por Hosana Souza
A primavera chegou e praticamente nada mudou. Mas, sendo está a estação das flores e das paixões, eu trago três palavras – e uma história apaixonada - para você, caro leitor do Cultura NI. Ônibus, determinação e alegria. Aparentemente essas palavras não têm nenhuma relação; entretanto, elas podem definir com perfeição a história da professora Christiane Ferreira e seus alunos da Escola Municipal Odir de Araújo. Agora, vamos por partes.
Na última terça-feira, tinha marcada uma consulta com o dermatologista; como sempre atrasada, entrei no primeiro ônibus que apareceu – mesmo sendo aquele um que me deixaria muito longe do local desejado. Como que por destino, percebi naquele Salutran Nova Iguaçu – Austin várias crianças da rede municipal de ensino, com seu característico uniforme azul, espalhadas em trio pelos bancos. Fui, então, acometida por um misto de curiosidade de Jovem Repórter e paixão por crianças típica de Normalista. Após uma breve observação, cheguei perto daquela que julguei ser a responsável pelo grupo; uma mulher alta, de sorriso largo, com óculos de aro fino, uma roupa roxa e uma criança no colo.
Teatro cívico
Marcadores: Bairro-Escola, Hosana Souza
Boquinha de urna
por Albert Azenha e Raphael Ruvenal
Foi com esse tema que fomos para a rua tentar entender melhor como funciona o cotidiano das pessoas que trabalham em campanhas eleitorais.
É grande a quantidade de funções nesse período. Nessa abordagem encontramos desde coordenadores de campanha a plaqueiros e panfleteiros, mas o nosso foco era conhecer aqueles que passam sua maior parte do dia em praças públicas, em lugares de muito fluxo, entregando papeis e divulgando os seus candidatos.
Marcadores: Albert Azenha, Baixada, Raphael Ruvenal
Reencontro através do funk
por Renato Acácio
Santo de casa não faz milagre. Os percursos que o samba, a capoeira e o cinema novo trilharam para adquirir status de cultura nacional, digna de reconhecimento enquanto identidade, atenção e de expressão valiosa, tiveram de procurar reconhecimento no exterior, para só então obter um merecido valor de uma faceta da cultura brasileira. Não tem sido diferente com o movimento Funk Carioca. Acusado pela mídia de incitar a violência desde a década de 1990 e pela classe média de música pornográfica e desprezível no início dos anos 2000, o movimento Funk Carioca vem caindo no gosto internacional e promete virar o jogo assim como o Samba, outrora repudiado e nos dias de hoje aclamado pelas mesmos elitistas que o repudiaram, um dia o fez.
Um dos responsáveis e pioneiros em apresentar a cultura do Baile Funk Carioca para públicos internacionais atendem pelo nome de Bruno Verner e Eliete Mejorado. Juntos eles formam o TETINE, um projeto artístico que vai além da música, passando pelo audiovisual, a performance, a instalação e a poesia. Há 15 anos na pista, dos quais 10 produzindo na Inglaterra, o TETINE surgiu quando Bruno Verner, músico ligado à cena punk underground brasileira, foi fazer a trilha para uma performance em que Eliete Mejorado, atriz e artista visual, participava em 1995 em São Paulo. A partir daí a dupla não se separou mais e de lá pra cá lançaram 10 álbuns e se engajaram em dezenas de projetos artísticos das mais variadas plataformas, dentre os quais uma parceria com a artista visual francesa Sophie Calle e um programa de rádio em Londres, onde semanalmente apresentavam os novos sons vindos do Brasil.
Marcadores: Mainstream, Renato Acácio
Morro limpeza
por Jéssica de Oliveira
No dia 15 de setembro, as comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira, no Leme, realizaram um mutirão para a retirada do lixo acumulado em diversos pontos dos morros. A ação foi organizada pelas associações de moradores das duas comunidades em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o CDI, a Comlurb, o Corpo de Bombeiros, Polícia Cívil e Militar, agentes de saúde, a ONG Cisane de Nova Era e a Escola Tia Percília, localizada no Babilônia. Os moradores das comunidades que há um ano receberam a Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, também participaram do mutirão.
