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Inclusão mediana

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

por Joaquim Tavares (colaboração: Nathália Moreira)



O panorama escolar do Brasil, no que diz respeito à democratização do ensino voltado para os deficientes, vem se alterando bastante nos últimos anos, mais especificamente a partir da década de 90. Isso se deve a diversos fatores, mas um deles chama maior atenção: o reconhecimento e o aumento significativo de políticas voltadas para a educação inclusiva, com a finalidade de garantir o direito ao ensino de qualidade para todos. A escola passa a ter a obrigação de acolher todas as crianças, sem qualquer exceção, no ensino regular e adequar suas práticas para viabilizar o ensino dos alunos com necessidades especiais a fim de garantir uma educação inclusiva e integradora.


Assim, se por um lado assistimos no avanço da sociedade em relação à garantia legal dos direitos do cidadão, por outro, nos deparamos com novos desafios que precisam ser enfrentados. Um deles é o de fazer cumprir a legislação em vigor, garantindo aos portadores de necessidades especiais inclusão e atendimento educacional de qualidade na escola.

De 2 a 7 de setembro

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

por Joaquim Tavares

O dia da Independência do Brasil é comemorado no dia 7 de Setembro, mas não somente nesse exato dia. Na Baixada Fluminense, desde o dia 2 desse mês já vêm havendo desfiles e eventos cívicos relacionados com essa data que é um marco histórico.

Pelos quatro cantos de Nova Iguaçu, por exemplo, diversas mobilizações ocorreram celebrando a independência do nosso país e propagando o nacionalismo brasileiro, alvo ímpar em todo o mundo. Desde a Prefeitura, que fica no Centro de Nova Iguaçu, até as ruas de muitos bairros, como Rancho Novo e Tinguá, um mutirão de pessoas é envolvido por esse “mar” de comemorações.

Pânico nos trilhos

terça-feira, 30 de agosto de 2011

por Joaquim Tavares


É bem cedo. Há uma multidão se empurrando em busca de um valioso lugar sentado durante a sua viagem. Muitos se agridem de todas as formas possíveis, outros passam mal, choram e até desmaiam. O clima de revolta e descontentamento é geral. Sabe onde se passa esse filme? Isso mesmo, nos metrôs e trens espalhados por todo o Rio de Janeiro e parece que não sairá de cartaz nunca!
Com uma rotina que começa dessa forma, não há tranquilidade e bom-humor garantido. E esse é apenas o começo de um difícil dia na saga de vários trabalhadores e estudantes. Literalmente, é começar com o pé esquerdo, que, geralmente, é pisoteado.
“Como eu consigo chegar à faculdade sorrindo, tendo passado por tudo isso já a essa hora da manhã?”, se questiona a estudante Mariana Sampaio, que enfrenta o metrô diariamente há dois anos e desabafa: “O metrô me cansa mais do que as aulas chatas e os professores irritantes!”.
Encarar uma situação assim vai desgastando rapidamente sua paciência, que, ao longo do dia, será exigida mais uma dezena de vezes e, por já ter sido ‘desabastecida’, acaba gerando, em algumas situações, discussões e desavenças desnecessárias. Um exemplo disso é a fala do operário Pedro Campos, que pega o trem lotado indo e voltando do trabalho. “É preciso muita garra para aguentar isso, tenho certeza que muita gente só tá aqui porque precisa mesmo. Já chego trabalho estressado e distribuindo esporro.”.

Criando criadores

terça-feira, 16 de agosto de 2011

por Joaquim Tavares

Artigo


Um projeto escolar tem como maior objetivo oferecer oportunidades para os alunos conhecerem novas realidades, novos caminhos que, talvez, num futuro próximo, possam ser percorridos e feitos por eles próprios.
Ao se trabalhar com crianças, deve se ter a noção do ‘novo mundo’ que está sendo apresentado para elas e, principalmente, de como ele deve ser apresentado. É na execução ruim dessa apresentação que muitos ‘traumas’ nascem e são ouvidas frases como “Eu odeio matemática!”.
Com tantas outras mil coisas para se fazer, por que a criança iria querer estudar algo além do que já é obrigada a estudar? Não é uma tarefa fácil trabalhar um projeto em sala de aula com alunos. A todo o momento, deve-se ‘ganhar’ o aluno, de modo contrário ele estará ali apenas ‘de corpo presente’. Sua mente vai ‘passear’ por diversos lugares ou ele irá se entreter em atrapalhar o que você está tentando fazer.

