Pedra fundamental

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

por Carine Caitano

O dia de hoje é, no mínimo, gratificante”, resumiu Sandra Mattos, coordenadora político pedagógica da Escola Municipal José Guimarães, em Ouro Preto. Ela tinha motivos de sobra para tamanha satisfação na manhã da última quarta-feira: além do lançamento da pedra fundamental da biblioteca da escola, haveria a culminância de “Palavras do bairro” e “Minha rua tem história”, dois projetos que mobilizaram de modo apaixonado sua comunidade.

Havia muita gente para compartilhar sua felicidade: os alunos, as mães voluntárias, as estagiárias, mais funcionários da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu, mais precisamente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. “Sem dúvidas, hoje é um marco para a escola”, apostou a CPP. “Toda escola quer uma biblioteca, família pensando no cotidiano escolar e os projetos dando certo.”

Navegação da vida

por Mayara Freire


Um dos 37 projetos aprovados pelo Fundo Municipal de Cultura foi o livro “Poesias em Canto do ser”, uma experiência concretista com seis capítulos, 48 poemas e 12 ilustrações feitas pelo autor e por amigos seus. O autor da proeza é o professor de sociologia Henrique Souza, que, embora tenha se apaixonado pela poesia ainda na infância, está publicando agora sua primeira obra.

A proposta de Henrique Souza é valorizar as palavras como expressão humana cujos significados dão sentido a coisas materiais e imateriais. O poeta também procura, nos diversos tons da palavra falada e vivida, traduzir as dimensões temporal, sensorial, social e afetiva do ser. “O livro é uma síntese de toda minha vida de poesia, que se iniciou aos 14 anos”, resume.

“Os deslumbres que as pessoas têm quando se deparam com sentimentos e emoções” estão presentes na obra de Henrique Souza desde os primeiros poemas, escritos durante a adolescência. “Sempre procurei expressar uma nova forma de ver as desilusões”, revela o poeta.

Todos por um!

sábado, 31 de outubro de 2009

por Josy Antunes

Eles estiveram presentes nas sete pré-conferências de cultura, de forma constante e participativa. Munidos de papéis, canetas e gravadores, não deixaram que sequer um ator social fosse embora sem passar por seus registros. Parte do resultado pôde ser conferido na abertura da III Conferência Municipal de Cultura, num vídeo apresentado no telão do teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, onde mais de 100 pessoas puderam se reconhecer nas fotos, frases e perfis exibidos.

Quem acompanha de perto os frutos da inserção da juventude na Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu, já identifica que o trabalho provém de um grupo diferente dos jovens repórteres, que alimentam o conteúdo do blog Cultura NI: são os pesquisadores. O grupo, atualmente com cerca de 30 membros, desdobrou-se para que cada participante dos encontros pelos sete bairros fossem identificados, sob a orientação da antropóloga Marcella Camargo.

Reinação pré-modernista

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

por Lívia Pereira


Quem, ainda hoje, passa por beiras de estrada de terra e vê casinhas brancas de varanda na frente e vovó na cadeira de balanço, não escapa da história atemporal de Monteiro Lobato.

Não é difícil, por exemplo, encontrar no trabalho, na escola, ou até mesmo no trânsito, um "cara de coruja". Mas há quem diga que pode ser ainda pior se você encontra um "cara de corujíssima seca" atravancando seu caminho.

Monteiro Lobato, nascido em Taubaté, no Vale do Paraíba paulista, perdeu sua nacionalidade territorial e passou à mundial através de suas obras. Aproximou-nos de questões reais como o campo, a imaginação, a universalidade das histórias. Enquanto a maioria dos escritores da época falava sobre natureza tocando os pés na cidade, Monteiro Lobato pisava a terra para depois escrevê-la.

Sugestões esporrantes

por Michele Ribeiro


O Grupo Cultural Cochicho na Coxia estreia amanhã a temporada de três sábados do espetáculo Gripe do Riso, no Centro Cultural Oscar Romero. Dirigido por Renato Penco e Thaissa Vasconcellos, um grupo de cinco adolescentes leva para o palco, sempre às 20h, cenas improvisadas a partir do que viram na internet do grupo Z.E., a mais nova sensação do humor carioca. “Tudo começou quando vimos o vídeo do Zenas Emprovisadas na internet”, conta Marcos Rossi, 16 anos, um dos humoristas da peça.

As gargalhadas com o que viram na internet estimularam o grupo de amigos a improvisar eles próprios suas situações de amor. “Os amigos da escola gostaram das nossas cenas e resolvemos levar nossas brincadeiras para um teatro de verdade”, conta o mesmo Marcos Rossi, para quem é gratificante ver a plateia rindo.

 
 
 
 
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