Marcadores: Jéssica de Oliveira, Trocando Tiros
Os campeões da web
Quando provedores de hospedagem de páginas começaram a disponibilizar esse serviço para usuários da internet, surgiram os famigerados blogs. Logo, milhões de pessoas conectadas a esta rede começaram a usufruir como bem entenderam essa nova experimentação. Surgiram blogs em forma de diário, outros de crônicas, tirinhas de cartoons e por aí vai. Cada um fez o que bem entendeu com o seu. Mas, como tudo tende a evoluir, a “era blog” –mesmo bastante atual e amplamente usada – acabou produzindo uma vertente em que o método da fala é mais aprazível e de fácil assimilação: são os VLOGS.
Está bem, vamos levar em consideração que você passou o último ano de férias no Acre e não faz ideia do que estou falando. Tenha paciência. Eu explico. Enquanto no blog se tem a escrita como ferramenta de comunicação e transmissão do conteúdo, no vlog a coisa muda um pouco de figura, já que esta comunicação é feita por meio do vídeo. Ou seja, na essência, só muda a apropriação da ferramenta. Uma é a escrita; a outra, a fala.
Nesse ínterem surgiram canais no site YouTube , onde os vloggers postam de forma aleatória sobre temas diversos. Cada um com sua própria característica. Alguns assumem uma roupagem de personagem . Como no caso do ator Felipe Neto, que já ultrapassou os 10 milhões de exibições no YouTube. No seu canal “Não Faz Sentido”, com um pequeno estúdio montado em sua casa no Méier, Felipe aborda assuntos do cotidiano e cultura pop num tom de comédia. O que já se mostrou bastante eficiente.
![]() |
Felipe Neto gravando para o seu canal "Não faz Sentido". |
Toda essa fama no cyberespaço acabou vazando para o “mundo na real”. Tanto o carioca quanto o paulista conseguiram mais do que angariar “views” para seus respectivos canais. Eles conseguiram trabalhos nos meios audiovisuais ou, no caso do ator Felipe Neto, conseguiu uma vaga na Agência de Atores DNA. Já o paulistano possui um quadro na MTV.
![]() |
Lola - Buldog Francês do PC Siqueira. |
Siqueira e Neto se aproveitam de sua popularidade para anunciar produtos durante as filmagens - exatamente como em um programa de TV. PC já conseguiu até mesmo uma Buldog Francês, chamada Lola, que é o grande charme do seu canal. Em todos os vídeos em que dá o ar de sua graça, suas aparições são memoráveis.
Ambos foram indicados ao prêmio Webstar da MTV, que terá premiação hoje, às 22h. Portanto, não deixe de assistir aos canais desses dois vloggers de grande talento e que mostram como ninguém como a internet pode ser usada a seu favor.
Marcadores: Mainstream, Wanderson Duke
Sonho de brilhar
por Marcelle Abreu e Yasmin Thayná
O grande encontro de pontinhos de cultura da Baixada Fluminense, criou oportunidades para todos os tipos de públicos. Prova disso é o Conexão Modelos de Nova Iguaçu que estreou alguns jovens na passarela pela primeira vez.
Marcadores: Baixada, Marcelle Abreu, Moda, Yasmin Thayná
Cinema brasileiro é o sucesso da vez
por Robert Tavares
Marcadores: Robert Tavares
Reinvidicações por escrito
por Hosana Souza
E a primeira a se manifestar, sem medo ou papas na língua foi Arlene de Katendê, do Afoxé Maxambomba: “Estou quase desistindo”, disse ela, “São reuniões atrás de reuniões que nunca resolvem nada; a verba pública é algo que está aqui em nossas mãos, mas não podemos usar nem para pagar um contador”, explica Arlene, revoltada com toda a burocracia que circunda a vida dos pontinhos de cultura.
