Tradições ao vento

terça-feira, 2 de agosto de 2011

por Leandro Oliveira



Passear pelo subúrbio e observar pipas ao vento é cena mais do que comum. Durante as férias, então, é tradição consolidada. Julho e dezembro são épocas de alta temporada. O céu se colore e se transforma em uma bela pintura emoldurada pelas  as crianças que correm pelas ruas junto com nostálgicos marmanjos que ainda  se deliciam com o objeto feito de papel e varetas .

Há tempos imemoriais gerações se distraem com a arte ao vento que é praticada e suas paixões são constantemente renovadas. Todos ali cresceram escutando as histórias dos pais e avôs que passavam horas na rua e trazem a identidade do subúrbio em suas mãos talhadas com as cicatrizes da linha. “Desde criança pratico. É de pai para filho, meu avô já soltava pipa”, conta o vendedor ainda praticante Aurélio Antunes, 45 anos que enaltecem a tradição.

Entranhada na cultura popular empenar pipa é coisa de moleque malandro e basta andar pelas ruas para constatar a sua popularidade. “Em qualquer lugar em que se necessita de diversão humilde. Lá está ela presente da zona norte até a baixada fluminense”, diz Ubirajara Sousa, 35 anos, “Não tenho vergonha de assumir que é sou um grande soltador de pipas na laje”, explica orgulhoso.

Funções do Rock

por Rodrigo Caetano


Do dia 27 ao dia 31 de julho o Espaço Cultural Sylvio Monteiro recebeu o Festival Espaço do Rock. O evento que reune o rock da região metropolitana do Rio de Janeiro, em especial a Baixada Fluminense, chegou a sua terceira edição. E não poderia deixar de contar com vários shows passando do Metal ao Hardcore, Ska, Dub, Rap, Punk, Emo, e todos os estilos e tribos que se propusessem a curtir um bom show.
Tive a oportunidade estar durante todo o festival e percebi que cada dia era recebido por um público diferente. Claro que tinham pessoas que como eu foram a todos os dias, mas nunca vi o Sylvio Monteiro tão cheio de pessoas tão diferentes como nessa última semana. A juventude compareceu em peso para prestigiar as bandas, ver amigos, paquerar, tomar cerveja, comprar discos, se livrar do stress e tudo mais.

Nova Iguaçu alternativo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

por Joyce Pessanha



Enquanto o restante do Rio de Janeiro se veste de vermelho e preto pela vitória do Flamengo, os jovens da baixada se cobrem de preto e inundam as ruas do centro de Nova Iguaçu em direção ao espaço cultural Sylvio Monteiro para assistir a programação do espaço do rock que está rolando por lá nesta semana. Mas antes de a guitarra berrar e o som alternativo tomar conta do palco montado para apresentações de bandas, rolou a exibição do filme: Titãs - A vida até parece uma festa. O longa contou a história da divertida trajetória da banda, suas fases, composições, gravações, escândalos e shows lotados desde sua formação na década de 80, mostrando jovens talentosos e determinados a cantarem suas verdades ao país, e que em alguns momentos mais parecia um refúgio do mundo para os integrantes da banda. No olhos dos jovens que assistiram a programação se via a inspiração para também realizarem seus sonhos e quem sabe formarem suas próprias bandas e também cantarem suas verdades. 
E não é pra menos que os jovens presentes estivessem tão inpirados, o Sylvio Monteiro exala rock’n roll por toda parte, quem subisse na sala de exposições, por exemplo, poderia conferir a exposição de fotos “Baixada Independente” com fotos de shows de bandas da localidade até em outros países. 
Ainda dá tempo de conferir a programação, clique aqui e veja o que ainda vai rolar por lá até domingo.

