Produzindo sonhos
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Estranhos na selva
por Dannis Heringer e Dandara Guerra
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Rock in Nova Iguaçu
Não, o nome da produtora não está errado. "Se escreve no singular, para ter a definição de monstro, é um coletivo onde todos têm a mesma cabeça." conta Yuri Chamusca, agitador cultural do grupo. A Seis Cabeça produções é um grupo de produtores culturais que teve início no ano de 2007, em Nova Iguaçu, quando Chamusca trabalhava no Espaço Cultural com Thaís Santos, Leonardo Bazílio e Marcelo Farias. A proposta inicial era fazer um show da banda do Farias, no decorrer da produção, eis que surge a grande idéia: A de fazer um Festival. Já que fazer um show o grupo teria muitos gastos. Mesmo com tantas dificuldades para lançar um Festival na cidade, o grupo se uniu e levou o projeto adiante.
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A deconstrução da conselheira
por Dannis Heringer
“A eleição da Mayara Freire é uma consolidação do trabalho que estamos fazendo há três anos, todo ele feito no sentido de empoderar a juventude”, disse o escritor e jornalista Julio Ludemir, coordenador do projeto Jovem Repórter. Foi desse projeto que a jornalista e estilista Mayara Freire, uma moradora de Cabuçu de 23 anos, saiu para se tornar uma das cinco representantes da cultura no Conselho Municipal de Cultura de Nova Iguaçu.
A jornalista e estilista tem uma opinião semelhante à de seu ex-chefe. “Acho que minha eleição foi histórica”, afirma ela, que depois de se formar no ano passado está fazendo um curso técnico de computação gráfica. “Ver a juventude tendo voz me devolveu a minha crença na democracia”, diz ela, que nunca se viu como uma ativista cultural, mas sempre discutiu com seus amigos de geração, figuras obrigatórias nos eventos promovidos no Espaço de Cultura Sylvio Monteiro, principalmente as badaladas exibições do Cine-clube Buraco do Getúlio.
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Afago tipo exportação
por Dannis Heringer e Larissa Leotério
O cenário musical da Baixada Fluminense não para mesmo de despertar o interesse dos mais diversos artistas do Rio de Janeiro. Exemplo disso é a banda carioca Tipo Uísque, que com apenas dois anos de existência conseguiu ter uma de suas faixas incluídas na trilha sonora da "Malhação". Mesmo com a publicidade trazida por meio do seriado teen, a banda não desvia o foco de se apresentar na Baixada Fluminense.
Apesar de não ter integrantes no local e nem muitos vínculos, eventos como a bienal "Espaço do Rock", que deverá acontecer em julho, chamam a atenção dos produtores e artistas cariocas. A banda, formada por Pin Böner, Aline Lessa, Larissa Conforto, Joana Cid, Gabriel Salazar e Gabriel Ventura, está negociando sua participação no "Espaço do Rock" com os produtores do evento.
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O underground nunca vai morrer
por Dannis Heringer
Um dos maiores fenômenos da cena underground, a formação do Medulla teve como epicentro o estúdio que o Dudu tinha na Tijuca, também frequentado pelo baixista Rodrigo DaSilva, que na época tocava em uma banda de bossa e trabalhava com produção cultural. O guitarrista Alan Lopez estava sempre presente nos ensaios e na corrida da banda antes mesmo do primeiro CD lançado pela Sony/BMG. Já o baterista Daniel Martins tinha feito parte de uma banda quando os gêmeos eram pivetes.
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Calçadão alternativo
por Dannis Heringer, Larissa Leotério e Leandro Oliveira
Como de costume, segunda-feira foi o dia de decidir as pautas e, esta semana, o assunto é o Calçadão de Nova Iguaçu. Alguns Jovens Repórteres já haviam passado por lá no mesmo dia, mas, ao voltarmos juntos, encontramos alguns personagens que passavam, geralmente, despercebidos, bem como algumas cenas e até mesmo reclamações constantes. Dividimos o trabalho e, animados, partimos para a luta.
Procurando por lojas da cena underground, chegamos à Alternative Mind. Uma loja pequena em uma galeria, porém com quantidade significativa de CDs para qualquer gosto, desde os mais famosos, como por exemplo Nirvana, até aqueles não tão procurados.
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Tribos delirantes
por Dannis Heringer
A artista multimídia Amanda Nevark, 21 anos, conheceu a Geração Delírio através do amigo Emerson de Souza, o Tchatcho, um dos principais organizadores dos eventos na Lapa que deram fama a esses jovens artistas da Baixada. São muitas as noitadas que marcaram a sua vida, mas nenhuma delas supera a roda punk formada no cabaré Beijoca na qual ela estava cantando alucinadamente uma música da Colômbia Coffee. “Me empurraram e eu caí de joelhos em cima do palco”, conta Nevark, cuja banda predileta, no entanto, é a Sofiapop, principalmente quando canta “Linda e Atormentada”.
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Família delírio
Mais uma vez, publiquei uma matéria sobre a Geração Delírio, dessa vez sobre seu início. E mais uma vez o blog bombou, recebendo uma chuva de comentários. Resolvi então conversar com essa rapaziada, com a qual me identifico. O primeiro deles foi Vinicius Farias, um ex-funcionário público de 21 anos que ouviu falar desse movimento cultural-existencial por intermédio do Paulinho da Sofiapop. Descobriu depois que a Geração Delírio é a mãe de todas as tribos da Baixada e que tinha muitos amigos que se identificavam com esse movimento.
culturani Como você conheceu a Geração Delírio?
