Migração Ilegal

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

por Juliana Portella

Rio, novembro de 2010. Duas facções que guerreavam pelo controle das favelas do Rio se uniram na tentativa de impedir a pacificação de mais favelas e estão por trás de uma onda de terror que parou o Estado do Rio de Janeiro. Evidentemente, com todos esses acontecimentos, eu não tive dúvidas que isso se estenderia a Baixada Fluminense que foi - ou talvez ainda seja - uma região muito violenta. E aqui meu amigo, não tem o Bope nem UPP.

A vitória, uma semana depois, ainda não é definitiva. O Poder Público ainda mantém a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. O policiamento reforçado nas ruas e as operações policiais parecem conseguir conter a onda de violência no Rio. Três dos grandes chefões ainda são procurados. Pelas várias vielas do Complexo do Alemão a polícia ainda trabalha. Parece que é a chegada da tão sonhada paz  nas favelas do Rio. Mas o que me preocupa é a possibilidade desse crime organizado mudar de lugar. Há rumores de que bandidos que conseguiram fugir a caça policial estejam migrando para a Baixada Fluminense. Mais precisamente para os Municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, que têm um histórico associado ao tráfico de drogas e são os municípios onde eu trabalho e estudo.

Espero que tudo fique bem e que a minha historicamente desfavorecida Baixada Fluminense não seja esquecida e volte a ser mundialmente conhecida como a região do crime.

A guerra urbana acabou?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

por Jefferson Loyola


As favelas no Complexo do Alemão e a Vila Cruzeiro foram pacificadas. Ainda não foi feita a implementação da UPP, porém até que seja feita, os policiais irão permanecer no local, deixando os moradores mais tranquilos. Mas a população ainda se pergunta: “Será que acabou?”. Ontem, 30 de novembro, ao voltar para casa, o pânico tomou conta de mim. Trabalho em Nilópolis, e na volta pego o ônibus da empresa “Nilopolitana” para Comendador Soares. O que sempre foi rotineiro acabou tornando-se medo. Talvez fosse desnecessário, porém, com os últimos acontecimentos, é mais que normal ficar atento.

Ao entrar no ônibus, meio cheio, sentei no último assento do lado esquerdo, próximo da janela. No ponto seguinte, entrou um rapaz, aparentando ter uns 20 anos, e sentou nesta última fileira com cinco assentos, mas do lado direito, também na janela. Até este exato momento tudo normal, mas um minuto depois de o rapaz ter sentado, ouço um barulho de isqueiro. Quem em plena e absoluta sanidade mental fumaria dentro de um ônibus? Sim, eu já fumei. Enfim, isso não vem ao caso. O rapaz estava brincando de acender a janela do ônibus.

Faltou divulgação

por Desirée Raian

Mesas sem copos e cadeiras sem pessoas. Esta era a visão de quem chegava à abertura do Baixada Emcena, no último dia 18 de novembro, no Ginásio da Leopoldina Machado. A expectativa era grande, o público aguardava um grande show. Mas como nem tudo são flores, o evento acabou dando “zebra”.

“O lugar hoje em dia está abandonado", lamenta o músico Nike, com a autoridade de quem estudou anos naquela escola e viu a quadra acolhendo inúmeros eventos esportivos, musicais e políticos. Para o músico, o evento teria lotado se tivesse sido realizado no Espaço Na Encolha, pois está em plena atividade, as pessoas estão acostumadas a ir para lá.

Fato histórico

por Michele Ribeiro

Nos últimos dias o Rio de Janeiro vivenciou um fato histórico, de grande importância para o povo brasileiro , em especial a população do Rio de Janeiro.

Várias manifestações de violência foram promovidas pelos traficantes, como incêndios a ônibus, arrastões e tudo isso repercutiu na Baixada Fluminense, impedindo assim que a pessoas tivessem um dia normal de trabalho.

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, em uma união inédita com o Governo Federal decidiu invadir a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, o que foi possível com o auxílio das Forças Armadas e da Polícia Federal, pois o contingente das Polícias Militar e Civil seria insuficiente para tal medida.

Por anos essas comunidades vivenciaram dias de medo e violência, sob o jugo do trafico, tendo seus direitos violados. A ocupação trouxe a esperança de dias melhores para todos aqueles moradores. Agora os projetos de políticas publicas, como projetos culturais e esportivos, poderão ser realizados.
Através da colaboração da comunidade e do estado o principal direito dessa população será assegurado, o direito da paz.

Momentos deliciosos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

por Leandro Oliveira

"Na rua e no meio na galera". É assim que se pode definir a Rádio Rua, um dos principais parceiros do Baixada Encena, que tomou de assalto os espaços culturais de Nova Iguaçu nas duas últimas semanas. Duas poderoas caixas de som montadas em uma tenda na Praça Cine Iguassu (antiga rodoviária) das 15h às 19h atraíram olhares curiosos dos transeuntes.

Rodrigo Batata e Marcelo Pelegrino estão à frente desse projeto, contemplado com recursos do I Fundo Municipal de Cultura Escritor Armando Fraga. "A proposta do projeto é interagir com o público", conta Rodrigo Batata, que se surpreendeu com o convite feito pela produção do Baixada Encena. "Não escolhemos as músicas sozinhos."

 
 
 
 
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