Democratização da cultura

sexta-feira, 13 de maio de 2011

por Rodrigo Caetano

Todos nós conhecemos diversas manifestações que visam apoiar o desenvolvimento sociocultural em todo o estado do Rio de Janeiro. No dia 30 de abril (Dia da Baixada), pude ver isso no Complexo da Maré, mais precisamente na Vila do João, onde aconteceu a 1ª Mostra de Artes das Favelas na ONG Ação Comunitária do Brasil, uma produção da Becos & Vielas produções patrocinada pela Funarte.

Conversei com alguns produtores da mostra, e eles disseram que o trabalho começou no mapeamento de artistas que fossem da periferia ou tivessem sua obra ligada a ela. Na programação da mostra tivemos cinema, música, artes plásticas e também um desfile de moda.

Houve duas rodas de debates que falavam de sustentabilidade na produção cultural periférica, que tinham na mesa representantes da Cavideo, Teatro da Laje e também da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. Já na mesa de debate sobre processos criativos da periferia tínhamos Mc Teco (APA Funk), Júlio Pecly (cineasta) e outros com a mediação de Julio Ludemir (Cultura NI).

Outra parte do evento foi a programação musical. Que foi bastante variada. Tivemos o rock com ska da banda Mazé, o reggae pop e consciente da banda Universo Paralelo, a rima experiente da Família Capone e também de Marcão Baixada, que faz parte do Movimento Enraizados e falou como foi a experiência dele no evento.

“A Milena Manfredini (Becos & Vielas Produções) entrou em contato comigo, e a partir desse contato apresentei meu trabalho a ela, meu blog, minhas músicas e poesias. E nisso, fechamos a apresentação na Mostra. Cheguei cedo na Mostra, pra poder acompanhar as demais atividades. Apresentação de dança, teatro, exposições, tudo em um ambiente só. Acho superimportante isso, diversos segmentos artísticos reunidos em um único lugar”, diz Marcão Baixada, que mostrou seu rap e que também fez participação nas apresentações da Universo Paralelo e Família Capone.

Depois do evento, procurei de novo a Becos & Vielas Produções para saber qual era o próximo passo e eles falaram que ficaram felizes com o resultado e vão partir para próximos desafios.

Acho sempre válido iniciativas como essas que visam a divulgação da arte, notei pouca participação da população local no evento, o que acontece em diversos lugares que oferecem esse tipo de opção. Mas que aconteçam mais mostras como essa para que haja de fato a tal democratização do acesso aos bens culturais.

1 Comentários:

Marcão Baixada disse...

É nóis.

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