Os Pontinhos, acalorados, concordavam com Arlene ao som de aplausos e alguns assobios. O sistema de prestação de contas sempre foi a maior reclamação dos agentes culturais, que argumentam sobre a inflexibilidade do sistema. Atualmente, só em Nova Iguaçu, 95% dos Pontos de Cultura têm problemas com a prestação de contas, o que gera malefícios para todos os lados: as ONGS ficam “com o nome sujo” e a União fica com dividas inexplicáveis – o que não é grande novidade.
Marcadores: Hosana Souza, Teia Baixada
Circo na Teia
por Vinicius Tomas, Luis Gabriel e Luciana Moreira
Marcadores: Luciana Moreira, Luiz Gabriel, Vinícius Tomas
Teia Cinematográfica
por Lucas Lima
Marcadores: Lucas Lima, Teia Baixada
Histórias de fora para dentro
por Tony Prado
Há aqueles que dizem que a inspiração é um reflexo da alma e a literatura é a expressão da própria inspiração codificada em palavras, porém, segundo Faustini, a inspiração e a criação literária têm um sentido transitório um tanto diferente.
A 1ª Teia Cultural da Baixada Fluminense foi palco para diversas atrações e oficinas, entre elas a Oficina Literária – Como criar seu livro, ministrada por Marco Faustini, ex-secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu, com uma palestra magnífica sobre a importância de se conhecer e conhecer a própria história para se fazer uma história. Na oficina participavam, em maior peso, professores de língua portuguesa, pedagogos e outras pessoas da área educacional. Havia duas alunas de uma escola visitante do evento, mas ficou muito claro o desinteresse das pessoas por assuntos literários. Porém nada disso foi transtorno para que desanimasse o público da oficina literária. Pelo contrário, o clima era de descontração e até de intimidade entre os participantes.
Marcadores: Bairro-Escola, Tony Prado
Teatro bento
por Jéssica de Oliveira
A figura que se arrastava pela chão, clamava por um tesouro. Era coberta de lixo e fazia com que as pessoas se aproximassem, com os olhos bem abertos e com os ouvidos atentos, abrindo um generoso espaço para seus longos movimentos. "Água benta, água barrenta. Água lenta com sabor de menta", eram palavras que faziam parte de sua poesia.
O tesouro é a água, da qual ela mesma, figura da imundície, poluiu. Trazia consigo uma garrafa de vinho, presa numa meia-calça arrastão. Era a rede do pescador, que agarrava o lixo, ao invés do peixe.
Marcadores: Bairro-Escola, Jéssica de Oliveira
Cordas mágicas
por Fernando Fonseca
Ioiô - (Definição): “É um dos brinquedos mais antigos que existe. É constituído de dois discos, geralmente de plástico, mas podendo ser também de madeira ou metal, unidos no centro por um eixo no qual se prende uma corda. Deixando-se cair o ioiô, de certo modo ele sobe com o impulso, e a corda se enrola; deverá outra vez cair e subir, sucessivamente, até que termine o impulso inicial. (Origem): O ioiô, tal como conhecemos atualmente, surgiu nas Filipinas, onde é um brinquedo muito popular entre as crianças. A palavra "ioiô" vem do filipino, e quer dizer "volte aqui"."
Toda infância tem suas marcas. Sobre o mirabolante e fantástico universo dos meninos, observamos diferentes modos e maneiras de diversão. Exercícios nostálgicos onde os que o vivem jogam bola ou soltam pipa, brincam de carrinhos ou de vídeogame, jogam peão ou brincam de pique. A moda vai, a moda volta. E nesse meio cíclico o que voltou com força foi o ioiô.
Marcadores: Baixada, Fernando Fonseca
A gente quer sempre mais

O Grupo Sócio-Cultural Código de Japeri marcou presença no último dia da Teia Cultural e deixou o público extasiado com a apresentação do espetáculo Sete Cabeças.
