Vampiros em Nova Iguaçu

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

por Wanderson Duke

Adaptações de best-sellers para a telona do cinema sempre foram seguidas pela excitação dos fãs e, em sua grande maioria, trazem consigo um sucesso arrebatador nas bilheterias mundiais. Com o romance Lua Nova, o segundo da série Crepúsculo, não vai ser diferente. Pelo menos a se julgar pela inquietação do público jovem de Nova Iguaçu, que já esgotou os ingressos das sessões da sexta-feira 20 de novembro, dia da estreia nacional do filme.

A adaptação segue quase que integralmente a linha de acontecimentos do romance escrito por Stephenie Meyer, o maior fenômeno editorial do mundo desde a série Harry Potter, da escritora britânica J. K. Rowling. A saga narra a história de Isabella Swan (Bella), uma adolescente que, ao se mudar para a cidade de Forks, em Washington, acaba se apaixonando por nada mais nada menos que o vampiro Edward Cullen.

Lua Nova (New Moon, no original) chega com a armamento pesado no cenário cinematográfico nacional: 55 milhões de cópias, distribuídas em 43 países. A série tem dois outros romances, que devem ter o mesmo destino de Crepúsculo e Lua Nova: Eclipse (Eclipsee)e Amanhecer (Breaking Dawn).

A série se tornou uma verdadeira febre junto ao público jovem, particularmente na faixa que vai dos 14 a 23 anos. Mas se engana quem acha que só mentes “menos maduras” se apaixonam pela saga de Bella e Edward. Uma prova disso é o engenheiro Otávio Armando, 42 anos, que gosta tanto da série quanto seus filhos. “Não me sinto nem um pouco deslocado em meio a tanto perfume jovem”, diz ele, para quem esse convívio só faz bem ao coração. “Fico com alma de menino. E a trama é simplesmente envolvente demais para esse mole coração que carrego comigo”, afirma o sentimental Otávio Armando.

Quem também já garantiu um lugar no dia da estreia de Lua Nova é a estudante Lidiane Melo, 14 anos. “A série Twilight é tudo para mim”, exagera. “Estou ansiosa e com ingresso na mão.” Além de já ter comprado seu ingresso, o estudante Renato Paixão, 17 anos, vai fazer com milhares de fãs da série: vai com as roupas escuras de Edward (as meninas vão com as roupas de Bella). “Algumas pessoas podem achar exagerado ou mesmo que isso não tem nada a ver com a proposta da autora, como já ouvimos mil vezes”, pondera o fã. “Mas é apenas diversão. Não é para isso que todos nós vamos ao cinema?”, pergunta.

O segurança João Nascimento, 35 anos, ainda não se acostumou com os personagens que fazem fila na bilheteria do cinema do Top Shopping, que se vestem de maneira estranha e usam maquiagens muito fortes. “Tem muita gente esquisita que vem ver o filme”, diz o segurança. “É cada um mais estranho que o outro.”

Oportunidade para todos

por Livia Pereira

Depois de Tinguá, Miguel Couto e Morro Agudo, foi a vez da Cerâmica receber o bonde da Pré-Conferência de Cultura de Nova Iguaçu. A parada foi feita na Escola Livre de Música Eletrônica, uma parceria entre o Bairro Escola e a ong Reperiferia que criou um importante polo cultural no bairro que entrou para a história da cidade depois da chacina de 2003.

A abertura do evento foi feita pelo secretário adjunto de Cultura e Turismo, o escritor e pesquisador Écio Sales. Numa conversa com os participantes (alunos da escola, mães de alunos, dirigentes de instituições...), fez uma breve introdução do que ocorreria durante a noite. “Se for no centro de NI, pode ser que nem todos possam ir”, disse Écio Salles. “Precisamos dar oportunidade para que todos participem.”

Textos distribuídos para os participantes da pré-conferência da Cerâmica explicaram os objetivos da III Conferência Municipal de Cultura, que ocupará o teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro nos dias 23 e 24 de outubro. Nela serão discutidas as diretrizes para o Plano Municipal de Cultura, os Eixos Temáticos da II Conferência Nacional de Cultura, Sistema Nacional, Estadual e Municipal de Cultura, Nova Iguaçu Cultural.

Lado cômico da arte

sábado, 17 de outubro de 2009

por Camilla Medeiros

Depois de vários anos funcionando apenas com patrocínio privado, o grupo Somos a arte tirou a sorte grande com os editais de cultura da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu: ganhou um pontinho de cultura e foi contemplado com o Fundo Municipal de Cultura Escritor Antonio Fraga. O projeto no segundo edital, Malabares nas Escolas, foi o primeiro a ser colocado em prática entre os cerca de 30 ganhadores.

“Esse projeto teve ótima aceitação por todas as escolas que passamos, e isso nos surpreendeu bastante”, conta Mozart Guida, gerente executivo da Ong CPOVS (Centro de Preocupação e Organização com a Vida). O Malabares nas Escolas, que contou com a participação de mais de 15 malabaristas, passou por diversas escolas de Nova Iguaçu durante o mês de setembro, ensinando para crianças e adolescentes essa vistosa arte circense.

Revire sua noite!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

por Josy Antunes  

Apaixonados por poesia, teatro, música e artes plásticas têm hoje um destino certo: O “Revira João”, que acontecerá a partir das 19 horas no SESC de São João de Meriti. Participarão do evento Dani Francisco, Helen Paredes e Tubarão, que integram o grupo “Distraídos depois das 5”. “A nossa proposta é construir um espaço onde diferentes linguagens artísticas tenham seu espaço de expressão”, conta Helen.
O “Revira”, que nasceu em meados de 2008, traz ainda o momento “Revirando Poesia”, que dá vez para que o público participe com declamações. “É também uma ação artística que propõe reunir artistas da Baixada e da cidade do Rio de Janeiro, promovendo o intercâmbio de fazeres e produtos culturais”, complementa a organizadora. Prova disso é que, nessa edição, haverá a apresentação do grupo teatral Quatro M4, de Duque de Caxias. De Belford Roxo virá a atração musical atribuída à banda Mazé. E ainda, as intervenções do poeta Valdemir Costa, de São João de Meriti e do músico Rodrigo Drops. Além das atrações, haverá a distribuição de zines, contendo poesias de diversos artistas.

A caçula das pré-conferências

por Josy Antunes  

Quinta-feira, 15 de outubro, 19 horas. Entre grafites e instrumentos musicais, numa espaçosa sala da Escola Livre de Música Eletrônica, na Cerâmica, um grupo de mais de 30 pessoas está reunido em círculo, discutindo as relações dos moradores com a cultura local. Chegando ainda mais perto, podemos ver uma menina com aparência muito jovem, camisa laranja, óculos e flor no cabelo. Ela se apresenta como Yasmin, aluna da escola. Ao lado da mãe, a menina passa a observar com atenção a cada pessoa que toma a palavra, com um olhar de quem pretende absorver tudo o que for dito.
É quando Écio Salles convoca o pesquisador Antônio Lacerda, para fazer uma breve dissertação sobre a história do bairro, que a atenção de Yasmin parece triplicar. Seu encantamento é tanto que ela empunha seu celular e passa a fotografá-lo com a pequena câmera do aparelho. A partir daí, todos os presentes passaram a estar na “mira” da menina, que se dividia entre observar e capturar imagens do encontro.

 
 
 
 
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