigo


Você já se imaginou vivendo como os personagens da série “Os Jetsons”? Ou ainda como no longa-metragem “A.I- Inteligência Artificial” em que o Dr. Know, que representa a inteligência artificial, é questionado pelo humano sobre a existência de Deus e responde “Agora sim”. Ou, quem sabe, em uma biblioteca com um robô chamado Torem que filtra todos os livros e entrega somente a informação que você necessita?

Desde 1927 o homem produz longas metragens sobre a interação do homem com a máquina, mas já faz um tempo que a ficção das telonas está se transformando em realidade. A web 1.0, 2.0, 3.0. A cibercultura - cultura no meio virtual - no compasso da inteligência artificial é o que vem nos proporcionar essa interação.

Vamos começar a explicação com a web 1.0, considerada o começo da internet, que teve início na década de 90. Composta pelo navegador Mosaic, com poucos links, conteúdo estático, limitado e com poucos emissores de informação, afinal, só os especialistas em computação tinham a técnica necessária para publicar algo na rede.

Evoluindo no assunto e nas fases da rede está à web 2.0. Que começou em 2003 e inspira a elaboração de conteúdos mais dinâmicos e simples de serem manuseados, dispensando em muitos casos os especialistas e expandindo assim a possibilidade de diálogo, a ampliação dos níveis de interatividade e sites de caráter colaborativo, como por exemplo, a Wikipédia onde todo mundo pode produzir informação, há oito anos.

Raízes da Cidade do Amor

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

por Rodrigo Caetano


Nesse mês de agosto a Baixada Fluminense está recebendo o “Cinearte Sarau”. O evento é super interessante e simples. Como evento cultural itinerante ele leva local escolhido duas apresentações musicais - sendo uma regional - e encerra o dia com a exibição do filme “Lixo Extraordinário”, que conta as aventuras do artista plástico Vik Muniz com um grupo de catadores de lixo de Jardim Gramacho, em Caxias.
No dia 09 de agosto foi à vez de Belford Roxo receber as atrações do evento, que nessa edição contou com o grupo “Tambolelê” que veio de Belo Horizonte. A festa se iniciou com o grupo “Afoxé Raízes Africanas” de Belford Roxo. O grupo é comandado por Isabel de Oya, uma senhora de 61 anos de vida e luta pela cultura afro-brasileira. “Nós temos muito orgulho das nossas raízes e temos a obrigação de divulgar isso para os jovens de hoje”, conta Isabel antes da apresentação.
Como o Cinearte Sarau acontece pelas ruas e praças, na “cidade do amor” não seria diferente.  O evento marcado para começar as 16:30hs teve uns atrasos devido as condições climáticas, pois ventava muito e a estrutura do telão poderia cair, começando assim as 19hs. O telão era feito de um material inflável de aproximadamente 10 metros de altura, e ficou bem no meio da famosa rua da feira de Areia Branca.

De Dolan à Dolan Trados

por Vinicius Vieira

Xavier Dolan-Tadros. Ao ler ou ouvir esse nome você com certeza se pergunta, quem é essa pessoa? Mas acalme-se, eu vou te apresentar esse jovem cineasta canadense, de 22 anos.
Não pense que é um problema seu, até por que isso não caracteriza um problema. Reparei que toda vez que perguntava a alguém se o conhecia eu sempre ouvia um “nunca ouvi falar”, então decidi escrever esse simples, porém informativo, artigo. Isso se dá por que muitas vezes não conhecemos grandes obras ou diretores que estão distantes do Oscar. Então vamos lá...
Nosso mais novo amigo Dolan, escreveu seu primeiro roteiro aos 16 anos. Dois anos após esse primeiro roteiro e surgiria o filme “J’ai Tué Ma Mère” (Eu Matei a Minha Mãe, em português), que é, até então, o seu filme mais famoso. Além de fama Dolan ganhou também um novo sobrenome, respondendo agora como Dolan Tradros e não mais como Xavier Dolan-Tadros, uma pequena mais significativa mudança. Com estreia em 2009, o filme que aborda temas como desentendimentos familiares, homossexualismo e preconceito, ganhou o Festival de Cannes do mesmo ano. “Eu Matei a Minha Mãe é semi-autobiográfico”, afirma o próprio.
Diretor com ar vanguardista, Dolan escreveu e dirigiu mais dois filmes pra sua bagagem cinematográfica, “Les Amours Imaginaires”, que estreou em 2010 e “Laurence Anyways”, que chegará a nossas telas no próximo ano. A paixão pela arte vai além da direção. Dolan, que também é ator, já atuou em filmes e séries de televisam, onze no total. De 94 até 2010 ele esteve nas telonas e telinhas de todo o mundo, atuando inclusive em seus filmes.