Marcadores: Marcelle Abreu, Teia Baixada
Uma prova de superação
por Marcelle Abreu
Marcadores: Baixada, Marcelle Abreu
O enxoval
por Robert Tavares
Marcadores: Mainstream, Robert Tavares
De criança para criança
por Jefferson Loyola/ fotos retiradas do orkut da ONG
![]() |
Estreia do espetáculo feiurinha em agosto de 2009 |
Marcadores: Jefferson Loyola, Teia Baixada
Foto agulha
por Josy Antunes
Marcadores: Josy Antunes, Teia Baixada
Combustível do suingue
por Vinícius Tomás
O som do chocalho anunciava o começo do espetáculo ‘Gás Como Combustível de Luta’ do BAC, Balé Afro Contemporâneo, a companhia de dança da Casa da Cultura da Baixada Fluminense. O grupo, formado pelos bailarinos Fagner Santos, Vania Massari, Veronice Line e Jamile Bento, inicia a exibição com os corpos dos quatro bailarinos estirados no palco. Um a um eles levantam e iniciam a interação com os sons. A um grito de um bailarino, começa a forte coreografia sincronizada.
A apresentação é um “mix” de espectáculos anteriores do grupo, sempre com uma temática social. Através dele não vemos apenas o trabalho que o BAC desenvolveu, mas também os temas abordados pelo trabalho da Casa de Cultura, que escolhe um tema e é acompanhada pela Cia de dança.
Marcadores: Baixada, Vinicius Tomas
Luar da Itália
por Yasmin Thayná
As raízes do Grupo do Ponto de Cultura Projeto Luar de Dança, que se apresentou hoje de manhã na quadra do Sesc de Nova Iguaçu, começou na década de 90 quando uma mulher guerreira e corajosa dedicou seu tempo a comunidade de Duque de Caxias. Rita Serpa foi convidada por uma Paróquia em Jardim Primavera a dar uma oficina para os moradores, que não faziam nenhuma atividade. Durante 3 meses já tinha atingido um grupo de 90 membros e viu o quanto aquele tempo que passou levando arte para todos foi importante na sua e na vida daquelas pessoas.
Marcadores: Baixada, Yasmin Thayná
Santa Teresa abre suas portas para você!
por Robert Tavares
Marcadores: Mainstream, Robert Tavares
Respeitável atraso
por Nany Rabello
A primeira apresentação da tarde de quinta-feira, na Teia da Baixada, foi a da oficina permanente de circo da Casa do Menor São Miguel Arcanjo, de Comendador Soares. Unindo muita música e muita cor, os adolescentes que fizeram o espetáculo supreenderam a plateia com apresentações de acrobacias, monociclo, saltos e até uma participação do 'Charlie Chaplin'.
A apresentação se iniciou com um grande espetáculo em grupo sobre pernas de pau, onde os ntegrantes fizeram piruetas, ficaram em uma perna só, e até pularam corda. Um show que animou a plateia sorridente, que aplaudia animada todas as peripécias da garotada.
Malabarismo com claves não é uma coisa tão difícil de se ver por aí. Mas os dois meninos que abriram a apresentação, e os outros quatro que se juntaram a eles; conseguiram fazer com muita originalidade e descontração um show lindo e com números bastante complicados, deixando todos de queixo caido.
Logo após houve o galante Chaplin de monociclo, e duas lindas garotas, apresentando seus números e encantando ainda mais a plateia, que encarava fascinada o momento em que ele pulou com o monoclico por cima das pernas das garotas. Números inovadores e divertidos que terminaram em aplausos.
Misturando dança e acrobacias, os três casais que se apresentaram logo em seguida encantaram a plateia, que vibrava com cada giro, cada movimento; e foram seguidos por uma apresentação divertidissima de um casal de palhaços, que com suas brigas e acrobacias divertiu toda a platéia presente.
