por Yasmin Thayná
O natal lá em casa sempre foi em família: cada ano, na casa de um. Normalmente sempre lá em casa, porque sempre morei com minha avó. O pai que preparou com todo carinho a ceia cujos elogios sobraram até o dia 25. Ainda que a minha família seja unida, sinto falta de uma tia minha e suas duas filhas, que nunca passam o natal conosco. Não sei o motivo.
Parece que de uns anos para cá, as festas estão mais alegres. O amigo oculto deu um ar de mais união. Principalmente o amigo oculto da palavra com presente improvisado. Pra mim foi o natal mais criativo que aconteceu. O meu amigo foi meu irmão Junior - menino que se tornou melhor amigo após o início de nosso amadurecimento.
Fogos com minha avó
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Virada com chulé
por Josy Antunes
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Militância poética
por Dandara Guerra
Quem nunca dormiu ouvindo histórias de contos de fadas? Quem nunca teve a infância atormentada pelo Cuca? Eu conheço uma pessoa que nunca teve: Ivone Landim, moradora da Baixada Fluminense, 47 anos, professora formada em letras. Sua história sempre esteve ligada mundo da escrita e dos contos.
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Jovens e o futuro
por Michele Ribeiro
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Fim de um ano nota 10
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O porquinho eleito
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Encantadora despedida
por Hosana Souza. Fotos: Movimento Enraizados
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O sonho não acabou
por Marcelle Abreu
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Made in Sampa
por Dandara Guerra
Apesar do cansaço de uma noite viajando de ônibus e de um sarau no Complexo do Alemão e outro no Morro do Fallet, os representantes dos saraus Vila Fundão, Elo da Corrente, Palmarino, do Binho, Poesia na Brasa, da Ademar e Suburbano Convicto não deixaram a peteca cair.
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Mochila dos franceses - uma crônica-narrativa-poética-triste nada alegre
por Yasmin Thayná
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Uma nova depressão
por Dandara Guerra
A depressão afeta pessoas de todas as idades, de todas as nacionalidades, em todas as fases da vida. Estima-se que cerca de 5% da população mundial sofra de depressão e que cerca de 10% a 25% das pessoas possam apresentar um episódio depressivo em algum momento de sua vida.
Entre aqueles que já sofreram um episódio depressivo, há maior probabilidade de terem mais outros episódios depressivos ao longo de suas vidas, embora esta probabilidade varie muito de pessoa para pessoa.
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Noite feliz
por Luiz Gabriel
Há apenas duas semanas do fim do ano, as pessoas começam a se programar para o Natal (dia 25) e o Ano Novo (dia 31), mais conhecido por reveillón. Os shoppings, mercados, calçadões estão lotados, no que vai ser o melhor fim de ano da década. Todo esse investimento de dinheiro e tempo tem como objetivo curtir duas noites especiais.
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Amadorismo
por Abrahão Andrade, Leandro Oliveira e Raphael Ruvenal
O projeto foi criado por um professor de publicidade da Universidade Federal Fluminense, e agora é tocado pelos próprios alunos. Com uma natureza itinerante, o projeto já percorreu diversas cidades do Rio de Janeiro e atravessou a fronteira com Minas Gerais.
O grande destaque da edição de Belford Roxo foi a banda 7 ventos, formada por meninos por adolescentes que só puderam gravar seu vídeo com o auxílio da produção, que arrumou os instrumentos de que precisavam. "A banda Restart lançou uma música assim na internet e estourou", conta o jovem David, baterista da banda, cujas músicas são no estilo pop-rock.
Para os monitores do evento, não se precisa ter tudo para se produzir um vídeo de qualidade. "Qualquer tecnologia pode virar cultura, até uma câmera de 5 mega pixels", conta o monitor de som Belão, de 26 anos.
