Diversidade da língua

segunda-feira, 26 de julho de 2010

por Abrahão Andrade

O Festival do Teatro da Língua Portuguesa, o FESTLIP entrou em sua terceira edição em terras cariocas. O festival reúne grupos de teatro de países da língua portuguesa, possibilitando um singular intercâmbio cultural promovido através da arte. A recíproca se mostra verdadeira em alguns grupo, que, ao mostrarem um pouco de seu país de origem no palco, se utilizam de elementos do folclore brasileiro. Além dos 15 espetáculos teatrais inéditos, houve exposição de fotografias, palestras, leituras, oficinas, mostra gourmet durante todo o período do FESTILIP no Restaurante 00 e uma festa com nomes importantes da música brasileira e dos países participantes no Teatro Odisséia, na Lapa, Centro do Rio.

Ofícios de fé

por Fernando Fonseca

O Instituto de Educação, Cultura e Ministério Educare, mais conhecido como Meduca, surgiu em função dos visíveis reflexos de esquecimento e descrença presentes no contexto social do bairro de Vila de Cava, uma comunidade pertencente ao município de Nova Iguaçu. O Meduca representa hoje quatro grandes movimentos de expressão cultural de nosso município. Os pontinhos de cultura que trabalham com fotografias, capoeira, grafite, danças e canto, sendo essas duas últimas as atividades presentes no pontinho de cultura que deu origem ao instituto, o projeto ‘Cultura Gospel’.

Coordenado pela irmã Cecília Onófrio, uma gaúcha que mora há mais de três anos no bairro de Vila de Cava, o projeto Cultura Gospel, realizado em parceria com a Escola Municipal Lucia Viana Capelli, atende 160 alunos do segundo segmento da rede municipal de ensino do bairro interessados em aprender mais sobre a cultura gospel, em especial a dança coreográfica e o coral.

Com três oficineiros e a grande totalidade dos alunos integrados ao projeto sendo da classe feminina, o projeto não opera com o objetivo de influenciar na formação escolar dos alunos, mas sim no intuito de fazer com que o aluno fortaleça sua identidade cultural no meio evangélico e com o movimento cultural gospel. “Nosso pressuposto é que a cultura gospel só terá participação na diversidade cultural
brasileira quando ela tiver sua identidade fortalecida, pois só existe
diversidade com identidade!”, diz Cecília.

Tribos delirantes

sexta-feira, 23 de julho de 2010

por Dannis Heringer

A artista multimídia Amanda Nevark, 21 anos, conheceu a Geração Delírio através do amigo Emerson de Souza, o Tchatcho, um dos principais organizadores dos eventos na Lapa que deram fama a esses jovens artistas da Baixada. São muitas as noitadas que marcaram a sua vida, mas nenhuma delas supera a roda punk formada no cabaré Beijoca na qual ela estava cantando alucinadamente uma música da Colômbia Coffee. “Me empurraram e eu caí de joelhos em cima do palco”, conta Nevark, cuja banda predileta, no entanto, é a Sofiapop, principalmente quando canta “Linda e Atormentada”.

Eu fui pra cadeia

por Jéssica de Oliveira

A manhã da última quarta-feira começou como qualquer outra. Me arrumei e aguardei a chegada da minha amiga pessoal e, também jovem repórter, Hosana Souza, que iria me acompanhar até a frente do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, onde encontraríamos nosso editor Julio Ludemir para mais um dia de trabalho.

Chegando lá, seguimos para a base da Polinter de Nova Iguaçu. Hosana e eu cobriríamos uma ação do projeto Livro Livre, orquestrada pelo Secretário Municipal de Cultura e Turismo, Écio Salles, e que contava também com a presença de escritores e agentes culturais da cidade. O objetivo da ação era distribuir bons livros para alguns detentos e que, posteriormente, seriam repassados para qualquer outro preso que se interessasse pela leitura.

A minha expectativa quanto à matéria não fugia do comum. Em nenhum momento eu parei para refletir sobre o local a que me dirigia naquela manhã. Meus pensamentos se limitavam apenas nas perguntas que poderia fazer e no texto que posteriormente viria a escrever. Até que meus olhos abruptamente se abriram.

Nos encontros do EncontrArte

por Josy Antunes / Imagens extraidas do orkut de Tiago Costa e do EncontrArte

Tiago Costa, por Anderson Arcanjo
A nona edição do Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense – o EncontrArte – terá sua abertura realizada no dia 15 de setembro de 2010. Às 20 horas, no teatro do SESC de Nova Iguaçu, o Circo Teatro Udi Grudi, originário de Brasília, fará jus ao tema que abrangerá todo festival: o circo. Embora a data pareça distante, ela já fora planejada e trabalhada pelo mesmo grupo que, em 2002, iniciava os esforços de combate à máxima “a Baixada Fluminense não tem público para teatro”. Claudina Oliveira, Éverton Mesquita, Fabio Mateus, Mário Marcelo e Tiago Costa, produtores do evento desde a edição inaugural, carregam não só as lembranças das dificuldades e vitórias, mas a responsabilidade de fazer parte essencial na história do festival que já mobilizou 60 mil espectadores e 2.000 artistas e técnicos locais.

 
 
 
 
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