Marcadores: Baixada, Nany Rabello
Hip Hop de improviso
por Nany Rabello e Lucas Lima
Com atraso e super esperada, a primeira oficina da Teia da Baixada 2010 começou na manhã da última quinta-feira, dia 9. Ainda com um público bem acanhado, o oficineiro e rapper Peter MC abordou na oficina de Rap e Hip-Hop temas sobre a cultura Hip-Hop, além de mostrar na prática um pouco de dança e música da mesma. Um oficina descontraida, onde break dance e até um rap improvisado sobre a Teia tiveram seu espaço garantido.
Um oficineiro jovem, bem animado e bem ocupado, Peter MC conseguiu destaque para sua carreira em um festival no Enraizados, que o indicou pro CISANE, onde está a pouco tempo, mas já faz diferença.“Sou artista e ativista. Sou agente cultural pelo Pro-Jovem, onde aplico oficinas de rap pra jovens de 15 a 17 anos pela ong CISANE. Sou militante do movimento Enraizados, que é uma organização da Baixada que trabalha dentro dessa cultura hip hop. Sou colunista do portal do Enraizados, colaborador do jornal dele. Dou palestras, debates, shows, etc.", conta.
Marcadores: Baixada, Lucas Lima, Nany Rabello
Teia de Encantos
por Tuany Rocha
A Teia da Baixada 2010 começou em grande estilo na ultima quarta-feira, apesar da tensão e da correria que antecedeu a solenidade de abertura. Arrumação do teatro, o livro de assinaturas, os catálogos e folders - tudo foi feito em cima da hora, e com uma razoável dose de estresse. Apesar do nervosismo da equipe, o resultado da comemoração de mais uma grande conquista mostrou que todo esse trabalho está valendo a pena.
A noite de quarta foi repleta de muita cor e diversidade. Apesar do tempo chuvoso, o Espaço Cultural Silvio Monteiro ficou lotado de pessoas de toda parte e de todas as idades. Parecia mais animado que nunca, e não só pelo numero de pessoas “A Teia de Fortaleza foi ótima, é maravilhoso pensar que vamos ter essa troca de energias com as pessoas daqui, poder interagir e criar vínculos”, disse Jorge Braga, Presidente do Grupo Código em Japeri.
Marcadores: Editais, Tuany Rocha Santos
Camelôs de sorriso
por Larissa Leotério
Nem só de futebol será feita a alegria das crianças de Cabuçu. E quem passou pelo bairro para encher de sorrisos os rostos dos moradores foi o grupo “Off-sina”, com o projeto “Palhaço Na Rua”. O evento aconteceu no início da noite do último sábado (3), e contou com a presença de todas as faixas etárias.
O grupo de circo-teatro, que tem 22 anos de existência, contou não somente com a presença, mas participação de todo o público. Apesar do excessivo calor na Praça de Cabuçu, a noite estrelada foi o belíssimo cenário da apresentação do casal Richard Riguetti e Lílian Moraes. Utilizando a linguagem do palhaço, o casal fez com que os adultos também entrassem na brincadeira, como foi o caso de Solimar Correia, de 33 anos. “É a primeira vez que meu filho vê o circo e quem entra na brincadeira sou eu”, brinca. Com a esposa Manoela, Solimar levou o filho Samuel, de apenas 11.
Marcadores: Baixada, Larissa Leotério
O porquê das coisas
por Marcelle Abreu
Sete Cabeças conta a história dos sete pecados. Só que Bruno, o diretor da peça, queria diferenciar e preferiu privilegiar a questão filosófica em detrimento da religiosa. "Gosto de questionar o porquê das coisas", conta o diretor, que sempre se pergunta se as pessoas são julgadas erradas são mesmo erradas. "Será que outra pessoa naquela situação teria outra atitude? Será que não é nosso modo de enxergar as coisas que está errado?" O espetáculo tenta responder esses questionamentos.