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Circulando pelo Alemão
por Juliana Portella
Com intuito de criar um instrumento de cultura que possa intervir na favela, mostrando uma realidade que não a violência, o "Circulando – diálogo e comunicação na favela" reúne crianças, jovens e adultos para apreciar e fazer arte no Conjunto de Favelas do Alemão. O movimento agregador que age em parceria com Observatório de Favelas e do Grupo Raízes em Movimento desde 2007, teve a sua 7ª edição no ultimo sábado (18/12).
Além de possibilitar que moradores daquela comunidade sejam beneficiados com ações de cidadania, o objetivo central do evento é apresentar a pessoas de dentro e fora da comunidade que periferia não é só lugar de carências e descaso público. "Favela é lugar de criação, criatividade." Afirma o coordenador do Raízes em Movimento, Alan Brum que nunca hesitou em realizar atividades nas comunidades nesse imenso conjunto de favelas que possuem um legado histórico marcado pelo crime. "Com sinceridade, nunca tivemos problemas nenhum aqui no Complexo. Portanto, não há diferença alguma em trazer o Circulando com ou sem o tráfico." concluiu Alan.
A programação que se estendeu durante todo o sábado com caminhada ecológica, mutirão de grafite, rajadas poéticas, apresentação de esquete teatral e mostra de vídeos foi encerrada em alto estilo com show das bandas Ponto de Equilíbrio e Marechal Sistah. Estande de Educação ambiental, assessoria jurídica da OAB, carro da saúde móvel e serviços de Central de Apoio ao Trabalhador também foram aferecidos a fim de facilitar os moradores.
Militância da leitura
Além das rajadas poéticas o evento contou com a biblioteca intinerante do projeto "Ler é 10", de Otávio júnior, vencedor do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo. O militante da leitura que leva literatura as favelas do Complexo e da Penha dificilmente deixa que os livros falem por si só. Otávio realiza contação de histórias com intuito de despertar interesse pela leitura nas comunidades. Quem também aproveitou para difundir leitura foi a galera da Secretaria de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu com o Projeto "Livro Livre". Foram libertos vários títulos, entre eles 'Lembrancinha do Adeus' do jornalista Julio Ludemir, que não desperdiça oportunidade formar novos leitores.
Favela é Grafite
Uma das grandes marcas do Circulando é a arte do Grafite. Os muros de casas, lojas e bares do morro do Alemão expõem muitas cores que a cada edição colorem a vida na favela. Artistas plásticos ligados ao Raízes em Movimento são autores que dão vida a becos e vielas através de sua arte.
Entre latas de spray, tintas e muros encontra-se Una, única grafiteira mulher do grupo Conflitos Crew. Desenhista desde criança, atualmente com 21 anos, Una afirma que não vê problema nenhum em grafitar na Favela. "Estou no grupo há apenas três meses mas desde então não quero largar a tinta." finaliza Una que já grafitou muros do morro do Juramento e Tabajara.
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Carona pública
por Josy Antunes
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Diego Jovanholi e Rodrigo Caetano - Foto por Bruno Baketa |
Diego Jovanholi, Rodrigo Caetano, e Vagner Vieira, todos moradores da Baixada Fluminense, são integrantes da Pública Alternativa, identificada pela enigmatica logomarca em forma de coroa, vista nas divulgações do Cinerock. Em comum, os rapazes possuem o desejo de fazer alguma coisa positiva pelo local onde moram, a paciência de quem espera por resultados gradativos e, é claro, a música.
O que é o Pública Alternativa?
Diego Jovanholi: É um coletivo produtor de audiovisual, design, eventos de música e cinema.
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Enraizados Promove Mostra Cultural
por Juliana Portella
Sábado, 18 de dezembro, a partir das 17 horas o Movimento Enraizados promove grande Mostra Cultural. Nesta edição, serão exibidos materiais que foram produzidos durante o ano. Apresentação da produção musical com mais de 8 composições, break, capoeira, teatro, sarau e pock show de Dudu de Morro Agudo, Léo da XIII e Peter MC são as grandes atraçãções.
