Dinheiro não compra felicidade

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

por Luciana Baroni


Nascida no seio de uma família rica e muito conhecida da cidade de Nova Iguaçu, Sandra Baroni Rolo teve que carregar o peso do nome do empresário Carlos Marques Rolo, criador da empresa de ônibus Evanil, e Gioconda Baroni, filha de um dos maiores exportadores de laranja da cidade.

Além das festas que seus pais davam com frequência para a alta sociedade iguaçuana, Sandra Rollo tinha carros importados e todo o glamour proporcionado pelo dinheiro num momento em que a cidade era muito mais pobre do que hoje. "Isso fez com que as pessoas me vissem de uma maneira como nunca fui", conta a hoje relações-públicas da SEMCTUR. Todas as pessoas que não se deixaram intimidar pelas aparências e se aproximaram viram que se tratava de uma pessoa simples. "Sempre me dei bem com todo o mundo, sem descriminação e sem títulos de nobreza."

Desfile da família

por Hosana Souza

Todo brasileiro adora um feriado, não podemos negar. As datas são extremamente aguardadas e com a proximidade do feriadão de 7 de setembro já percebemos as ruas com aquele ar de ansiedade. Os feriados em geral funcionam como uma folga, uma válvula de escape para o estresse do dia-a-dia. Entretanto, o Dia da Pátria tem uma tradição diferente.

Mundo do vinil

por Fernando Fonseca


Na pressa do dias atuais, nos vemos obrigados a correr contra o tempo, desenhando velozmente rotas com nossos passos. Sem prestarmos muita atenção no universo de possibilidades que se apresenta ao nosso redor, somos movidos pela constante ausência de tempo. Cores, pessoas, formas e coisas que nos passam despercebidos... Coisas mágicas, eu digo!

Dentre essas coisas mágicas ignoradas por nós, encontra-se ‘Carioca’, um senhor aposentado, que trabalha como vendedor de LPs há mais de 40 anos, que se idenfitica tanto com o apelido que prefere não revelar seu nome. Como dizem, todo herói prefere manter sua identidade em segredo.

Museu para os deuses da floresta

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

por Abrahão Andrade


Uma noite de muito axé para Cabuçu. Foi assim a inauguração do Instituto de Pesquisas Afro-cultural Odé Gbomi, que ostenta a alcunha de ser o primeiro museu totalmente afro do Rio de janeiro, de acordo com os registros em catálogos. O evento aconteceu no dia 28 de agosto, em Valverde, um lugar que além da carência de recursos básicos de urbanização, ainda é pobre em eventos artísticos de qualquer porte. As festividades se deram sob o ritmo do forró, na área externa, que chamou a população para fazer parte daquela grande cerimônia.

Ao entrar no espaço, nota-se a riqueza de detalhes dos ornamentos africanos. Tanto detalhe leva o convidado a um olhar mais apurado para os contornos das obras e tótens africanos. Para aquela noite, foi posta uma belíssima e majestosa mesa de frutas diversas, que caracteriza a comunhão com a natureza, a principal característica das religiões africanas. Trajes coloridos e imponentes de homens e mulheres davam apenas alguns exemplos da beleza da nossa cultura ancestral.

A la Hijos de Cida

por Josy Antunes
“Enquanto o Renato comia miojo, eu resolvi filmar”, simplifica o estudante de letras Leonardo Guimarães, de 21 anos, que, inconscientemente, iniciava o curta-metragem “Macarrones Instantáneos”, que já ultrapassa os 300 acessos no YouTube. O filme, de 10 minutos, conta a história de um personagem que quase abdica de sua própria existência em função de sua paixão maior: os macarrõezinhos instantâneos que ficam prontos em 3 minutos. O “viciado em miojo” é interpretado por Renato Acácio, estudante de cinema da UFF – Universidade Federal Fluminense – e um dos integrantes da banda Hijos de Cida, dos quais Leonardo e Lívia Brito, 22 anos, também participam. “A gente tá sempre se gravando imitando os outros ou inventando personagens por pura falta do que fazer, o que de fato é o que o filme é. Temos um termo quando perguntam como é o som da nossa banda. Respondemos que é "a la caralho", que significa mais ou menos essa coisa de sair fazendo sem muito requinte, pretensão ou preocupação. Nos juntamos pra beber, tocar e se divertir. Acho que o filme é meio assim, embora estivéssemos sóbrios”, explica Renato, que há cerca de 6 meses assina reportagens para o culturani.blogspot.com. 

 
 
 
 
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