por Lucas Lima
Em seus quatro anos de existência, a Escola Livre de Cinema, situada no bairro de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, não formou apenas alunos capacitados para fazer audiovisual, mas também uma nova forma de as pessoas verem o mundo e terem uma nova percepção de território e centralidade. Além disso, o projeto deu uma alta visibilidade para o município.
Segundo Anderson Barnabé, coordenador artístico, Nova Iguaçu só atraía a atenção da mídia pelo sua miséria e pela sua pobreza. "Quando começa a surgir pessoas fazendo audiovisual, esse audiovisual interagindo e dando espaço a outras linguagens, começamos a ter muita visibilidade. Hoje temos que marcar hora com cineastas e pessoas que desenvolvem projetos sociais até de outros países. As pessoas passam por aqui para saber como existe uma escola de cinema na periferia da Baixada que produz além de cinema em si, pensamentos".
Escola modelo
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A batalha dos esquetes
por Lucas Lima
“Manifestar e incentivar a realização de trabalhos cênicos, incentivar a formação de grupos de teatro, capazes de gerar crescimento social, autoestima da comunidade, qualidade de vida, cidadania e fortalecimento da identidade cultural”. Este é o ambicioso objetivo do 6º Circuito Mix de Esquetes, que nos próximos dias 13, 14, 15 e 20, 21 e 22 de maio de 2011 tomará de assalto os palcos do Sesc de Nova Iguaçu e do Espaço Cultural Sylvio Monteiro.
Qualquer grupo ou companhia teatral do país pode participar, sem limite para o número de esquetes inscritas. As inscrições podem ser feitas até o dia 26 desse mês pelo site http://projetofama.arteblog.com.br/. Além de grande visibilidade, os grupos vencedores receberão premiações em dinheiro. O primeiro lugar leva R$ 1.400, 00 para casa.
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Street boys
por Lucas Lima
Na maioria das vezes por necessidade, pessoas se submetem a trabalhar em lugares e em condições que não gostariam, para obter uma renda financeira. É o caso dos divulgadores externos, conhecidos também como promotores, assistentes comerciais ou streets.
Esses trabalhadores têm a tarefa de levar público para as empresas que representam. Na maioria das vezes com muitas dificuldades. “Trabalho na rua há um ano e seis meses e além de me cansar muito, trabalho debaixo de chuva, de sol", conta Mariana de Almeida Carneiro, uma promotora de uma firma de empréstimo no centro de Nova Iguaçu de 25 anos. Sua missão é convencer clientes a entrarem na loja da empresa com a qual tem contrato. Não é fácil.
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Uma tarde de resgate
por Lucas Lima
A tarde do dia de comemoração do aniversário de Nova Iguaçu aconteceu na casa de cultura Sylvio Monteiro, no centro da cidade, na tarde do ultimo sábado. A prefeita Sheila Gama esteve presente junto a um grupo de pessoas suficiente para lotar o teatro do local.
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Troféu emoção
por Lucas Lima
A cidade de Nova Iguaçu comemora nesse sábado, dia 15, os seus 178 anos. Houve e ainda acontecerão durante todo o dia, eventos para comemorar a data. O pontapé inicial aconteceu na Igreja de Santo Antônio da Prata, no bairro da Prata, onde foi realizada uma missa celebrada pelo bispo Dom Luciano Bergamin.
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Um bom vício
por Lucas Lima
Atingir esse status físico requer um preparo, que pode ser feito em uma das academias que tem se espalhado com grande velocidade por toda Baixada Fluminense. Esse preparo muitas vezes não é feito com a devida programação e acaba por ser realizado de maneira indevida, o que acaba sendo sinônimo de problema.
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O bom e velho Orkut
Texto por Por Lucas Lima
Arte por Lucas Pinheiro
O Facebook recebeu na última semana um aporte de US$ 500 milhões, o que aumentou seu valor de mercado para US$ 50 bilhões. Isso só mostra o quanto o ritmo de crescimento deste site, que hoje tem 600 milhões de usuários, o que corresponde à população de Brasil e Estados Unidos juntos.