A Mostra, que será a ultima do ano, terá como grande novidade a participação dos alunos do PROJOVEM que poderão mostrar sua arte para a comunidade e ter reconhecimento de um trabalho de um ano inteiro. Segundo a produção do evento, esse tipo de atividade faz com que o Movimento Enraizados consiga interagir mais com a comunidade, com os artistas locais e com os parceiros institucionais. Portanto trata-se de um espaço aberto para a cultura produzida na Baixada Fluminense.
Para mais informações acesse:
http://www.enraizados.com.br/
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Artesão e filósofo do Ceará
por Yasmin Thayná
Ao passar pela rua do Hospital da Posse, próximo a entrada do Bairro de Ponto Chic, é possível ver uma sutil loja com sandálias feitas a mão penduradas e um senhor de cabelo branco sentado na frente.
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Buraco semanal
por Lucas Lima
Acontece desde julho de 2006 o Cineclube Buraco do Getúlio, na cidade de Nova Iguaçu. Já houve 49 exibições realizadas até esse mês de dezembro. As sessões que agora serão semanais aconteciam sempre no primeiro sábado de cada mês, trazendo curtas-metragens sempre com um tema diferenciado, além de intervenções que envolvem música, teatro, etc.
O grupo responsável pelo cineclube foi contemplado esse ano com um dos editais do Cine Mais Cultura, projeto do Ministério da Cultura que disponibiliza equipamentos audiovisuais de projeção digital. Em contrapartida, as sessões devem ser semanais, com dia, horário e local fixos.
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Norte para o cinema
por Jéssica de Oliveira
Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Acre, Amazônia. Esses são apenas alguns dos muitos estados brasileiros que participaram da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes / 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo que lotou Moreno, cidade pernambucana, do dia 5 ao dia 11 de dezembro.
O evento foi realizado pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros a fim de que houvesse uma reforma estatutária e de diretoria da organização, sendo também palco da Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cine Clubes – 2010. Na ocasião, discussões sobre temas como a inserção do audiovisual no currículo escolar, métodos de relações públicas e de comunicações, sustentabilidade financeira, direitos autorais e do público e a democratização do cinema a todas as classes sociais, não eram nem um pouco incomuns.
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Espaço vivo em São João
por Felipe Branco
Dia desses me convidaram para ir ao Algaraiva, um bar na Vila Operária, em São João de Meriti. Era uma inauguração de um bar alternativo, aberto a para todos tipos de manifestações artísticas e culturais. O dono da parada é o Gabriel Pimentel, 27 anos, conhecido como Soneca. Gabriel se diz anarquista e viveu um tempo junto a outros ocupantes da Okupação Flôr do Asfalto, na zona Portuária do Rio. A Flor do Asfalto surgiu da necessidade de alguns indivíduos se expressarem culturalmente. “Mas uma cultura à margem, não essa cultura “normal”, explica Soneca, que morou naquela área de cerca de 2500 metros quadrados, dividida em duas partes, com mais de 20 famílias. A outra era um espaço anarquista autogerido, a Flôr do Asfalto.
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Batidão no Trem
por Juliana Portella
Uma multidão embarcou no Trem do Funk, neste último sábado (11/12). O batidão contagiante que partiu da Estação Central do Brasil em direção ao ramal ferroviário de Belford Roxo é uma iniciativa da Furacão 2000, que conta com apoio da Prefeitura e da SuperVia.
Inspirado no tradicional Trem do Samba – que leva admiradores do samba numa viagem da Central a Oswaldo Cruz –, o Trem do Funk, que já está em sua segunda edição, dessa vez foi usado para arrecadar brinquedos, que serão doados para crianças do Complexo do Alemão.
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Mocinhas de Noel
por Yasmin Thayná
Na última sexta-feira, pontualmente às duas da tarde na sala Multiuso 1 do Sesc de Nova Iguaçu, Ana Nogueira e Jujuba foram os responsáveis em contar de forma divertida a história de Noel Rosa - A fina flor da Vila, para 50 mocinhas de cabelo branco.
