Macaxeira mágica

sábado, 17 de abril de 2010

por Vinícius Tomas

Crítica: Josué e o pé de macaxeira


Josué troca seu risonho burrico por um par de macaxeiras mágicas. A história parece familiar?

Através de uma inspirada animação, o diretor e animador Diogo Viegas adiciona tempero brasileiro ao clássico conto infantil "João e o pé de feijão" com "Josué e o pé de macaxeira". Em ágeis 12 minutos, o curta mostra a saga de Josué, que sobe ao céu através de um pé de mandioca gigante e lá encontra um galinha dos ovos de ouro protegida por um gigante.

Bem próximo à historia original mas pontuado por vários elementos da cultura nordestina (com direito a gigante cangaceiro e protagonista de chapéu de couro)e pela trilha sonora inspirada de Leonardo Mendes, que vai da música tradicional nordestina a canções de ninar tocadas com triangulo, sanfona e zabumba.

A animação é caprichosa, e os personagens cativantes mesmo sem diálogos. Vencedor do prêmio do juri popular no festival Anima Mundi de 2009, dentre diversos outros prêmios, "Josué e o Pé de macaxeira" agrada também o público da Baixada e sai como um dos mais aplaudidos da primeira sessão competitiva nacional do festival e esta disponível ao público na internet no endereço http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=9015.

Olhares no Iguacine

por Mayara Freire




A fotografia também teve espaço no III Iguacine. Os membros do Foto Clube Baixada ocuparam o corredor do teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro para exibir um belíssimo conjunto de fotos, que, como o próprio festival, primam pela diversidade. Entre paisagens da Baixada, pessoas, objetos, fotografias abstratas, o público se interessou em parar e observar cada um dos quadros expostos na mostra. O presidente do Foto Clube, Mazé Mixo, contou que foi importante a participação no evento e espera que as pessoas se interessem em integrar ao clube de fotógrafos. “O Foto Clube foi fundado em setembro do ano passado. Temos seis meses de projeto e essa oportunidade foi muito importante para nós e além do mais, fotografia tem tudo a ver com cinema”, disse.

Queimando a sociedade

por Rômulo Baptista



Mais uma vez o Iguacine aporta trazendo novidades para todas as pessoas, sejam elas fãs ou não do cinema. Já tivemos várias atrações, celebridades e noticias maravilhosas como a informação de filmes dirigidos por moradores da periferia carioca em Cannes, o festival mais charmoso do mundo.

Porém, o que mais chamou minha atenção foi a exibição do curta chamado QUEIMADO.

Alegoria da felicidade

por Wanderson Duke e Tony Prado

Com simplicidade e muita expressão, Tinho, personagem do curta “O Carreto”, trouxe aos olhos dos espectadores um lado profundo da inocência. O curta mostra o dia a dia de um jovem carreteiro, singular em sua rotina até encontrar os olhos de Stephanie, uma menina de sorriso doce e brincalhona. Enquanto Tinho auxiliava a mãe de Stephanie nos trabalhos locais, percebe que a menina tem uma deficiência física que dificulta sua locomoção. Quebrando os tabus sociais, “O Carreto” mostra, na humildade de uma comunidade, um misto de alegria, felicidade, carinho e solidariedade.

A falta de diálogos faz com que a expressividade dos personagens seja muito mais impactante e importantes a cada cena. Uma troca de olhar; um gesto; o sorriso ou desenho feito à mão, dado de presente, trazem um significado muito mais intenso que qualquer palavra que pudesse ser dita pelas duas crianças. Um pequeno gesto inocente impusiona uma vontade íntima de ajudar o próximo, com a recompensa mútua do início de uma linda amizade.

Sob a direção de Marília Hughes e Cláudio Marques, “O Carreto” traz o ponto de vista de que a satisfação pode ser encontrada em meio a ações simples e despretensiosas mas nem por isso menos recompensadoras.

Com a decisão nas mãos

por Marcelle Abreu



A Mostra Competitiva Nacional do III Iguacine, que exibirá 29 curtas-metragens de hoje até amanhã, será definida por um júri composto por três pessoas. O jornalista Daniel Schenker, a produtora Beth Sá Freire e o cineasta Vinicius Reis. ficará responsável por escolher os melhores filmes.

Daniel é graduado em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade (hoje Univercidade), onde se formou no ano de 1995. No mesmo ano, começou a trabalhar como repórter e crítico de cinema no Jornal do Commercio, após um rápido estágio na Cinemateca do MAM. Lá ficou até 1998 e depois foi trabalhar na Tribuna da Imprensa, onde permaneceu durante dez anos. Hoje escreve sobre cinema e teatro para o Jornal do Brasil e Jornal do Commercio, além dos sites www.criticos.com.br e www.questaodecritica.com.br

Quando o assunto é preferência de filme, diz não ter preferência por um tipo de filme específico. ”É claro que a questão do gosto está sempre envolvida. Mas minha preocupação ao ver um filme é procurar perceber o que existe de específico naquela proposta, o que há ali que ainda não foi dito, pelo menos não daquela maneira. Além disso, não me oponho à tecnologia, mas acho que é possível perceber nos dias de hoje uma supervalorização dela, como se o acúmulo de efeitos especiais fosse suficiente para validar uma proposta cinematográfica”, diz ele.

Em relação ao Iguacine considera fundamental a realização de um evento como tal na Baixada Fluminense, pois vê uma imensa limitação na distribuição, que impede os moradores de ter acesso a um cardápio cinematográfico mais diversificado.

 
 
 
 
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