Comemoração diversificada

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

por Josy Antunes

A maciça divulgação online tornou o cartaz ao lado conhecido de muitos internautas. O colorido chama a atenção para a II Parada de Cultura, que será realizada amanhã, dia 5 de novembro, em comemoração ao Dia Nacional da Cultura.

Os alunos do curso de Produção Cultural da IFRJ - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro ­– realizarão atividades internas e externas ao Campus, localizado nas dependências da antiga CEFET Química, em Nilópolis.

A programação começará às 8 horas da manhã, com uma solenidade que contará, entre outros nomes, com a presença do Secretário de Cultura da cidade, Augusto Vargas.

Simultaneamente serão realizados serviços de ação social, exibições de filmes selecionados pelo Cineclube Ankito, diversas oficinas artísticas e apresentações de malabares e maracatu.

Maná da arte

por Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva



"Sou um artista Bombril", resume Almir da Silva Rego, 55 anos, diretor da ong Amar Vidas (Associação Maná de Assistência e Restauração de Vidas). Conhecido como ‘Djamar’, esse artista multimídia, que faz de desenho publicitário a pintura, de escultura a poesia, de teatro a música, desde 2002 desenvolve um projeto para inserir os jovens no mercado de trabalho através da arte e da publicidade.

Foi a paixão pelos quadrinhos que o levou a mergulhar na arte dos desenhos. “Eu lia muitos gibis do Super Man, do Fantasma", conta Djmar, que já foi repórter da revista Lá e Cá e do Jornal Pontual. "A paixão pelo quadrinho me levou ao desenho e do desenho me envolvi com a propaganda e com a escultura até entrar para a Beija Flor e trabalhar com a escultura na escola de Samba”.

Família aberta

terça-feira, 3 de novembro de 2009

por Melissa Saliba  


Em 35 escolas de Nova Iguaçu, sábados e domingos são dias de escola cheia. Com crianças e adultos, a Escola Aberta, fruto de uma parceria entre o Ministério da Educação e a Unesco, oferece oficinas de artesanato, karatê, capoeira, educação física e pré-técnico para a comunidade. De manhã até à tarde, as salas e quadras dessas escolas são ocupadas por alunos, professores e, acima de tudo, muita esperança.

"O objetivo é tirar os alunos e sua família das ruas e transformá-los em oficineiros", diz Mariângela da Conceição Soares, diretora da Escola municipal Marcio Caulino, em Austin. A diretora tem orgulho do projeto, que desde 2005 tem ajudado os alunos a melhorar não apenas o desempenho escolar, mas o comportamento em casa.

Pedra fundamental

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

por Carine Caitano

“O dia de hoje é, no mínimo, gratificante”, resumiu Sandra Mattos, coordenadora político pedagógica da Escola Municipal José Guimarães, em Ouro Preto. Ela tinha motivos de sobra para tamanha satisfação na manhã da última quarta-feira: além do lançamento da pedra fundamental da biblioteca da escola, haveria a culminância de “Palavras do bairro” e “Minha rua tem história”, dois projetos que mobilizaram de modo apaixonado sua comunidade.

Havia muita gente para compartilhar sua felicidade: os alunos, as mães voluntárias, as estagiárias, mais funcionários da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu, mais precisamente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. “Sem dúvidas, hoje é um marco para a escola”, apostou a CPP. “Toda escola quer uma biblioteca, família pensando no cotidiano escolar e os projetos dando certo.”

Navegação da vida

por Mayara Freire


Um dos 37 projetos aprovados pelo Fundo Municipal de Cultura foi o livro “Poesias em Canto do ser”, uma experiência concretista com seis capítulos, 48 poemas e 12 ilustrações feitas pelo autor e por amigos seus. O autor da proeza é o professor de sociologia Henrique Souza, que, embora tenha se apaixonado pela poesia ainda na infância, está publicando agora sua primeira obra.

A proposta de Henrique Souza é valorizar as palavras como expressão humana cujos significados dão sentido a coisas materiais e imateriais. O poeta também procura, nos diversos tons da palavra falada e vivida, traduzir as dimensões temporal, sensorial, social e afetiva do ser. “O livro é uma síntese de toda minha vida de poesia, que se iniciou aos 14 anos”, resume.

“Os deslumbres que as pessoas têm quando se deparam com sentimentos e emoções” estão presentes na obra de Henrique Souza desde os primeiros poemas, escritos durante a adolescência. “Sempre procurei expressar uma nova forma de ver as desilusões”, revela o poeta.

 
 
 
 
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