Quando eu crescer...

domingo, 7 de agosto de 2011

por Joaquim Tavares



“O que você quer ser quando crescer?”, é, sem dúvida nenhuma, uma das perguntas mais repetidas pelos pais aos seus filhos quando ainda bem pequenos. Por mais inocente que possa parecer, essa pergunta gera uma resposta que dão indícios sobre muitos aspectos importantes da vida da criança. De tão clichê, já virou piada e a resposta debochada é “Quero ser grande!”. No entanto, no sentido de ser bem sucedido, quão ‘grande’ quer ser uma criança?
Um fato inquestionável surge dessa história: o que a criança quer ser, quase sempre, não é o que ela se torna quando ‘grande’. Por que isso? Será só coincidência? Há de se levar em conta os questionamentos feitos sobre o entendimento de mundo que a criança tem e que esses não lhe proporcionam uma escolha efetiva da sua atividade ao longo da vida. A influência dos pais também gera uma opção que, muitas vezes, não condiz com o real interesse dos seus filhos e que, mais tarde, vem a se modificar.
A mudança de opinião nessas situações até então apresentadas, soa como uma evolução, algo positivo. “Meu sonho era ser médica, mas não levei à frente. O mundo foi me mostrando outra realidade e me interessei em ser professora. Fiz o ensino normal e, hoje, sou formada em Geografia”, diz Sueni Marques da Silva, geógrafa de 48 anos, minha mãe.

Quem quer ser um pedagogo?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

por Joaquim Tavares



Você sabia que durante toda a sua formação acadêmica diversos pedagogos estiveram envolvidos de diferentes maneiras? Ou melhor, alguém sabe qual o alvo de estudos da Pedagogia? Pois bem, de forma bem resumida, a Pedagogia vem a ser o estudo da Educação e suas formas de ensino. Seria uma espécie de aprender a ensinar.
A própria palavra Pedagogia já é autoexplicativa: do grego - paidós (criança) e agogé (condução). Seu caráter está diretamente ligado com o ensino das séries iniciais, mas essa é apenas uma de suas áreas. O pedagogo, além das já tradicionais salas de aula, pode atuar em empresas, ONGS, movimentos sociais, coordenação e orientação pedagógica, área militar e até em hospitais.
Assim como muitas outras carreiras, a Pedagogia tem um desprestígio muito grande. Isso se faz presente nos números dos vestibulares que situam o curso como um dos menos concorridos dentre todos os oferecidos. Outro reflexo muito significativo da desvalorização dessa profissão é a sua baixa remuneração. Longe do “estrelato” dos grandes cursos como Direito e Medicina, a Pedagogia ‘mata um leão por dia’ para provar o seu valor e não ser caracterizada como ‘curso de esperar marido’ ou de corte e colagem.
Todos esses fatores fazem nascer um fenômeno curioso e complicado, em uma sala com cerca de 45 calouros desse curso, no máximo cinco querem de fato a Pedagogia. “Eu queria Ciências Sociais. Achei que largaria logo, mas comecei a gostar da Pedagogia. Pretendo trabalhar com coordenação na área militar. Sou estagiária da Escola Naval e isso confirmou o minha escolha”, diz a estudante de Pedagogia, Stella Sayão, de 22 anos, já no último período do curso, “A Pedagogia te proporciona um mercado de trabalho muito extenso, pode não ser o melhor do mundo, mas tem muita coisa para fazer. No entanto, só vou saber se valeu a pena para mim quando eu terminar o curso, mas toda a experiência foi muito válida”, completa preocupada.

Prazer, Cultura

sábado, 18 de junho de 2011

por Joaquim Tavares

Olá a todos! Muito prazer, me chamo Cultura. Muitos me conhecem por vários de meus apelidos: esporte, música, dança, culinária, teatro, cinema... Aqui no Brasil tenho mais alguns desdobramentos e ainda sou conhecida como carnaval, futebol, capoeira, feijoada, samba, funk, e por aí vai.