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Buraco semanal
por Lucas Lima
Acontece desde julho de 2006 o Cineclube Buraco do Getúlio, na cidade de Nova Iguaçu. Já houve 49 exibições realizadas até esse mês de dezembro. As sessões que agora serão semanais aconteciam sempre no primeiro sábado de cada mês, trazendo curtas-metragens sempre com um tema diferenciado, além de intervenções que envolvem música, teatro, etc.
O grupo responsável pelo cineclube foi contemplado esse ano com um dos editais do Cine Mais Cultura, projeto do Ministério da Cultura que disponibiliza equipamentos audiovisuais de projeção digital. Em contrapartida, as sessões devem ser semanais, com dia, horário e local fixos.
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Hora de discutir a cidade
por Lucas Lima
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Uma nova noção de centralidade
por Lucas Lima
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O homem do papa
por Lucas Lima
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Teia Cinematográfica
por Lucas Lima
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Hip Hop de improviso
por Nany Rabello e Lucas Lima
Com atraso e super esperada, a primeira oficina da Teia da Baixada 2010 começou na manhã da última quinta-feira, dia 9. Ainda com um público bem acanhado, o oficineiro e rapper Peter MC abordou na oficina de Rap e Hip-Hop temas sobre a cultura Hip-Hop, além de mostrar na prática um pouco de dança e música da mesma. Um oficina descontraida, onde break dance e até um rap improvisado sobre a Teia tiveram seu espaço garantido.
Um oficineiro jovem, bem animado e bem ocupado, Peter MC conseguiu destaque para sua carreira em um festival no Enraizados, que o indicou pro CISANE, onde está a pouco tempo, mas já faz diferença.“Sou artista e ativista. Sou agente cultural pelo Pro-Jovem, onde aplico oficinas de rap pra jovens de 15 a 17 anos pela ong CISANE. Sou militante do movimento Enraizados, que é uma organização da Baixada que trabalha dentro dessa cultura hip hop. Sou colunista do portal do Enraizados, colaborador do jornal dele. Dou palestras, debates, shows, etc.", conta.
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Plateia pequena, mas tocada
por Lucas Lima
A tarde do primeiro dia da Semana da Cidadania LGBT segue no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro com a exibição simultÂnea dos filmes “Uma família bem diferente” e “Todas as cores do amor”. Com um público ainda bastante reduzido, os filmes emocionaram a plateia.
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Mentes impermeáveis
por Lucas Lima
Mesa de café da manhã montada, filme rolando e uma pessoa no teatro do Sylvio Monteiro, sim, uma pessoa. Esse foi o cenário da manhã do 1º dia da semana da cidadania LGBT. Além dos membros do grupo 28 de junho, organizador do evento, apenas uma pessoa estava presente na exibição do filme “Garota Interrompida”.
“Se tivesse música alta e bebida o espaço tinha lotado às 9h da manhã”, contou com pesar o diretor cultural do grupo, Paullo Vieira. “Não consigo entender essas mentes impermeabilizadas que as pessoas têm, que não deixam entrar nada de bom e produtivo”.
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Formadores de opinião
por Lucas Lima
Aconteceu no ultimo domingo, dia 29, a 7º Parada do orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) do município de Nova Iguaçu. O evento reuniu cerca de 75 mil pessoas e seis trios elétricos na Via Light, centro da cidade. O evento serviu como abertura da 1º Semana da Cidadania LGBT.
“É um evento importante para a cidade, não só para o público LGBT, mas para a população como um todo. Produzimos a semana como forma de conscientização e espaço de integração da sociedade”, declarou Paullo Vieira, 31 anos, diretor cultural do grupo 28 de junho. “Fizemos alta divulgação da semana na parada para poder alcançar um público maior. Focamos também em um público de estudantes do curso normal, pois elas são multiplicadoras e formadoras de opinião”.