Vinicius Farias – Para ser honesto, eu conheci vários “membros” da Geração Delírio ao longo das minhas voltas pelo Rio de Janeiro, porém muito mais na Baixada, Nova Iguaçu e Lapa. Mas a primeira vez que ouvi o termo Geração Delírio foi um tanto surreal. Certo dia, numa roda de conversa, o Paulinho da Sofiapop disse para um amigo: “Esse aqui é o Night, muvucador da Geração Delírio pela Baixada.” E depois fui descobrindo que muitos amigos meus eram da Geração.
culturani Qual a banda que você mais se identifica?
Vinicius Farias Acho que a Sofiapop, tanto pela amizade quanto pelo fato de que me identifico muito com as letras das músicas. Mas acho que todas as bandas são excelentes e curti muito todos os shows que fui.
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Tribo urbana
por Dannis Heringer
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A penteadeira dos móveis coloniais
"O mais bacana da entrada das pessoas no espaço antes do show começar, era simplesmente ver a banda ensaiando e logo após o público trocando uma ideia com o Móveis Coloniais de Acaju. Essas coisas não são vistas hoje."diz leleco da Rádio B.Fluminense/Studio B.
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A fervura não pode parar!
por Dannis Heringer
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Certo até no Iraque
por Dannis Heringer
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A Saudade é um Filme Sem Fim
por Dannis Heringer
Quando o Diretor Rafael Almeida foi chamado para o IGUACINE ficou surpreso e bastante feliz, "Não conhecia o Rio de Janeiro, e cai diretamente na Baixada Fluminense, tô adorando, uma experiência formidável". Após seu curta monstrado na amostra competitiva, Rafael de Almeida, conta um pouco como foi sua expectativa sobre seu filme.
O curta conta sobre experiências que ele teve, sendo que de uma forma indireta, não usando de quaisquer forma imagens, videos, que sejam dele ou de sua familia "Na verdade é um curta experimental, conto histórias de outras familias focando em outras experiências que já tive". conta Rafael. As imagens exibidas no curta são de arquivo e de origem desconhecida.
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Um chileno bom de filme
por Dannis Heringer
"Eu não queria sair do Chile porém, fui preso e era casado com uma brasileira, consequentemente tive que sair": Após essa frase, Jorge Durán deu uma entrevista exclusiva sobre sua vida. Seus textos não sofrem nenhum tipo de influência sobre o que ele passou na Ditadura Militar. "Na verdade meus textos falam sobre amor, companheirismo, familia e amizade".Quando ele chegou aqui ficou três meses sem trabalho, logo após conseguir um foi para a Bahia, onde conheceu o diretor Hector Babenco. O mesmo é Argentino radicado também no Brasil. "Foi mais fácil com ele, pois ele falava a minha língua" afirma o roteirista. Durán afirma que foi muito complicado no inicio em relação a escrever os roteiros, no inicio ele comprou um dicionário e fazia os textos e logo após pedia para alguém revisar, o que acontece até hoje. "Não gosto muito de falar sobre isso, foi uma época dificil da minha vida", disse-me Durán.
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Boas-vindas
por Dannis Heringer, Marcelle Abreu e Mayara Freire
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Vale tudo
Depois da grande revolução feminina, com a inovadora estilista Coco Chanel, que nos anos 20 introduziu peças masculinas ao vestuário das mulheres de todo o mundo, as ultimas tendências de moda estão mais democráticas do que nunca. Homens têm mais opções em variar seu guarda-roupa, enquanto as mulheres continuam com uma diversidade de possibilidades. Os estilos estão cada vez mais próximos. Ambos os sexos têm a possibilidade de dividir coletes de alfaiataria, calças, camisetas, lenços, chapéus e mais uma infinidade de peças. Nas grandes revistas de moda, os editoriais andróginos estão em alta. Já nas passarelas, grifes masculinas apostam em novidades como estampas e modelagens diferentes, que julgam perder um pouco a masculinidade conhecida até o século XX.
Para os consumidores que gostam de arriscar, as modelagens masculinas estão mais justas, enquanto as das mulheres estão mais largas. As famosas calças boyfriends, termo usado para brincar que a moça está usando a calça do namorado, já é uma grande referência de moda e, depois de serem adotadas pelas estrelas do mundo, já chegou às lojas de departamento. Camisas largas, blâzeres e chapéus panamá, até mesmo os sapatos, que começaram pelo modelo Oxford, são as influências mais fortes do mundo masculino para as mulheres.
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Arejando a cabeça
por Dannis Heringer
A reunião sobre o PADEC estava ótima, mas a vontade de fumar não respeita nem mesmo discussão com autoridade. Apesar do constrangimento, peguei minha bolsa e saí de fininho. Só me senti um pouco à vontade quando cheguei ao “fumódromo”, que naquela noite funcionou a pleno vapor naquela chuvosa noite de quarta-feira no corredor que dá acesso ao teatro do Espaço Cultura Sylvio Monteiro.
Uma das pessoas que encontrei lá foi a própria diretora do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, a atriz Silvia Regina. Uma das principais responsáveis pela superlotação do evento, ela estava ali conciliando vício e trabalho, pois entre uma baforada e outra aparecia uma pessoa para tirar dúvidas sobre o debate que estava havendo sobre o teatro. “Nem sempre todos conseguem tirar suas dúvidas dentro do estabelecimento”, disse-me ela.
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