Marcadores: Bairro-Escola, Marcelle Abreu
Bando de cozinheiras
por Luiz Gabriel
Todas as formas de violência são abordadas no espetáculo “Guerra dos Canudos”, dirigido por Renato Penco. Livremente inspirado no livro “Os Sertões”, de Euclydes da Cunha, a peça é uma sátira ao livro e ao fato histórico que deu origem a esse que é um dos maiores clássicos da literatura brasileira. O espetáculo é uma das 24 atrações da Teia da Baixada, que ocupará o teatro e a quadra do Sesc Nova Iguaçu ao longo dos dias 9 e 10 de setembro. A apresentação será no dia 9, às 16h.
Aqui, Antônio Conselheiro vira Antônia Cozinheira e lidera uma grande revolução, fazendo as mulheres da cidade concordarem com suas ideias de liberdade e independência através dos estudos. A palavra Canudo aparece como a metáfora do conhecimento e da liberdade de pensamento. O espetáculo é uma tragicomédia, onde o público é levado a refletir sobre as conquistas e direitos da mulher brasileira, sem perder o humor e a irreverência, uma marca do Grupo Cochicho. “Queremos levar as mulheres à reflexão e saírem do espetáculo com a tal pulguinha atrás da orelha”, afirma o diretor Renato Penco.
Marcadores: Bairro-Escola, Luiz Gabriel
Saia do armário você também
por Jefferson Loyola
Marcadores: Jefferson Loyola, Mainstream
Coisa de maluco
por Felipe Branco
Em recesso para a prestação de contas exigida pelo Ministério da Cultura, o pontinho de cultura da ONG Meduca retomou suas atividades para ensaiar a dança gospel que apresentará na Teia Baixada 2010, no Sesc de Nova Iguaçu, no próximo dia 10, às 15h.
A ong é comandada pela irmã Cecília Onofre, para quem o último semestre foi muito produtivo, embora ela se ressinta de instrumentos de avaliação e outros detalhes administrativos para o próximo período de atividades. "O projeto Dança Gospel tem por objetivo difundir a cultura gospel, mostrando que crentes não são aculturados".
Marcadores: Bairro-Escola, Felipe Branco
Aleija, mas não mata
por Vinícius Tomás
Muito tem se falado sobre a tecnologia 3D no cinema. Avatar, o gigantesco sucesso de bilheteria, tinha como principal atrativo uma nova experiência na sala de exibição através do revolucionário 3d estereoscópico. Profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos eram perceptíveis na tela, perdendo o efeito “chapado” que a tela comum dá à imagem e criando uma impressão de imersão no filme. A sensação é de que a ação se desenrola na frente do espectador. O 3d não é uma tecnologia nova , apenas foi levado a um novo patamar em Avatar, com extrema fluidez e riqueza de detalhes. Nem são novas as tentativas de se criar diferentes experiências em cinema.
Fui convidado a escrever uma crítica do filme 400 contra 1 – Uma Historia do Crime Organizado, filme que conta o início do que hoje se conhece como Comando Vermelho. E a oportunidade para assisti-lo surgiu. Era uma sessão de cinema inusitada. A sala de exibição era a carceragem da Polinter, em Nova Iguaçu. O público era formado por cerca de 200 presos “filiados” ao Comando Vermelho. Eu estava embarcando na mais intensa experiência em cinema que eu poderia ter.
Marcadores: Baixada, Vinicius Tomas
Reta final
por Tuany Rocha
“Estamos na reta final”, diz o coordenador executivo Egeu Laus em todos os emails de divulgação das reuniões Pré-Teia realizadas nos dias 26/08 e 28/08. Esses dois encontros fizeram os últimos ajustes para o início do evento que reunirá os pontinhos, pontos e pontões de cultura da Baixada.
