Texto por Jefferson Loyola // Fotos Robert Schwenk
Um canto de amor e liberdade - assim pode ser definido o musical “O despertar da primavera (Spring Awakening, no original)”, que ficou em cartaz no teatro Villa-Lobos, em Copacabana, do dia 21 de agosto de 2009 a 31 de janeiro último. Hordas de jovens superlotaram as seis apresentações semanais para acompanhar o rosário de temas tabus abordados no drama escrito em 1891 pelo dramaturgo alemão Frank Wedkind e transformado em um musical pelas mãos competentes de Steven Sater e Duncan Sheik: descoberta da sexualidade, a repressão sofrida pelos jovens no colégio e na sua família, o suicídio, as hesitações do corpo e prostituição.
O musical fez sua estreia mundial na Broadway em 2006 e, para surpresa de seus produtores, teve 11 indicações ao prêmio Tony, dos quais saiu vencedor em oito categorias, incluindo as mais importantes: melhores música e letra, melhor texto e melhor musical. O espetáculo foi montado em diversos países antes de chegar ao Rio de Janeiro, dirigido pela dupla Cláudio Botelho e Charles Moeller. “É incrível um espetáculo criado há mais de cem anos, e hoje encenado, ainda haver os mesmos tabus daquela época”, diz Camila Moraes, relembrando a cena em que os personagens Ernst e Haschen descobrem a sexualidade, aprendendo cada parte de seus corpos, juntos.



