Mostra de Clores

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

por Pedro Felipe Araújo


O projeto “Para Ti, Meriti”, foi idealizado pela Nossa Galeria de Arte para comemorar o aniversário do município de São João, no mês de agosto. A ideia é incentivar a produção de artes plásticas e contribuir para o seu fortalecimento cultural. Elaborado de forma democrática, o projeto permite às camadas mais extensas da população o acesso ao trabalho de artistas consagrados, estreitando assim a distância entre o povo, a arte e o artista.

Este ano, o projeto vem com uma mostra das obras da notória Clores de Andrade Lage. Prima de ninguém menos que a lenda literária Carlos Drummond Andrade, Clores é mundialmente conhecida pela sua arte. Seus quadros e esculturas abstratas evidenciam o fascínio da artista pela natureza e despertando no observador a dimensão de sua sensibilidade. “O que é fascinante na arte abstrata é que posso esculpir o que sinto e as pessoas enxergarem o que elas mesmas sentem”, diz Clores.

Além de suas pinturas, esculturas e invenções, Clores leva à exposição também um pouco de seu trabalho como escritora, cineasta e documentarista. Seu livro “Ecos de Outras Eras” narra a sua jornada pela Europa, para onde Clores viajou em busca de sua própria identidade cultural, remontando sua árvore genealógica. Clores passou por Galícia, na Espanha e cruzou Portugal, pesquisando suas raízes e redescobrindo a história da sua própria história. Montou também o almanaque “Sobrenomes de A a Z” que se originaram do mesmo clã que o dela.

“A ideia me veio com as repetidas vezes em que meus netos me perguntavam sobre os meus antepassados”, conta Clores. “Então fui à pesquisa e levei minha neta e documentamos tudo com uma câmera operada por ela e então fizemos um DVD que vem junto ao livro”.

A pluralidade da arte de Clores está em exposição na Nossa galeria de Arte, que fica na Av. Automóvel Clube, Rio Shopping Ville – VIlar dos Teles e está funcionando de segunda a sexta-feira entre 11 e 20 horas e vai até o dia 30 de setembro.

De 2 a 7 de setembro

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

por Joaquim Tavares

O dia da Independência do Brasil é comemorado no dia 7 de Setembro, mas não somente nesse exato dia. Na Baixada Fluminense, desde o dia 2 desse mês já vêm havendo desfiles e eventos cívicos relacionados com essa data que é um marco histórico.

Pelos quatro cantos de Nova Iguaçu, por exemplo, diversas mobilizações ocorreram celebrando a independência do nosso país e propagando o nacionalismo brasileiro, alvo ímpar em todo o mundo. Desde a Prefeitura, que fica no Centro de Nova Iguaçu, até as ruas de muitos bairros, como Rancho Novo e Tinguá, um mutirão de pessoas é envolvido por esse “mar” de comemorações.

Com muito orgulho

por Dandara Guerra

Nesta terça-feira presenciamos o quarto dia do desfile cívico em Nova Iguaçu. O destino foi o bairro da Posse, onde crianças e jovens erguiam os estandartes com peito estufado de tanto orgulho de representarem suas escolas. O evento contava com a presença da ilustre Prefeita Sheila Gama e do secretário de cultura Anderson Ávila, o Batata, que apreciavam os jovens.
 O principal motivo para se desfilar “É o prazer”, explica Evelen Silva, 14 anos, estudante do Liceu Santa Mônica, “Além de representar o colégio ainda tem a alegria da companhia dos amigos”, diz. “Gosto demais de marchar. Para muitos pode ser brega, mas para mim está longe de ser, adoro”, completa Aline.
Tendo como tema: “Um mundo de todos para todos” o colégio MCT Campista Muniz encantou com um desfile todo montado pelas pequenas crianças. “Meu filhinho estava lindo, é a primeira vez que desfila”, diz Adriana de Sousa, mãe de Caué de quatro anos, uma das mães que gritava eufórica, “Nossa, ele não parava de perguntar se estava chegando o dia do desfile”, completa.

Brilhou o "soul" da pátria

terça-feira, 6 de setembro de 2011

por Rodrigo Caetano e Pedro Felipe Araújo


Nessa última sexta-feira tivemos o 2º dia de Desfile Cívico na cidade de Nova Iguaçu e, como todo mundo sabe, esse desfile tradicionalmente leva grupos das escolas do município para as apresentações. Um dos destaques veio do bairro de Cabuçu: a banda “Soul Emanuel”. Apesar do nome não é uma banda de Soul Music e sim uma banda musical de desfile com direito a fardas, metais, percussão e até cheerleaders, aquelas meninas que animam o público tais como as líderes de torcida, tão conhecidas do modelo de banda americano.

Depois de uma apresentação enérgica com música e dança, fomos procurar o líder da banda para uma pequena entrevista. Chegando a concentração onde eles estavam, vimos à maioria dos jovens contando sobre a experiência da apresentação com brilho nos olhos e vontade de desfilar mais uma vez.



Novos tempos

por Leandro Oliveira



A esperança é o alimento que dá a energia suficiente para o homem cruzar novas fronteiras. É o caso das legiões de jovens que escrevem na proteção de seus quartos materializando ainda que amadoramente suas poesias, artigos ou letras de musicas. Protegidos pelo resignado e ao mesmo tempo incomodo anonimato.

Mesmo que a frase possa parecer ambígua o total anonimato consegue ser totalmente conflituoso. Na situação imposta o medo com a vontade de sobrevir para o mundo acaba se tornando um acalorado debate em suas consciências. “O que eu mais queria no mundo é libertar minhas palavras. Muitos sonham e poucos conseguem publicar seu livro”, conta a estudante do Ensino Médio, Mayara Mercedes, que escreve poesias desde os 13 anos.

Impossível ler essa matéria e não fazer uma analogia com à já clássicas palavras de Cazuza “Quem tem um sonho não dança!”. “O povo brasileiro é carente de leitura. Porém hoje em dia existe uma poderosa ferramenta que possibilita uma maior democratização da cultura que é a internet”, diz Andressa Santos que hoje trabalha em uma livraria e escrevia romances quando criança. Afinal ter um sonho não basta, Para não dançar, é preciso meter a mão na pena e ir à luta. “É preciso fazer com que a leitura toque o coração e mentes das pessoas. É preciso Perseverança. Ainda hoje escrevo com a esperança de ser notada”, conta.

 
 
 
 
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