Durante esse período de preparação na sala multiuso do SESC de Nova Iguaçu, os assuntos em pauta foram o local das refeições, exibições de vídeos, realização de oficinas e apresentações, além do tempo estimado para cada uma das intervenções. Também houve uma reunião de lideranças dos pontos de cultura em que cada uma delas levou uma relação de três nomes dos delegados para o fórum dos pontos da Baixada.
Marcadores: Bairro-Escola, Tuany Rocha Santos
Homossexualismo, a Bíblia não condena
por Jefferson Loyola
Marcadores: Jefferson Loyola, Mainstream
Amor entre amigas
por Jefferson Loyola
Marcadores: Jefferson Loyola, Mainstream
Conversa informal
por Jefferson Loyola
Marcadores: Jefferson Loyola, Mainstream
Certidão iguaçuana
por Larissa Leotério
“As novas gerações precisam entrar em contato com os antigos heróis da cultura da Baixada Fluminense”, declara Fábio Branco. O professor de História é o idealizador e realizador do curta-metragem documentário “Casa da Pantera”. Em 20 minutos, o curta conta a história do bar “Casa da Pantera”, e a produção cultural, política e musical deste bar que agregava militantes culturais do final da década de 70 ao início da década de 80 e que foi palco das mais diversas manifestações políticas e culturais, lançamentos de livros, composições musicais e poéticas.
Marcadores: Baixada, Larissa Leotério
Um canto pela liberdade
por Nany Rabello
Na primeira vez naquele lugar, não houve contato com eles. Eles são uma daquelas coisas que todo mundo sabe que existe, mas ninguém pode realmente dizer que viu. É quase uma lenda urbana. Até porque é como eles dizem no filme 400 contra um, exibido na última sexta-feira na Carceragem de Nova Iguaçu na estreia do projeto entre a SEMCTUR e a 52 DP: o Comando Vermelho não é uma Facção, é um comportamento.
Marcadores: Baixada, Nany Rabello
Democracia cultural
por Renato Acácio
É com muita emoção que os produtores culturais e artistas do município de Nova Iguaçu comemoram: estão abertas as inscrições para a segunda edição do edital do Fundo de Cultura Municipal Escritor Antônio Fraga! O fundo, que beneficiou na sua primeira edição 38 grupos, dos quais muitos já foram executados e com 48% de contas prestadas, é hoje uma referência nacional em política cultural no país. Fruto de muitos anos de luta protagonizada pelos agentes culturais da cidade, o edital se consolida na sua segunda edição como uma política democrática e vitoriosa para a cidade de Nova Iguaçu.
Marcadores: Editais, Renato Acácio
Dinheiro não compra felicidade
por Luciana Baroni
Nascida no seio de uma família rica e muito conhecida da cidade de Nova Iguaçu, Sandra Baroni Rolo teve que carregar o peso do nome do empresário Carlos Marques Rolo, criador da empresa de ônibus Evanil, e Gioconda Baroni, filha de um dos maiores exportadores de laranja da cidade.
Além das festas que seus pais davam com frequência para a alta sociedade iguaçuana, Sandra Rollo tinha carros importados e todo o glamour proporcionado pelo dinheiro num momento em que a cidade era muito mais pobre do que hoje. "Isso fez com que as pessoas me vissem de uma maneira como nunca fui", conta a hoje relações-públicas da SEMCTUR. Todas as pessoas que não se deixaram intimidar pelas aparências e se aproximaram viram que se tratava de uma pessoa simples. "Sempre me dei bem com todo o mundo, sem descriminação e sem títulos de nobreza."
Marcadores: Baixada, Luciana Baroni
Desfile da família
por Hosana Souza
Todo brasileiro adora um feriado, não podemos negar. As datas são extremamente aguardadas e com a proximidade do feriadão de 7 de setembro já percebemos as ruas com aquele ar de ansiedade. Os feriados em geral funcionam como uma folga, uma válvula de escape para o estresse do dia-a-dia. Entretanto, o Dia da Pátria tem uma tradição diferente.