O espetáculo literomusical em homenagem à vida e obra do compositor Noel Rosa foi contado e cantado por esses dois atores, que exaltaram a poesia através de suas canções revelando a história dos bairros de Vila Isabel e adjacências.
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Ed Rio e Sampa também
por Fernando Fonseca
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Olodum iguaçuano
por Marcelle Abreu e Yasmin Thayná
A parceria colégio Municipal Venina Correia Torres, localizado no bairro Califórinia, com Laboratório Cultural, levou os meninos do grupo de percussão ao evento da prefeitura apresentando um número barulhento com a típica batucada brasileira e animando as pessoas no segundo dia de evento.
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Miguel Couto no mundo
por Marcelle Abreu e Yasmin Thayná
O espaço Municipal de Nova Iguaçu na Quinta feira, foi o lugar mais instigante e festivo da cidade mesmo com o calor que fazia.
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Natal das chances
por Leandro Oliveira
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Ato de amor
por Luiz Gabriel
As chuvas que caíram no início da tarde quase levaram ao adiamento da Festa de Natal da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, na tarde do dia 6 de dezembro (segunda-feira). Idealizado pela prefeita Sheila Gama, o Natal dos Sonhos foi organizado pela Semed e pelas direção das escolas da rede municipal de ensino da cidade. Todas elas expuseram seus trabalhos no pátio do Paço Municipal.
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Cavaleiros do asfalto
por Fernando Fonseca
Seis de dezembro de 2010. Chuva. Verde. Crianças. Sorrisos. Componentes que estiveram presentes ontem na abertura da campanha ‘Natal dos Sonhos’, realizada pela Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu. Dentre tantas formas e formatos que se faziam presente, foi possível avistarmos um singelo e fiel grupo de homens vestidos de azul, abrindo caminho com suas cores celestes em um mar de tons esverdeados. Cavaleiros das duas rodas, homens que circulam por entre nós há anos, desbravando os sete mares dos engarrafamentos de cada dia que nos daí hoje. Profissionais da velocidade, utilidade e carisma, que estão sempre aptos e dispostos a nos conduzir para e por todos os lugares dessa nossa terra chamada Nova Iguaçu. Um grupo que, tardiamente, vê-se abraçado pelos direitos da Justiça.
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A união faz a força
por Fernando Fonseca
Crianças, professores, religiosos, transeuntes. Inúmeros foram os que estiveram presentes no evento realizado pela prefeitura, onde Natal e Consciência Ecológica assumem um só plano, transformando todo um contexto sócio-cultural. E quem seria mais apropriado a falar deste movimento cultural que não o próprio Secretário de Cultura? Sim, lá estava ele. Um dos componentes dos bastidores dessa incrível obra. Dentre as diversas personalidades que se encontravam aos pés do enorme palco montado em frente à prefeitura de Nova Iguaçu encontramos Écio Salles, nosso secretário da Secretaria de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu.
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Natal da saúde também
por Renato Acácio
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Meteram a mão nas tarraquetas
por Jéssica Balbino
Governo desvia verba e impede 1º Feira Nacional de Hip Hop - Cidadania
Para cobrir outras áreas, governo do DF desvia verba destinada à cultura e obriga cancelamento de evento nacional
A possibilidade de reunir, num único evento, pela primeira vez, na capital do país, ativistas do hip-hop de todo o Brasil, representantes de todas as áreas – rap, discotecagem, dança, graffiti e conhecimento – ficou só no sonho com a notícia dada, nesta terça-feira (7), via twitter e e-mail pelo articulador cultural Dj Raffa Santoro, em nome da Associação Cultural Claudio Santoro junto com Aninha Atitude.
Triste, ele informa que a 1ª Feira Nacional de Hip Hop & Cidadania foi adiada por tempo indeterminado em razão de desvios de “última hora” dos recursos destinados ao evento.
O relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), anunciou ontem que vai cancelar todas as emendas de autoria dele que tenham por objeto eventos e patrocínios culturais e transferi-las para a infraestrutura turística do Distrito Federal.
Tais recursos já estavam assegurados para o projeto e foram desviados para honrar compromissos do atual governo em outras áreas, o que impede a realização da Feira.
“Com isso, pedimos desculpas a todos que diretamente e indiretamente estavam colaborando, participando na elaboração e divulgação desse evento, como também aos expositores que se preparavam para expor seus produtos e por fim, a todos aqueles que se inscreveram nos concursos oferecidos na Feira”, afirma Dj Raffa.
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Por um natal menos comercial
por Raphael Ruvenal e Abraão Turko
Na entrevista com Dom Luciano em evento natalino da Prefeitura promovido em frente ao Paço Municipal, conversamos de fé e do apoio da parte dele a um Natal em que o apelo comercial fosse secundário, não se resumindo só ao Papai Noel, mas ampliado e carregado do verdadeiro simbolismo que nos traz a comemoração do nascimento da figura que mais influenciou esse nossos tempos. Segue abaixo um pequeno trecho da conversa feita sobre os olhares atentos de uma plateia pra lá de criativa:
J.R: Qual a importância desse evento para a Diocese de Nova Iguaçu?
Dom Luciano: Os alunos mostram aqui que podem fazer coisas bonitas, reaproveitando e limpando a cidade. É o verdadeiro gesto de Natal em que há a presença de DEUS, tornando uma data menos comercial. É lindo ver as crianças representando as suas escolas com barracas próprias. Essa árvore de Natal criada com garrafa “pet” é estimulante.
J.R: A Diocese tem feito eventos próprios para ajudar a fazer um natal menos comercial?
Dom Luciano: Já há quatro anos nós nos reunimos com as comunidades para distribuir leites a crianças recém-nascidas do Hospital da Posse, em que as mães são portadoras do vírus HIV. Serão 12 mil latinhas e a cada ano cresce mais. Quem quiser doar é só ir em qualquer comunidade doar, pois as doações serão bem vindas.
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Escola enfeitada
por Michele Ribeiro
Um dos destaques desse dia foi a Escola Municipal Kerma M. Franco, de Austin. Após receberem a proposta da Secretaria Municipal de Educação, toda a escola se mobilizou para os preparativos. A professora de artes Albertina trabalhou a reciclagem com os alunos do 8° ao 9° ano, a CPP com os alunos do Horário Integral e a professora Horoneli trabalhou com os alunos do EJA.
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Paixão e inspiração
por Desirée Raian
“Olha o tamanho daquela árvore”. Essa foi a fala de muitas das crianças presentes no evento “Natal do 3Rs” (Reduzir, Reutilizar e reciclar). Mas o fascínio não era apenas das crianças. Adultos que passavam pela rua acabavam sendo atraídos para o evento, curiosos.
A árvore tinha mais de 4 metros de altura e encantava a quem chegava. Para a montagem da árvore, foi preciso, além da inspiração dos artesãos Paulinho Coutinho e Regina, um toque de paixão para superar o calor e a chuva que marcaram o dia da montagem, de que participaram 10 pessoas. Não podemos esquecer também que um dos papéis principais para a montagem da árvore foi o das escolas e os das crianças, responsáveis pela coleta das garrafas pets.
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Natal ecologicamente correto
por Fernando Fonseca
Apesar dos tempos difíceis, onde toda uma população ainda estampa em seus olhos resquícios de uma recente onda de terror, fomos capazes de ver perspectivas e objetos sendo reciclados em um ritmo harmônico. Sorrisos que desabrochavam como flores em um universo verdejante feito com dezenas e mais dezenas de árvores de garrafas pet. Dentre as diversas iniciativas propostas pela prefeitura, que
correspondem a esse novo ciclo de consciência ecológica, tomamos como
nada menos que brilhante, a produção de peças, para decoração natalina, feitas a partir de materiais reciclados como madeira, plástico, vidro, papelão e etc. O mais interessante a ser ressaltado, porém, é que tais produções surgiram da criatividade e originalidade de milhares de alunos da Rede Municipal de Ensino de Nova Iguaçu.