O que muitos não sabem é que eu estou em todos os lugares e, na verdade, sou tudo. Tenho muito carinho por todos que me fazem e, ao mesmo tempo, são feitos por mim. Estou presente tanto nos lugares de mais requinte quanto nas ruas por onde pés descalços caminham. Não faço fronteira alguma, ando daqui pra lá e de lá pra cá. Não tenho preconceitos. Sou todos esses ao mesmo tempo.

Presente que fica

sexta-feira, 10 de junho de 2011

por Joaquim Tavares


O Dia de São Valentim fez uma visita ao Brasil e resolveu ficar para sempre. Porém, mudou um pouco o seu visual, trocou de nome e de data. Nada mais justo para a adaptação! Antes comemorado no dia 14 de Fevereiro pela “gringaria”, agora, respondendo pelo nome de Dia dos Namorados, é celebrado no Brasil no dia 12 de Junho. A data antecede o Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. O amor fica em evidência como tema de lojas e propagandas. O comércio também ama esse período.

É fácil ver a relação do Dia dos Namorados com o comércio. Sua própria vinda para o país tinha essa finalidade. No entanto, a intenção aqui não é debater o real sentido do Dia dos Namorados, o que é o verdadeiro amor ou nada assim. O olhar se volta para uma única coisa: os presentes.

Sorriso algemado

terça-feira, 31 de maio de 2011

por Joaquim Tavares

foi um luxo de poucos. Hoje, é tão normal que já nem causa mais a estranheza de antes. Os aparelhos odontológicos passaram a fazer parte de muitos sorrisos por aí a fora.

Os aparelhos odontológicos, comumente chamados apenas de “aparelhos”, são razoavelmente novos no Brasil. Não se tem uma data muito específica, mas foi por volta da década de 60 do século passado que eles começaram a aparecer na boca da boa classe média dos grandes centros urbanos.

A reinvenção da escola

sexta-feira, 6 de maio de 2011

por Joaquim Tavares Júnior

Em Portugal, mais precisamente em Vila das Aves, a cerca de 30 km da cidade do Porto, localiza-se uma curiosa escola: a Escola da Ponte. Para quem nunca ouviu falar, vale um pequeno resumo de sua história. A Escola da Ponte é uma escola pública que sempre recebeu alunos muito “problemáticos”. Com resultados desastrosos, José Pacheco, o diretor, resolve repensá-la e em 1976 inicia-se o processo de autonomia curricular que é a marca da escola (ela é a única no mundo que alcançou este marco). A partir daí, mudanças ditas como impossíveis aconteceram e uma série de fatores levou a Escola da Ponte a se tornar referência, incluindo os resultados alcançados por seus alunos, que estão entre os melhores do país.

Já?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

por Joaquim Tavares


O mundo do futebol é algo bem incomum e vive das suas próprias particularidades. Quando se pensa o que é uma carreira extremamente vitoriosa e cheia de conquistas dentro desse meio, estamos falando de no máximo 20 anos de prática, o que é muito pouco. Qual outra carreira teria uma bagagem parecida com essa? Um professor, por exemplo, precisa de muito mais que isso para poder se aposentar. E, quando se trata de aposentadoria de jogadores, as particularidades continuam.

Grandes nomes desse esporte desfilaram no gramado durante vários anos. Escreveram seus nomes na história e se fizeram muito conhecidos dentro de um tempo relativamente pequeno. No entanto, isso não acontece com todo mundo. Existem aqueles que mal são reconhecidos nas esquinas e se veem obrigados a parar. É nesse lado ‘esquecido’ que surge um ponto muito negativo do futebol. Aquele onde para um fazer sucesso e despontar, outros quinhentos têm a difícil tarefa de se afastarem de seu sonho.

O desafio do chuveiro

terça-feira, 5 de abril de 2011

por Joaquim Tavares

Era uma vez um menino, que já se dizia homem crescido, chamado Fernando, mais conhecido como Fernandinho. Ele era um rapaz muito maduro e independente, pelo menos ele achava isso. Gostava de fazer tudo por conta própria e era dono de sua própria vida, assim pensava.