Marcadores: Bairro-Escola, Hosana Souza
Mundo do vinil
por Fernando Fonseca
Na pressa do dias atuais, nos vemos obrigados a correr contra o tempo, desenhando velozmente rotas com nossos passos. Sem prestarmos muita atenção no universo de possibilidades que se apresenta ao nosso redor, somos movidos pela constante ausência de tempo. Cores, pessoas, formas e coisas que nos passam despercebidos... Coisas mágicas, eu digo!
Dentre essas coisas mágicas ignoradas por nós, encontra-se ‘Carioca’, um senhor aposentado, que trabalha como vendedor de LPs há mais de 40 anos, que se idenfitica tanto com o apelido que prefere não revelar seu nome. Como dizem, todo herói prefere manter sua identidade em segredo.
Marcadores: Baixada, Fernando Fonseca
Museu para os deuses da floresta
por Abrahão Andrade
Uma noite de muito axé para Cabuçu. Foi assim a inauguração do Instituto de Pesquisas Afro-cultural Odé Gbomi, que ostenta a alcunha de ser o primeiro museu totalmente afro do Rio de janeiro, de acordo com os registros em catálogos. O evento aconteceu no dia 28 de agosto, em Valverde, um lugar que além da carência de recursos básicos de urbanização, ainda é pobre em eventos artísticos de qualquer porte. As festividades se deram sob o ritmo do forró, na área externa, que chamou a população para fazer parte daquela grande cerimônia.
Ao entrar no espaço, nota-se a riqueza de detalhes dos ornamentos africanos. Tanto detalhe leva o convidado a um olhar mais apurado para os contornos das obras e tótens africanos. Para aquela noite, foi posta uma belíssima e majestosa mesa de frutas diversas, que caracteriza a comunhão com a natureza, a principal característica das religiões africanas. Trajes coloridos e imponentes de homens e mulheres davam apenas alguns exemplos da beleza da nossa cultura ancestral.
Marcadores: Abrahão Andrade, Baixada
A la Hijos de Cida
por Josy Antunes
“Enquanto o Renato comia miojo, eu resolvi filmar”, simplifica o estudante de letras Leonardo Guimarães, de 21 anos, que, inconscientemente, iniciava o curta-metragem “Macarrones Instantáneos”, que já ultrapassa os 300 acessos no YouTube. O filme, de 10 minutos, conta a história de um personagem que quase abdica de sua própria existência em função de sua paixão maior: os macarrõezinhos instantâneos que ficam prontos em 3 minutos. O “viciado em miojo” é interpretado por Renato Acácio, estudante de cinema da UFF – Universidade Federal Fluminense – e um dos integrantes da banda Hijos de Cida, dos quais Leonardo e Lívia Brito, 22 anos, também participam. “A gente tá sempre se gravando imitando os outros ou inventando personagens por pura falta do que fazer, o que de fato é o que o filme é. Temos um termo quando perguntam como é o som da nossa banda. Respondemos que é "a la caralho", que significa mais ou menos essa coisa de sair fazendo sem muito requinte, pretensão ou preocupação. Nos juntamos pra beber, tocar e se divertir. Acho que o filme é meio assim, embora estivéssemos sóbrios”, explica Renato, que há cerca de 6 meses assina reportagens para o culturani.blogspot.com.
Marcadores: É Nóis, Josy Antunes
Por trás da Parada Gay
por Hosana Souza e Jefferson Loyola
Marcadores: Hosana Souza, Jefferson Loyola, Sylvio Monteiro
Por dentro da UFRJ
por Hosana Souza
A adolescência - uma das milhões de fases complicadas na vida do ser humano - caracteriza-se, também, pela indecisão. Foi pensando nisso que as escolas e universidades começaram a temporada de apresentação de cursos e oportunidades aos vestibulandos do Estado do Rio de Janeiro.
Marcadores: Bairro-Escola, Hosana Souza