Lançando as rezadeiras

quarta-feira, 26 de maio de 2010

por Jefferson Loyola

Hoje, 26/05 (quarta-feira), ocorrerá às 18h no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, o lançamento do site das senhoras rezadeiras. O site foi idealizado por Geraldo Bastos, que ainda era um projeto chamado “Benzeduras, curas e mistérios”, e após ter recebido R$ 8 mil do Fundo Municipal de Cultura Escritor Antônio Fraga colocou o site em pratica e a partir de hoje entra em funcionamento. Venha conosco participar e conhecer um pouco mais sobre a história dessas mulheres rezadeiras de Nova Iguaçu. Confira abaixo a programação do evento:


Abertura às 18:00h
  • Exposição – oficinas de rezadeiras e oradeiras (Vídeo)
  • Recepção as Rezadeiras: Cantoria com Dida Nascimento (Música: Rezadeira) e Cremilsom (Homenagem as Rezadeiras Tradicionais)
  • Palestra: As Yamis e o Poder Feminino (Babalawo André Bruno Nery- Oluwo de Orunmila Odun Oyekun Nilogbe Ifá LoryÓmo)
  • Palestra: O Poder das Mãos - Pastor João Carlos – Assessor da Fundação Palmares
  • Palestra : A Cura da Ferida – (Drª Conceição Corrêa das Chagas – Doutoranda em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social/EICOS/UFRJ)
  • Certificação de Dona à oito novas rezadeiras – Concessão de certificado pela participação nas oficinas de rezadeiras
  • Lançamento do site
  • Carta de solicitação ao Poder Público para o tombamento das rezadeiras como Patrimônio Imaterial Cultural de Nova Iguaçu.
  • Coquetel de Encerramento e apresentação cultural

Em 24 de fevereiro de 2010, foi publicada neste mesmo blog uma matéria em relação ao processo de criação deste site. Veja mais informações no endereço a seguir: http://culturani.blogspot.com/2010/02/rezadeiras-virtuais.html

A nova cara da Igreja

por Jéssica de Oliveira

Sábado à noite é dia de sair, namorar, dançar, conhecer gente nova, beber... Comportamento típico da juventude atual. Mas no último sábado, o ponto de encontro de uma galera lá de Comendador Soares foi outro: a Paróquia São Francisco de Assis.


Às 21h, um grupo de jovens já estava reunido na igreja, preparando-se para o início da Vigília de Pentecostes, que começaria às 22h e só terminaria às 6h30 do dia seguinte.

No catolicismo, Pentecostes é 50° dia após a Páscoa, onde se comemora o envio dos sete dons do Espírito Santo de Deus aos apóstolos. Nesta noite, a igreja se reúne e celebra este acontecimento, eternizando-o e revivendo o que os discípulos de Cristo viveram há mais de dois mil anos.

Festa das folhas

por Jefferson Loyola

Quinta-feira, 20 de maio de 2010. Cheguei ao Espaço Cultural Sylvio Monteiro às 16h, duas horas antes de o evento iniciar. Minha chegada cedo era para acompanhar a movimentação das pessoas para organizar o evento. Vários artesões estavam montando suas tendas para expor seus trabalhos de colares provenientes de cultura africana. Outros estavam com lindas roupas usadas dentro de toques de candomblé. Logo que vi uma barraquinha com um fogão, achei que seria vendido acarajé. Meus olhos brilhavam, porém logo em seguida, descobri que não era acarajé e sim doce de leite.

Pessoas conhecidas dentro do universo afro-brasileiro aqui no Rio de Janeiro passeavam pelo pátio do local à espera do início do evento. Um deles era o Babalawo Ivanir dos Santos, presidente do CEAP e organizador da comissão de intolerância religiosa, que deu inicio à caminhada de intolerância religiosa, que chega a sua 3º edição este ano, na orla de Copacabana. Todos estavam ali para prestigiar a aula inaugural do processo de introdução à história da África e línguas: Kimbundo e Yorubá.

A vida sem cadeiras

terça-feira, 25 de maio de 2010

por Nany Rabello


Era uma quinta-feira, às nove da manhã, e eu ouvi alguém dizer que sabia que aquele seria um dia bom. Foi nesse exato momento que cheguei à Carceragem de Nova Iguaçu. Ia acompanhar a Oficina de Teatro Institucional, aplicada por Jitman Vibranovski e Paulo Antunes na 52° DP.

Faz dois anos que esse projeto estava para ser implantado aqui em Nova Iguaçu. No inicio de tudo, eles foram até as celas e explicaram como seria, e convidaram a todos para participar. A maioria disse que parecia ser muito legal, mas estava torcendo para não estar lá para participar das oficinas. Hoje a história é diferente. Quem é liberado já sai pedindo autorização para continuar fazendo as aulas, tamanha a paixão despertada neles.

Jitman ainda se lembra discurso do primeiro dia. “Não somos pastores, nem advogados, não estamos aqui para saber quem fez ou deixou de fazer o quê, nosso trabalho não é esse. Viemos fazer teatro. E esperamos que vocês também façam.” Como o trabalho com eles começou no dia 1° de Abril, o dia da mentira, o primeiro exercício foi convencer os atores de uma mentira que eles quisessem contar. E assim começou a magia do teatro.

Agora, já no sétimo encontro dos doze previstos pelo convênio entre o Teatro Institucional, a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu e o MinC, não são apenas cinco os presos que entram na tão querida sala de teatro da 52° DP: são doze. Os próprios detidos convidam-se para assistir e participar da oficina. “É um momento de escape. A gente pode ser tudo o que quiser e falar sobre tudo, sem ser julgado”, conta um dos detentos.

Subvertendo o gênero

por Wanderson Duke 


O solo firme das comédias românticas sempre foi o clássico "boy meets girl" - o "menino conhece menina". Que sempre funciona muito bem, mas acaba por caracterizar de forma errônea muitas produções do gênero. Com isso, o final é previsível – e tendem basicamente para dois tipos de desfecho: o primeiro é o clássico “felizes para sempre” e o segundo é o casal seguir destinos diferentes.


500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) segue fielmente o paradigma, mas o subverte a ponto de se distanciar de ser rotulado como mais uma obra produzida pela colcha de retalhos da padronização. Levando os espectadores  para uma experiência nova  - sem ser ímpar.

 
 
 
 
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