Nosso garoto estava se dando muitíssimo bem na vida: cursava uma boa faculdade, que, além de pública, lhe dava uma bolsa. Paralelamente ao sucesso acadêmico, Fernandinho dava seus primeiros passos profissionais. “O emprego não era nenhuma Brastemp, mas dava para o gasto”, conta Fernando Fonseca.

A sua família era muito orgulhosa de tudo que ele fazia e o estimulava sempre a crescer ainda mais, sobretudo seu pai e sua mãe. Davam todo o apoio de que ele precisava, mas eventuais brigas e discussões eram inevitáveis. Fernandinho era teimoso ao extremo e dificilmente dava o braço a torcer quando errava. Lutava por sua ‘liberdade’ e queria que seus pais não enchesse tanto seu saco! “Eu me sentia uma criança quando eles me pediam satisfação da hora que ia voltar, com quem ia sair”, desabafa.

Memórias da Francisco Carlos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

por Joaquim Tavares

Era uma rua sem saída, com vizinhança razoavelmente tranquila. Local perfeito para as crianças brincarem e, se falando de brincadeira de criança, o futebol era o que predominava.

Não necessariamente eram só crianças. Muitos ‘barbados’ se envolviam nas peladas que ali aconteciam – o que deixava tudo mais disputado. Às vezes, parecia que deixava de ser brincadeira e passava a ser uma competição seriíssima. Pontapés pra cá, palavrões pra lá... Para quem olhava de fora era uma guerra, mas, para quem estava ali no meio, não passava de um passatempo extremamente prazeroso.

Os vizinhos não gostavam. Quando as bolas caíam em suas casas era uma questão de muita sorte ela voltar ‘viva’, sem nenhum arranhãozinho. Mas, mesmo voltavam furadas, a pelada não parava – o jogo continuava com ela em qualquer estado.


O bom veterano

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

por Joaquim Tavares


O que lembra a volta às aulas quando o cenário são as universidades? Sim, o trote universitário!

O trote é um momento único na vida do estreante na faculdade, o famoso ‘calouro’. Esse momento mistura divertimento, descontração, entusiasmo e, às vezes, alguns problemas.

São muitas as histórias que mostram atitudes desprezíveis em trotes por todo o país. Algumas localidades estão mais em evidência quando o assunto é esse tipo de problema, como São Paulo. Chega-se a pensar que todo trote é um absurdo, por conta de tudo que já foi visto em alguns casos mostrados por todo o país. No entanto, é um erro muito grande generalizar a situação.

Cidade de Lego

terça-feira, 10 de agosto de 2010

por Joaquim Tavares


Quem já foi a Brasília sabe como é a cidade: tem um clima muito seco nos dois sentidos, o que torna a cidade muito quente pela manhã e muito fria pela noite, além de muito séria também. Chega a dar a impressão de que podemos ser presos a qualquer momento, o que não é verdade; os políticos vivem por lá, fazem o que bem entendem e nada disso acontece. Resumindo, Brasília é uma cidade criada cuidadosamente para ser perfeitamente medíocre – parece que aquilo foi feito para não ser habitado por gente e sim por robôs; dá raiva tanta perfeição e falta aquele toque simples. Olhando para Brasília, lembramos uma cidade de Lego.

Dentro desse cenário um tanto quanto ‘certinho’ aconteceu o 30º ENEPE [Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia], realizado na UnB. Esse encontro tem como objetivo a discussão e o debate de temas relacionados à educação e à sociedade, porém não é só isso.

Um encontro de estudantes sempre envolve um universo à parte por trás de tudo. Nele, abre-se espaço para os reais interesses dos jovens envolvidos no evento, e essa é a grande ironia da história: Brasília, um lugar feito para ser ‘correto’ nos seus mínimos detalhes, ganha um ar de explosão de uma hora para outra.

Vida da biblioteca

quarta-feira, 14 de julho de 2010

por Joaquim Tavares

Hoje, no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, às 11 horas da manhã, houve a apresentação de uma pesquisa sobre a Biblioteca Central Professor Cial Brito. Realizada pelos jovens da Escola de Pesquisadores de Nova Iguaçu, tinha como objetivo observar e analisar o dia-a-dia do lugar.

