por Josy Antunes, Mayara Freire e Robert Tavares.
Há exatos 30 dias, desde a última sexta feira 13, a estação Central do Brasil recebia um “elemento estranho”, que aos poucos foi ganhando a confiança dos que por lá passava: um inusitado quiosque, com predominância das cores verde e roxa. Passageiros de trem, ônibus ou metrô, provenientes de todos os pontos do Rio de Janeiro passaram por ele. Muitos deles foram abordados por representantes do “Festival Estética Central”, que estava em seu primeiro mês de produção do projeto. O festival fez contato direto com o público, quando quatro monitores de vídeo, quatro editores e duas recepcionistas ajudaram a população, que por ali transitavam, a realizar dezenas de produções audiovisuais com um número significante de pessoas que nunca haviam tido contato com a produção de vídeos.
O coordenador e curador do projeto, Lino Ventura, explicou o porquê da escolha da realização do projeto na Central. “O objetivo foi valorizar algum patrimônio histórico, de olhares diferentes e estéticos. Este local é um dos mais movimentados, onde as pessoas passam e não tem muito tempo para parar. Por isso, contribuiu para democratizar e foi importante para as pessoas conhecerem as ferramentas tecnológicas novas, pois nem todos tem câmera e ilha de edição”, contou, citando ainda a diversidade encontrada: “Não tem definição do que seria característico da Central, pois transitam pessoas de várias características com olhares e classes diferenciadas. De qualquer forma, as pessoas ficaram encantadas, porque no Brasil é cultura de TV, e eles puderam ter oportunidade de realizar de outro ângulo ao produzir efetivamente”, avalia ele.