Nova Iguaçu literária

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

por Dine Estela




A cidade de Nova Iguaçu mais uma vez sai na frente na construção do seu Plano Municipal do Livro e da Leitura, seguindo orientações do Plano Nacional do Livro e Leitura - PNL. Na última semana o novo secretário de cultura, Anderson Ávila reuniu representantes de vários segmentos literários no Espaço Cultural Sylvio Monteiro para discutir o edital que vai criar o PMLL e a primeira conferência municipal do Plano. Com esta ação, a cidade entra na lista de prioridades do Governo Federal para o recebimento de incentivos para o incremento à leitura na cidade que já conta com mais de 10 bilbiotecas entre comunitárias e públicas.

Algumas ações de politica pública de libertação do livro já puderam ser vistas na posse de Anderson como a  “árvore que dá livros” que fica em frente ao Espaço Cultural Sylvio Monteiro e oferece livros para que o pedestre possa  “colher” uma leitura agradável sem precisar pagar por isso. - O único pedido ao leitor foi que esse livro não ficasse aprisionado em alguma biblioteca pessoal. Disse o secretário. - Claro que nosso trabalho vai mais além ao ampliar o número de livros à disposição da população  por meio de bibliotecas bem aparelhadas, livrarias, melhoria da circulação da produção literária  nos Pontos de Cultura etc. Tudo isso é promoção de cidadania. Acrescentou.

Rita Carino da Superintendência Estadual de Cultura do Estado, anunciou no encontro que já existem vários editais abertos e outros que serão lançados em breve para incremento do livro e da leitura tanto em nivel estadual quanto Federal e com este PMLL a cidade se qualifica para participar dos processos. - Os Pontos de Leitura vão beneciar 100 iniciativas já existentes há pelo menos um ano com R$ 20 mil para cada iniciativa de leitura. Os 60 melhores projetos de Pontinhos de cultura vão receber R$ 15 mil para iniciativas especificmente para brinquedoteca e ludoteca e 15 bibliotecas comunitárias vão receber R$ 50 mil cada. Uma parte desse valor tem de ser investido em livros, equipamentos e atividades culturais. Anunciou. A superintendente acrescentou que todas as iniciativas terão de apresentar projetos. As incrições poderão ser feitas na página www.cultura.rj.gov.br através de edital que deve ser lançando entre agosto e setembro.

A secretária de educação da cidade Dilcéia Quintella participou do Grupo de Trabalho para a criação do PMLL e se comprometeu em abrir as bibliotecas escolares para participar do processo de libertação do livro. - Estamos juntos pela libertação do livro e da leitura e faremos o que for possível para que nossas bibliotecas escolares possam colaborar com esse processo, enfatizou. 

Tradições ao vento

terça-feira, 2 de agosto de 2011

por Leandro Oliveira



Passear pelo subúrbio e observar pipas ao vento é cena mais do que comum. Durante as férias, então, é tradição consolidada. Julho e dezembro são épocas de alta temporada. O céu se colore e se transforma em uma bela pintura emoldurada pelas  as crianças que correm pelas ruas junto com nostálgicos marmanjos que ainda  se deliciam com o objeto feito de papel e varetas .

Há tempos imemoriais gerações se distraem com a arte ao vento que é praticada e suas paixões são constantemente renovadas. Todos ali cresceram escutando as histórias dos pais e avôs que passavam horas na rua e trazem a identidade do subúrbio em suas mãos talhadas com as cicatrizes da linha. “Desde criança pratico. É de pai para filho, meu avô já soltava pipa”, conta o vendedor ainda praticante Aurélio Antunes, 45 anos que enaltecem a tradição.

Entranhada na cultura popular empenar pipa é coisa de moleque malandro e basta andar pelas ruas para constatar a sua popularidade. “Em qualquer lugar em que se necessita de diversão humilde. Lá está ela presente da zona norte até a baixada fluminense”, diz Ubirajara Sousa, 35 anos, “Não tenho vergonha de assumir que é sou um grande soltador de pipas na laje”, explica orgulhoso.

