Integração de fim de ano

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

por Nany Rabello e Lucas Limas


A tarde da última sexta-feira, dia 4 de dezembro, foi de muita alegria, descontração, música, dança e animação na Escola Municipal Dr. Ruy Berçot de Mattos. A razão para tudo isso foi a culminância de fim de ano, associada ao Festival Escola Viva: várias apresentações foram feitas, cada uma representando uma oficina do programa Mais Educação, uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu e o Governo Federal que está mudando a realidade das nossas escolas municipais.

Nesse segundo semestre, os mediadores de cultura trabalharam com os alunos, tanto nas oficinas como dentro de sala de aula, os contos e histórias do escritor e matemático Malba Tahan, o maior divulgador da matemática no país, e do folclorista, jornalista e antropólogo Luís da Câmara Cascudo. “Esse semestre eu trabalhei seis contos com as crianças”, conta a professora de cultura matemática, Mariana Braga, de30 anos. “Foi a partir do livro do Malba Tahan, que tem as histórias baseadas em matemática, tem divisões, adição, etc. Sempre adaptado às crianças, tanto para os menorzinhos quanto para os mais velhos”.


O evento foi narrado pela Rádio Cidadão, uma pequena rádio improvisada pelos alunos e pelo mediador da oficina de rádio, Edison de Souza. A jovem Ingrid Alves foi a apresentadora da transmissão. O programa teve direito a repórter e entrevistas ao vivo com a repórter Priscila, que faz parte das oficinas de jornalismo do programa. Vale ressaltar que uma das entrevistadas da tarde foi a jovem repórter Nany Rabello. A rádio foi a primeira prova de que a integração entre as oficinas do programa funciona.

Estratégias de motivação
A tarde do Festival Escola Viva foi aberta pelo Rap do Sapo, que a professora Rosângela Teixeira, de 46 anos, elaborou com seus alunos nas oficinas de cultura portuguesa. A música foi baseada em um dos contos do escritor Câmara Cascudo, em cima dos quais a turma trabalhou dramatização, histórias e criações. “As crianças adoraram”, conta a professora, que ao longo do semestre armou diversas estratégias para manter as turmas sempre interessadas nas histórias de Câmara Cascudo. “É claro que tem dias que a criança está meio desmotivada, porque nós trabalhamos um semestre todo apenas em cima dessas histórias”.

Nas oficinas de cultura matemática, a professora Mariana dissociou o trabalho de adaptação da História do Silêncio da palavra matemática a fim de atrair a atenção dos alunos para o universo de Malba Tahan. “Os alunos estranharam bastante no início, mas, para manter o interesse deles, evitei dizer que eles estavam numa aula de matemática”, conta ela, que adiou o quanto pôde falar nas operações embutidas nas crônicas do autor. “Por isso, minha proposta inicial foi apresentar a matemática pra eles de uma maneira diferente, contando história”.

A união das oficinas foi um ponto marcante nas apresentações. A oficina de capoeira e a de percussão se uniram para apresentar uma roda de capoeira com muito berimbau, além dos instrumentos de percussão feitos pelos próprios alunos. A roda de capoeira foi inspirada nos contos de Câmara Cascudo, onde os alunos representavam sapos e coelhos; para retirar um sapo da roda só outro sapo, e vice-versa.

Ainda no espírito da música, uma versão super animada e brasileira da cantiga Sambalelê foi apresentada pelos alunos da oficina de Canto Coral, coordenada pelo mediador e tecladista Helder Costa. “As crianças se animam bastante, mesmo sendo algo que elas não estão acostumadas”, conta o professor, que, depois de se desculpar por não ter encontrado uma música que incluísse o tema desenvolvido no festival, apresentou um ritmo não apenas bem brasileiro, mas com o qual as crianças se identificassem.

Vergonha
“Além de serem muito pequenas e não conseguirem gravar os textos, muitas crianças têm vergonha de aparecer”, diz a mediadora Roselaine Figueira, responsável pelas oficina de teatro, durante as quais adptou 'A princesa e o sapo' para o universo dos fantoches. Os bonecos e a casa para a apresentação foram confeccionados pela própria Roselaine, e fizeram a alegria dos baixinhos presentes.

Os presentes puderam ver alguns dos trabalhos de pintura e colagem feitos pelas crianças durante o semestre, sempre inspirados nos personagens dos contos, como o coelho, o sapo e o camelo. Uma sala foi reservada para a exposição dos trabalhos e os pais que chegavam à escola eram direcionados para lá, para ver os trabalhos dos filhos. As professoras de cultura portuguesa e cultura matemática estavam presentes na sala para explicar os trabalhos das crianças, até a hora do início das apresentações.

Também chamou a atenção dos pais a decoração do colégio, que foi fez uso de patas de camelo e sapo pelo caminho onde os responsáveis iriam passar, até os contos escritos e colados nas paredes, para quem quisesse ler e entender um pouco mais do que estava sendo trabalhado. Nas paredes da escola, havia murais com fotos de todas as oficinas. A tarde foi encerrada com um lindo solo cantado pela aluna Lohana, ensaiada pelo professor Helder.

Tudo que acontece na escola é divulgado no Blog Ruy Berçot, que os monitores do Mais Educação criaram para divulgar o trabalho das crianças. O endereço é www.blogruybercot.blogspot.com e conta com vídeos e fotos da grande festa. Mas, como o ano ainda não acabou, os alunos da escola ainda têm muito que ensaiar, pois apresentam no próximo dia 17 uma linda cantata de natal, que já virou tradição na escola.

2 Comentários:

Mariana disse...

Graças a Deus na nossa escola deu tudo certo!!!
Decoramos a escola da melhor forma possível e se não fosse os alunos e a coordenação do Ruy Berçot nada disso teria acontecido!!!!
Então aqui vai o agradecimento de toda equipe de estagiários e monitores que trabalharam para que um sonho virasse realidade!!!
Agradeço a todos que ficaram do nosso lado e nos deram esperança que tudo daria certo!
Um super bjo!!!

Mariana Braga

yasmim bonfim pereira disse...

eu amoooooooooooooooooooooooooooo muito essa escola e eu nunca vou sair dali te amoooooooooo ruy do meu coraçao

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