Dos vários protagonistas que exibiam suas obras primas em tendas montadas ao redor de uma imensa arvore de natal feita com garrafas pet, encontramos os eufóricos alunos da Escola Municipal Kerma Moreira Franco. Localizada em Austin, a escola marcou presença no evento ao exibir orgulhosamente uma pequena parte de seu acervo
reciclável produzido pelos mais de 500 alunos. “O nosso trabalho apresentado aqui hoje foi baseado em ideias vindas das crianças e dos nossos monitores. Viemos produzindo essas peças, que são compostas de materiais recicláveis, durante todo o quarto bimestre. Criamos fantoches, árvores de natal, guirlandas e diversos
outros enfeites de natal com material reciclado. Infelizmente não pudemos trazer tudo, porque foram centenas de peças criadas, mas selecionamos as que mais se destacaram e aqui estão”, conta, nostálgica, a Coordenadora Política Pedagógica (CPP) da Escola Kerma, Geniva de Oliveira.
E, acima de tudo, contentes mesmo com o resultado de seus esforços estavam os alunos da instituição. “Foi incrível termos feito tudo isso aqui com material reciclado. Fizemos árvores e guirlandas lindas, com materiais que não pareciam ter mais utilidade nenhuma. Agora eu sei, não devemos jogar as coisas fora!”, conta sobre seus aprendizados a aluna Larissa dos Santos, de 15 anos de idade,
estudante do sétimo ano.
A grande vitória resultante desta ação, que tem continuidade hoje no mesmo local, se encontra no fato de que por de trás de tantos sorrisos de superações e conquistas, somos capazes de ver com bastante clareza uma educação e consciência ambiental de milhares de crianças e adolescentes sendo reciclada em momentos de
tamanha importância. Assim confirma Gabriel Barbosa, 12 anos, estudante do quinto ano: “Foi legal brincar de reciclar. Se jogarmos lixo nas ruas, eles entopem os bueiros e enchem os rios. Aí, a nossa casa pode encher também. Colocar fogo também não é legal. Isso mata as árvores e sem elas não dá pra sobrevivermos!”.
Valores que se reciclam junto às obras. Como vimos, ainda há esperanças para o amanhã.
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Prefeitura realiza Natal dos Sonhos
por Juliana Portella
O tema foi escolhido para dar continuidade a temática Biodiversidade, que foi trabalhada durante todo o ano nas escolas da rede.
Marcadores: Juliana Portella
Criando oportunidades
por Marcelle Abreu
Marcadores: Marcelle Abreu
Uma conversa, um show: o passado e o futuro
por Marcelle Abreu e Yasmin Thayná
Na última sexta feira, o jornada cultural no Sesc de Duque de Caxias iniciou, um pouco atrasado, o show com a banda Visão Periférica que aproxima brancos, pretos, pardos, índios e até italianos, presentes no Jornada Cultural, na hora da Ciranda.
Marcadores: Baixada, Marcelle Abreu, Yasmin Thayná
Uma jornada na cultura
por Jefferson Loyola
Marcadores: Evento na Baixada, Jefferson Loyola
Entre os muros da escola
por Hosana Souza
“A escola têm os mesmos projetos culturais a uns mil anos: é o coral e o grupo de dança. Eles são mantidos ano após ano pelas alunas do Curso Normal, que não o faziam por prazer e sim pela obrigação quanto à carga horária”, explica, a também aluna, Esther Cavalcante, 17. “Ninguém tinha a liberdade de fazer aquilo que gostava, ou simplesmente fazer aquilo que era solicitado mais da maneira que desejasse, nós éramos obrigados a só obedecer as maluquices daquela criatura ignorante”, completa, fazendo referência a animadora cultural da escola.