Funções do Rock

por Rodrigo Caetano


Do dia 27 ao dia 31 de julho o Espaço Cultural Sylvio Monteiro recebeu o Festival Espaço do Rock. O evento que reune o rock da região metropolitana do Rio de Janeiro, em especial a Baixada Fluminense, chegou a sua terceira edição. E não poderia deixar de contar com vários shows passando do Metal ao Hardcore, Ska, Dub, Rap, Punk, Emo, e todos os estilos e tribos que se propusessem a curtir um bom show.
Tive a oportunidade estar durante todo o festival e percebi que cada dia era recebido por um público diferente. Claro que tinham pessoas que como eu foram a todos os dias, mas nunca vi o Sylvio Monteiro tão cheio de pessoas tão diferentes como nessa última semana. A juventude compareceu em peso para prestigiar as bandas, ver amigos, paquerar, tomar cerveja, comprar discos, se livrar do stress e tudo mais.

Nova Iguaçu alternativo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

por Joyce Pessanha



Enquanto o restante do Rio de Janeiro se veste de vermelho e preto pela vitória do Flamengo, os jovens da baixada se cobrem de preto e inundam as ruas do centro de Nova Iguaçu em direção ao espaço cultural Sylvio Monteiro para assistir a programação do espaço do rock que está rolando por lá nesta semana. Mas antes de a guitarra berrar e o som alternativo tomar conta do palco montado para apresentações de bandas, rolou a exibição do filme: Titãs - A vida até parece uma festa. O longa contou a história da divertida trajetória da banda, suas fases, composições, gravações, escândalos e shows lotados desde sua formação na década de 80, mostrando jovens talentosos e determinados a cantarem suas verdades ao país, e que em alguns momentos mais parecia um refúgio do mundo para os integrantes da banda. No olhos dos jovens que assistiram a programação se via a inspiração para também realizarem seus sonhos e quem sabe formarem suas próprias bandas e também cantarem suas verdades. 
E não é pra menos que os jovens presentes estivessem tão inpirados, o Sylvio Monteiro exala rock’n roll por toda parte, quem subisse na sala de exposições, por exemplo, poderia conferir a exposição de fotos “Baixada Independente” com fotos de shows de bandas da localidade até em outros países. 
Ainda dá tempo de conferir a programação, clique aqui e veja o que ainda vai rolar por lá até domingo.

Quem quer ser um pedagogo?

por Joaquim Tavares



Você sabia que durante toda a sua formação acadêmica diversos pedagogos estiveram envolvidos de diferentes maneiras? Ou melhor, alguém sabe qual o alvo de estudos da Pedagogia? Pois bem, de forma bem resumida, a Pedagogia vem a ser o estudo da Educação e suas formas de ensino. Seria uma espécie de aprender a ensinar.
A própria palavra Pedagogia já é autoexplicativa: do grego - paidós (criança) e agogé (condução). Seu caráter está diretamente ligado com o ensino das séries iniciais, mas essa é apenas uma de suas áreas. O pedagogo, além das já tradicionais salas de aula, pode atuar em empresas, ONGS, movimentos sociais, coordenação e orientação pedagógica, área militar e até em hospitais.
Assim como muitas outras carreiras, a Pedagogia tem um desprestígio muito grande. Isso se faz presente nos números dos vestibulares que situam o curso como um dos menos concorridos dentre todos os oferecidos. Outro reflexo muito significativo da desvalorização dessa profissão é a sua baixa remuneração. Longe do “estrelato” dos grandes cursos como Direito e Medicina, a Pedagogia ‘mata um leão por dia’ para provar o seu valor e não ser caracterizada como ‘curso de esperar marido’ ou de corte e colagem.
Todos esses fatores fazem nascer um fenômeno curioso e complicado, em uma sala com cerca de 45 calouros desse curso, no máximo cinco querem de fato a Pedagogia. “Eu queria Ciências Sociais. Achei que largaria logo, mas comecei a gostar da Pedagogia. Pretendo trabalhar com coordenação na área militar. Sou estagiária da Escola Naval e isso confirmou o minha escolha”, diz a estudante de Pedagogia, Stella Sayão, de 22 anos, já no último período do curso, “A Pedagogia te proporciona um mercado de trabalho muito extenso, pode não ser o melhor do mundo, mas tem muita coisa para fazer. No entanto, só vou saber se valeu a pena para mim quando eu terminar o curso, mas toda a experiência foi muito válida”, completa preocupada.

 
 
 
 
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