Polêmica sanguinária

terça-feira, 24 de novembro de 2009

por Melissa Saliba


Para falar sobre a febre do momento entre adolescentes, não precisa pensar muito para descrever os livros da escritora americana Stephenie Meyer. O filme inspirado no livro Crepúsculo, o primeiro da saga ‘Luz e escuridão’, faturou mais de US$ 382 milhões. A saga ganhou mais fama do que se esperava e chega a ser comparada com Harry Potter. Contudo, os livros também geraram um certo impasse sobre o assunto ¨vampiros¨. De um lado, estão os fãs do bom e velho Drácula. Do outro, as pessoas apaixonadas pelo romance quase impossível entre Bella e Edward.

Os fanáticos da literatura de horror questionam a história de Stephenie Meyer, onde os vampiros foram transformados em seres perfeitos. “Ela conseguiu formular uma história de vampiros sem pesquisar nada sobre o assunto, transformando-os em seres sem defeitos, impossíveis de derrotar’’, questiona Vinicius Farias, 20 anos, membro do Twilight haters, uma comunidade cujos membros odeiam a série.

A autora, que já declarou em entrevistas que seus vampiros não precisam de dentes afiados, acompanha a discussão com um certo desdém. “Fortes como são, eles ficam desnecessários”, disse a autora, que se interessou pelo tema a partir de um sonho no qual uma adolescente era beijada por um vampiro.

“Crepúsculo” foi o primeiro filme sobre vampiros que não se baseia no chamado Mito Original, onde vampiros não podem andar no sol, não têm reflexo, “Como é uma ficção, não há regras pré-estabelecidas que devem ser seguidas”, justificou-se Stephenie Meyer.


Há também quem ame a história do jeito que é: romântica e com um toque de conto de fadas. “Gostei muito porque se trata de um romance, mas não um romance comum e o modo como a autora escreve faz com que você se sinta dentro do livro, vivendo aquela história. É interessante também porque as histórias mais 'normais' de vampiros são aquelas que eles mordem todos e fim. Mas essa não, nessa história o vampiro se apaixona e torna tudo possível’’, conta Aline Maia, de 16 anos, que é fã assumida da série.

De uma forma geral, as opiniões variam. Há quem ame o livro e quem o odeie. Há quem prefira o filme ao livro, e vice-versa. O inegável é que o livro, e sua autora, são um sucesso de vendas no mundo todo, por amantes de vampiros ou não. Uma história conhecida, sendo escrita de um modo diferente, reacendendo a paixão por mitos, romances e, por que não, dentes afiados.

1 Comentários:

Dr. Rom disse...

Eu assisti aos dois filmes da serie Crepusculo que sairam no cinema. O fiz sem manter um criterio que sigo para todo e qualquer livro que vira filme: ler primeiro o livro.

A verdade é que mesmo sendo uma reformulação do mito em torno dos vampiros ou seres dotados de vampirismo, acredito que a autora cometeu a grande gafe de incorporar um ser que não se alimenta de sangue (podendo perder a alcunha de vampiro) e que ainda na luz do sol.

O motivo pelo qual o vampiro classico é visto como um "deus" de extrema beleza pelos mortais é por ter suas feiçoes mais acentuadas com a perda da mortalidade. E o beber do sangue mantem seu corpo em constante nutrição, já que o mesmo encontra-se no limiar entre a existencia e a morte. Quanto ao sol, já que ele não produz sangue para fazer a manutenção das suas celulas, a exposição ao sol desidrata suas celulas acabando por extinguir a vida do mesmo.

Uma historia em que certos criterios não sejam levados em consideração, não é uma historia de vampiros, mas sim de seres que EVENTUALMENTE bebem sangue, mais como um drink chique do que uma necessidade organica.

Abraços e muito boa a materia!! Beijos

Postar um comentário

 
 
 
 
Direitos Reservados © Cultura NI