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Jornada Cultural chega à 5ª edição
por Juliana Portella
Vários grupos artísticos da Baixada fluminense participarão da 5ª edição da Jornada Cultural, que será realizada no Sesc de Duque de Caxias, nesta sexta e sábado. No primeiro dia as atividades começam às 15h, com exposição de livros de autores da Baixada Fluminense. Música, dança e debates sobre o cenário cultural da região são algumas atrações. Às 20h30 o rapper BNegão faz show de graça, com apresentação de Léo Almeida.
No sábado, a programação tem início às 10h. A presença de um público vindo de municípios como Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo e Duque de Caxias, será encarada como uma oportunidade de diálogo único. É hora de discutir e respirar cultura da Baixada na Baixada. Ter um público protagonista que fortaleça suas iniciativas e apresentem seus trabalhos. Não fique de fora. Para mais informações, ligue: 3659-8377/8412
Marcadores: Evento na Baixada, Juliana Portella
Migração Ilegal
por Juliana Portella
Rio, novembro de 2010. Duas facções que guerreavam pelo controle das favelas do Rio se uniram na tentativa de impedir a pacificação de mais favelas e estão por trás de uma onda de terror que parou o Estado do Rio de Janeiro. Evidentemente, com todos esses acontecimentos, eu não tive dúvidas que isso se estenderia a Baixada Fluminense que foi - ou talvez ainda seja - uma região muito violenta. E aqui meu amigo, não tem o Bope nem UPP.
A vitória, uma semana depois, ainda não é definitiva. O Poder Público ainda mantém a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. O policiamento reforçado nas ruas e as operações policiais parecem conseguir conter a onda de violência no Rio. Três dos grandes chefões ainda são procurados. Pelas várias vielas do Complexo do Alemão a polícia ainda trabalha. Parece que é a chegada da tão sonhada paz nas favelas do Rio. Mas o que me preocupa é a possibilidade desse crime organizado mudar de lugar. Há rumores de que bandidos que conseguiram fugir a caça policial estejam migrando para a Baixada Fluminense. Mais precisamente para os Municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, que têm um histórico associado ao tráfico de drogas e são os municípios onde eu trabalho e estudo.
Espero que tudo fique bem e que a minha historicamente desfavorecida Baixada Fluminense não seja esquecida e volte a ser mundialmente conhecida como a região do crime.
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A guerra urbana acabou?
por Jefferson Loyola
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Faltou divulgação
por Desirée Raian
Mesas sem copos e cadeiras sem pessoas. Esta era a visão de quem chegava à abertura do Baixada Emcena, no último dia 18 de novembro, no Ginásio da Leopoldina Machado. A expectativa era grande, o público aguardava um grande show. Mas como nem tudo são flores, o evento acabou dando “zebra”.
“O lugar hoje em dia está abandonado", lamenta o músico Nike, com a autoridade de quem estudou anos naquela escola e viu a quadra acolhendo inúmeros eventos esportivos, musicais e políticos. Para o músico, o evento teria lotado se tivesse sido realizado no Espaço Na Encolha, pois está em plena atividade, as pessoas estão acostumadas a ir para lá.
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Fato histórico
por Michele Ribeiro
Nos últimos dias o Rio de Janeiro vivenciou um fato histórico, de grande importância para o povo brasileiro , em especial a população do Rio de Janeiro.
Várias manifestações de violência foram promovidas pelos traficantes, como incêndios a ônibus, arrastões e tudo isso repercutiu na Baixada Fluminense, impedindo assim que a pessoas tivessem um dia normal de trabalho.
A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, em uma união inédita com o Governo Federal decidiu invadir a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, o que foi possível com o auxílio das Forças Armadas e da Polícia Federal, pois o contingente das Polícias Militar e Civil seria insuficiente para tal medida.