No clima do amor

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

por Saulo Martins

"É só um ensaio", disse o Sr. Chow para a Sr.a Chan enquanto ela chorava debruçada em seu ombro com uma trilha sonora com uma música latina de fundo: esse é um dos momentos mais marcantes de Amor à flor da pele (2000), do diretor Wong Kar-Wai. Com uma atmosfera intimista de cores e palavras significativas e com atuações invejáveis, o filme conquista o espectador sem nenhuma cena de beijo, apesar de discursar sobre o amor.

O cinema oriental sofre preconceito de nós ocidentais, isso é notório. Eu mesmo, assumo, relutei muito antes de assistir esta obra. As poucas cópias asiáticas que chegam a nós nos passam as atuações caricatas e a frieza de um povo que parece mecânico. Nunca poderia imaginar que um filme feito na China pudesse criar um ambiente tão propício para o amor como Amor à flor da pele fez.
O roteiro conta a história de dois casais vizinhos: Os Chan e os Chow (o que pode causar muita confusão no início). A Sr. Chan é uma secretária e seu marido é um homem que viaja muito para o Japão. O Sr. Chow é um jornalista e a sua esposa é uma mulher que sempre faz hora extra e quase nunca encontra o marido acordado. A escolha de Wong Kar-Wai de não mostrar o rosto do Sr. Chan e da Sra. Chow é de prima importância para que o espectador se sinta distante deles assim como os seus cônjuges se sentem. A secretária e o jornalista se aproximam como busca pelo conforto da solidão, e acabam achando um no outro um lugar pra chorar quando descobrem que a Sra. Chow e o Sr. Chan estão vivendo um romance.

Pregação X Proibição

por Leandro Oliveira


“Em razão da ação proposta pelo ministério publico, a 12°câmera civil proibiu qualquer manifestação religiosa nos trens”. O seguinte aviso nas estações e nos trens orientando os usuários da rede de transporte deixou muita gente de queixo caído. Afinal por muito tempo durante o dia ou noite, sol ou chuva lá estavam os irmãos com disposição e a fé que chegava até a dar certa amolecida no coração dos mais descrentes. “Ando de trem desde que me entendo por gente. Os religiosos, os camelos, o jogo e o samba já ficaram incorporados à cultura do trem. Não consigo entender o porquê da proibição”, diz Antônio Duarte, atendente de uma rede de fast-food.

Em qualquer vagão ficamos cara a cara com a caótica situação socioeconômica brasileira Andar de trem é sentir de forma ácida, nua e crua o que aulas acadêmicas não teriam capacidade. Dividindo o espaço está um número incontável de seres humanos que ficam a se digladiar por cada palmo do vagão. E para o bem ou para o mal, a lei varreu dos trilhos o famoso bordão “sangue de Jesus tem poder”.
A proibição deixa, realmente, muitas questões em aberto o que gera inúmeras polêmicas. Há os que defendem que todo direito tem limite quando o direito alheio começa. “Imagine se cada um dos cristãos no Brasil resolver exercitar o direito de pregar?”, diz o universitário Matheus Fernandes, “Até alguns anos atrás eu tinha que competir na leitura com os gritos apaixonados dos pregadores. Aliás, Deus não é surdo! Para que ficam gritando?”, completa o rapaz que é assumidamente ateu e se sente no direito de não ouvir o culto.

 
 
 
 
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