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Poema audiovisual
por Lucas Lima
“Eu sempre quis fazer uma poesia para minha avó, mas nunca tive dom para ser poetisa. Sou completamente apaixonada por ela, que me criou junto com o meu pai”, disse a cineasta, de apenas 17 anos. Numa noite do último mês de julho, durante suas férias, Thayná começou a escrever. “Quando vi já era uma prosa. No dia seguinte fui pra casa dela, levei um tripé, uma câmera digital, nada muito profissional. Montei e começei a filmar minha vó cozinhando, alimentando os pássaros, etc.", conta.
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Um blog para sensibilizar
por Lucas Lima
Registrar, tornar pública a memória e reconhecer a profissão de crecheira. Esses são os objetivos principais de um grupo de mulheres do municipio de Nova Iguaçu, que trabalham em diferentes creches da cidade há pelo menos 20 anos. O primeiro passo nessa direção foi a reunião que promoveram na manhã da quinta-feira 19 de agosto, na Prefeitura Municipal. Essas histórias e lembranças serão narradas e publicadas em um blog sob a responsabilidade dos jovens repórteres da SEMCTUR.
Como o próprio movimento das crecheiras, a ideia de reuni-las surgiu de Deia da Cruz Moreira. "Contando as nossas experiências, nossas conquistas e nossos sofrimentos, podemos sensibilizar muito mais gente", contou essa senhora de 62 anos, que na virada da década de 1980 para 1990 tocou o maior terror na cidade para fazer com que as autoridades assumissem as creches criadas pelo movimento de moradores em seus respectivos bairros. A última façanha de Dona Deia, que deixou de ser crecheira por questões econômicas, procurou a prefeita Sheila Gama, que conhece desde a época em que ela era secretária de Promoção Social do seu marido, para apresentar a proposta. "Ela me recebeu com muito carinho e pediu para que procurasse o secretário de Cultura".
Uma das histórias que Dona Deia pretende registrar para as próximas gerações é a manhã em que duas crianças esfomeadas bateram em sua porta logo depois de voltar da lua-de-mel em Mangaratiba. "Coloquei as duas pra dentro, dei banho e comida", lembra ela. Na hora do almoço, as duas crianças voltaram acompanhadas de uma coleguinha e na janta já havia seis delas instaladas na sua copa. O marido só percebeu que a casa estava sendo frequentada diariamente por 30 crianças quando a comida comprada para um mês inteiro terminou na primeira semana. "Meu marido começou a reclamar, pois a comida do mês acabava em menos de uma semana".
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Palco anárquico
por Letícia da Rocha e Lucas Lima
Atores, músicos, poetas, artistas, palhaços e até alguns aparentemente loucos. Esse foi o público presente na quarta edição do Putz Grila, encontro com objetivo de fornecer espaço e visibilidade para os artistas da Baixada Fluminense. "É um encontro para as pessoas mostrarem o que têm vontade, o dom que possuem. O lugar é livre para apresentações, expressões e intervenções culturais", disse Deco, um dos organizadores do evento, 33 anos. Não foi diferente na última quinta, dia 12.
Os organizadores criaram o Putz Grila para unir os grupos culturais que sofrem com o problema da apresentação e distribuição do seu produto . "Não temos onde expor nosso trabalho e/ou o trabalho de outras pessoas da Baixada, lugar onde não acontece nada de artístico regularmente, e quando acontece é uma eventual obra do acaso", contou o ator Humberto Assumpção, que foi o DJ da festa.
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A extravagância das passarelas
por Lucas Lima
Sempre muito esperados, admirados, comentados e com grande repercussão - assim são os desfiles e as semanas de moda de todo o mundo. Uns superextravagantes, outros mais simples e discretos, uns de outono-inverno, outros de primavera-verão, o fato é que são sempre grandes referências para as estações que seguirão. Muitos já têm particularidades próprias da grife ou do estilista conhecidas do grande público admirador do mundo da moda.
“Gosto de assistir desfile de moda, mas me divirto muitas vezes com as roupas que as modelos usam, são muitas super exageradas e nunca devem ser usadas nas ruas”, afirma a estudante Renata Gomes, 27 anos. Esse é um ponto comum e gritante em todos os desfiles, independentemente da particularidade de cada um. Essa opinião é comum para a maioria das pessoas que acompanha esses eventos.
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