“Essa pesquisa serviu para fazermos um monitoramento do funcionamento da biblioteca. Fizemos um estudo piloto sobre a ‘vida’ dessa biblioteca, que é um referencial aqui em Nova Iguaçu", conta a antropóloga paulista Marcella Camargo, coordenadora do projeto.

Copa do Mundo portátil

quinta-feira, 8 de julho de 2010

por Joaquim Tavares

"Depois que você começa não quer parar mais, é viciante!’, diz Antonio Carlos Pimenta, de 24 anos, colecionador do álbum de figurinhas da Copa do Mundo 2010.

Esse é o sentimento evidenciado em todos que são adeptos desse ‘vício’. Ninguém se contenta só com um pacotinho de figurinhas e, enquanto o álbum está incompleto, a visita ao jornaleiro é quase como um ritual diário.

Todo o ano de Copa do Mundo é lançado um álbum com figurinhas das seleções e dos jogadores que estarão participando do evento em si. E, não tem jeito, já virou tradição para muitos.

O interessante do álbum é que ele não é somente destinado aos de menos idades; o que mais se vê por aí é muito barbudo comprando figurinha e correndo atrás de algum outro amigo que também tenha o álbum para trocar as repetidas. Isso gera uma grande interação e é como uma espécie de tarefa diária – ‘Hoje eu tenho que ir à faculdade, passar no banco e, depois, comprar as figurinhas da Copa. 

Made in Nova Iguaçu

segunda-feira, 28 de junho de 2010

por Joaquim Tavares

“Meu pai jogava bola também, foi assim que comecei a me interessar e a me aproximar do esporte.” Esse foi o pontapé inicial no mundo do futebol do jogador profissional Mario Sergio Moreira Freitas. Talvez você não o conheça, o que não seria muito difícil, já que Mario Sergio nunca jogou em um time profissional do Rio de Janeiro. Mas não se engane, o jogador já possui uma carreira de dar inveja.

Mario Sergio tem 24 anos, é natural de Corumbá, pequeno bairro de Nova Iguaçu. Morou também por muito tempo na Califórnia, ainda no mesmo município. Passou toda a sua vida na Baixada Fluminense. Estudou no colégio Olavo Bilac e lá concluiu o Ensino Médio. Serviu o Exército durante 3 anos, fazendo parte do time de futebol interno. Ao se desligar das Forças Armadas, entrou na faculdade de Educação Física, mas ficou só no início mesmo; trancou a matrícula ainda no primeiro semestre. Motivo: uma oportunidade incomum.

Campeões do mundo

segunda-feira, 14 de junho de 2010

por Joaquim Tavares

Começou! Está aberta a temporada de emoções em todo o mundo. Todos os seis continentes fazem parte dessa grande festa, o que só tem a abrilhantar o espetáculo. As lentes se voltam para um único foco: a Copa do Mundo FIFA.

Nascida em 1930, a Copa do Mundo é um evento único, não comparado a nenhum outro. Ainda que as Olimpíadas tenham grande repercussão mundial, o brilho da Copa não é ofuscado por nada. Leva-se em consideração, ainda, que a Copa do Mundo é baseada em cima da prática de um único esporte, o futebol, enquanto nas Olimpíadas atualmente são disputadas mais de 30 modalidades esportivas.

Mercado único

segunda-feira, 31 de maio de 2010

por Joaquim Tavares


‘Olha o amendoim!’, ‘Alô bala!’, ‘3 por R$ 1’,’É água que mata a sede!’, ‘Bananada é 10!’, ‘Olha o picolé!’. Essas e muitas outras frases são ouvidas aos montes dentro dos trens. Desde Japeri à Central é um festival de anúncios, quase que sincronizados e ensaiados, se tornando uma sinfonia.

São poucos os que moram no Rio, principalmente na Baixada, e não andaram de trem pelo menos uma vez na vida. E são menos ainda os que já andaram e nunca compraram nada de nenhum camelô que parece passear entre os vagões, como se estivesse andando num corredor bem ladrilhado.

 
 
 
 
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