Por anos essas comunidades vivenciaram dias de medo e violência, sob o jugo do trafico, tendo seus direitos violados. A ocupação trouxe a esperança de dias melhores para todos aqueles moradores. Agora os projetos de políticas publicas, como projetos culturais e esportivos, poderão ser realizados.
Através da colaboração da comunidade e do estado o principal direito dessa população será assegurado, o direito da paz.
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Momentos deliciosos
por Leandro Oliveira
Rodrigo Batata e Marcelo Pelegrino estão à frente desse projeto, contemplado com recursos do I Fundo Municipal de Cultura Escritor Armando Fraga. "A proposta do projeto é interagir com o público", conta Rodrigo Batata, que se surpreendeu com o convite feito pela produção do Baixada Encena. "Não escolhemos as músicas sozinhos."
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Baixada encena
por Yasmin Thayná
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Incabível prisão
por Jefferson Loyola
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Dois tanques de guerra
por Josy Antunes
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Dia tranquilo
por Marcelle Abreu
Era um dia normal e tranquilo em Caxias, até que alguém chegou na sala gritando: “Gente, vai ter arrastão”. Eu ri, só podia ser boato. Pouco depois mais notícias, tiroteio na Penha. É, a situação estava esquentando e eu longe de casa.
Desço o viaduto correndo, só queria pegar o ônibus e chegar em casa. Quando olho a placa no ponto um papel informava: ônibus só até as 21h. Suspeita de ataque.
Meu coração disparou, entrei no ônibus e fechei os olhos. A única coisa que me restava naquele momento era rezar para que tudo ficasse bem e eu chegasse em casa.
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Uma peça pra chorar
Nesta sexta feira, o Baixada Encena exibiu ao público do Sylvio Monteiro pontualmente às 20 horas a peça "Qual a idade é a melhor idade," da Companhia Teatral Queimados Encena. A companhia é um dos braços do Centro Cultural Queimados Encena, criado pelo ator Leandro Santana.
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Cidade maravilhosa
por Luciana Baroni
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa... maravilhosa? O que pode ter de tão maravilhoso nestas favelas, nestas crianças que deveriam estar estudando e estão se matando, se drogando, se prostituindo? Achar o Rio uma cidade maravilhosa no meio deste caos seria covardia. Os traficantes fazem o que querem, pois a “cidade maravilhosa” é dentro de um país onde só há impunidade. Estudar, fazer uma faculdade, de repente virou fora de moda e hoje em dia, quem não se droga, como eu, é careta! Pois sou careta sim! Esse mundo de hoje é e sempre será o mundo dos fracos e ignorantes, que preferem usar a total ignorância como desculpa para não ir á luta e serem pessoas de bem. Enquanto houver políticos corruptos, gente sem o menor escrúpulo no poder, que nós colocamos, nós votamos, haverá violência, impunidade, drogas e corrupção.
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Prova de fogo
por Jéssica de Oliveira
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Território e espaço público
por Jefferson Loyola
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Segundo dia de Cultura & Cidade
por Jefferson Loyola
Marcadores: Jefferson Loyola
Desconstruindo palavras
por Jefferson Loyola
1ª mesa: espaço público e memória |
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Impregnação cultural
por Jefferson Loyola
Apresentação do Maestro Armênio após a mesa de abertura |
Marcadores: Jefferson Loyola
Cidade é Espaço Público
por Larissa Leotério
A abertura do evento contou com a presença de Regina Helena Alves, Lilian Fessler Vaz, Paola B. Jacques, além da representante da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Marcia Ferran.
Marcia Ferran inicia falando sobre a atual preocupação com o tema cidade e dos planos de políticas públicas para a arquitetura e fenômenos urbanos. Ela comenta da importância da discussão do espaço urbano para além da ação do Iphan num espaço de saber acumulado como o da UFRJ. Oportunidade para falar sobre o Programa Culturas Urbanas e Cidades Criativas.
Marcadores: Larissa Leotério
Hora de discutir a cidade
por Lucas Lima
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