Quem quer ser um pedagogo?

por Joaquim Tavares



Você sabia que durante toda a sua formação acadêmica diversos pedagogos estiveram envolvidos de diferentes maneiras? Ou melhor, alguém sabe qual o alvo de estudos da Pedagogia? Pois bem, de forma bem resumida, a Pedagogia vem a ser o estudo da Educação e suas formas de ensino. Seria uma espécie de aprender a ensinar.
A própria palavra Pedagogia já é autoexplicativa: do grego - paidós (criança) e agogé (condução). Seu caráter está diretamente ligado com o ensino das séries iniciais, mas essa é apenas uma de suas áreas. O pedagogo, além das já tradicionais salas de aula, pode atuar em empresas, ONGS, movimentos sociais, coordenação e orientação pedagógica, área militar e até em hospitais.
Assim como muitas outras carreiras, a Pedagogia tem um desprestígio muito grande. Isso se faz presente nos números dos vestibulares que situam o curso como um dos menos concorridos dentre todos os oferecidos. Outro reflexo muito significativo da desvalorização dessa profissão é a sua baixa remuneração. Longe do “estrelato” dos grandes cursos como Direito e Medicina, a Pedagogia ‘mata um leão por dia’ para provar o seu valor e não ser caracterizada como ‘curso de esperar marido’ ou de corte e colagem.
Todos esses fatores fazem nascer um fenômeno curioso e complicado, em uma sala com cerca de 45 calouros desse curso, no máximo cinco querem de fato a Pedagogia. “Eu queria Ciências Sociais. Achei que largaria logo, mas comecei a gostar da Pedagogia. Pretendo trabalhar com coordenação na área militar. Sou estagiária da Escola Naval e isso confirmou o minha escolha”, diz a estudante de Pedagogia, Stella Sayão, de 22 anos, já no último período do curso, “A Pedagogia te proporciona um mercado de trabalho muito extenso, pode não ser o melhor do mundo, mas tem muita coisa para fazer. No entanto, só vou saber se valeu a pena para mim quando eu terminar o curso, mas toda a experiência foi muito válida”, completa preocupada.

Parabéns ao Poeta

quarta-feira, 27 de julho de 2011

por Juliana Portella


Moduan Matus comemora seu aniversário no dia do escritor e lança  três livros


Na última segunda-feira (25/07), foi dia do escritor brasileiro e, para comemorar, muita poesia. Foi realizado, no espaço Cultural Sylvio Monteiro, o “Encontro de Poetas e Afins”.   O grande destaque dessa noite de festa foi o lançamento simultâneo de três livros do poeta e também aniversariante, Moduan Matus. O presente foi em dose tripla. O poeta lançou os livros: “A Palavra”, “Quintais Tropicais” e  “Poema Caótico”.

Aos cinquenta e sete anos, com dezessete  livros publicados, o poeta que enfeitava as portas de estabelecimentos comerciais  da Cidade de Nova Iguaçu com  sua poesia a giz, lançou seu primeiro livro de poemas visuais, “A Palavra”. Essa nova manifestação literária caracteriza-se por valorizar a imagem. A poesia é reduzida ao mais simples. É uma composição harmônica da palavra que permite o ver e sentir da poesia. Em "Quintais tropicais" o autor nos presenteia com haicais –  poema de origem japonesa representado em poucas palavras –  . “A intenção foi tropicalizar esse poema de origem japonesa. Colocar a realidade daqui em três linhas. Conta Moduan sobre esse livro de haicais abrasileirado.

Para quem nunca estudou letras no meio acadêmico, Moduan Matus mostra que domina a poesia. “Eu nunca estudei letras. Comecei a estudar contabilidade mas não conclui. Tudo que sei sobre poesia aprendi devorando livros.” Revela. 

O terceira obra, “Poema Caótico”, foi escrito  de forma coletiva, por  duzentos e sessenta e oito autores no decorrer de dez anos, organizado por Moduan e Sil.

O encontro reuniu muitos escritores da região. Estavam lá: Lilian Tabosa, Eudis Pestana, Henrique Souza, Marujo, Sil, Marcelo França, Silvio Silvícula, Cristiano Mello de Oliveira, Marcio Rufino e outros.

Tribos de poetas

Na região da Baixada Fluminense a militância literária é forte. Além do movimento Baixada Literária que transforma a região em uma grande biblioteca, existem  coletivos que promovem encontros regularmente. A “Gambiarra Profana” de Belford Roxo, por exemplo, existe há onze anos e conta atualmente com a participação de vinte e três poetas que valorizam a produção textual coletiva.  Além  da "Gambiarra Profana" existem o “Pó de poesia” e o “Fulanas de Tal” que é formado somente por mulheres.

O poeta Marcio Rufino, da Gambiarra Profana recitamdo um de seus poemas.

Moduan Matus comemora 57 anos em ritmo de poesia

Lilian Tabosa recita um de seus poemas

 
 
 
 
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