Por dignidade

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

por Larissa Leotério


Há pouco tempo li o livro “Olga”, do jornalista, político e escritor Fernando Morais. O que mais chama a atenção é o trecho mais trágico da vida da comunista Olga Gutmann Benario, logo na capa do livro: ‘Nove anos depois de escrever ‘A Ilha’, um livro que vendeu mais de 250 mil exemplares, Fernando Morais volta à grande reportagem com um tema apaixonante: a vida de Olga Benario, judia, comunista e mulher de Luís Carlos Prestes, que o governo Vargas entregou grávida à Gestapo’.

É impossível resistir ao livro, que consumi ansiosamente em dois dias. Mesmo sabendo qual seria seu final. O importante foi o decorrer, a forma de abordagem e a pesquisa do autor. Como o mesmo conta no livro, havia poucos registros sobre a passagem de Olga pelo país. A moça usava muitas identidades, muitos dos ditos “aparelhos”, que eram casas de camaradas de partido, que a esconderam.


Amores perfeitos

por Lívia Pereira

“Não te peço a ventura desejada,
Nem os sonhos que outrora tu me deste,
Nem a santa alegria que puseste
Nessa doce esperança, já passada.
O futuro de amor que prometeste
Não te peço! Minha alma angustiada
Já te não pede, do impossível, nada,
Já te não lembra aquilo que esqueceste!
Nesta mágoa sorvida, ocultamente,
Nesta saudade atroz que me deixaste,
Neste pranto, que choro ainda por ti,
Nada te peço! Nada! Tão-somente
Peço-te agora a paz que me roubaste,
Peço-te agora a vida que perdi!”

(Amélia de Oliveira)


Olavo Bilac, poeta da Via Láctea, pai e filho da perfeição parnasiana, teve ao longo de sua obra o sinal do amor impossível. Obra vasta, intensa, constante, digna dos que amam à distância extrafísica.

Amélia de Oliveira, irmã de seu grande amigo Alberto de Oliveira, foi sua eterna namorada, seu único amor. Conheceram-se no bairro do Barreto, em Niterói, na casa da família Oliveira.

A família se muda para o bairro da Engenhoca e Olavo, já consumido pelo amor, aparece ainda mais frequentemente. Ali, reduto dos grandes poetas, desencadeia-se e aprofunda-se ainda mais o laço que liga Olavo a Amélia. Um amor que se manteve vivo até sua morte ou quem sabe além.

Foto coletiva

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

por Larissa Leotério e Mayara Freire / Fotos: Getulio Ribeiro


Clique: palco do teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, na última quinta-feira, dia 19 de novembro. Novo clique: na plateia, um público interessado em fotografia. Mais um clique: fotos do experiente Paulo Santos e da jovem Bruna Jacubovski. Outro clique: aquela reunião marcava o lançamento do FotoBaixada, idealizado e presidido por Mazé Mixo. Último clique: o objetivo do fotoclube, um dos oito do gênero no Rio de Janeiro, é uma entidade que se une para fazer eventos, concursos e saídas fotográficas a fim de criar uma cena de arte coletiva. “É uma inovação”, explicou Mazé.

O marco inicial do Fotoclube da Baixada foi uma exposição de dois de seus membros: o experiente fotógrafo Paulo Santos, que mostrou para o público registros de sua viagem à Amazônia e pontos referenciais de Nova Iguaçu, como a Via Light e a reserva florestal de Tinguá; também participou da exposição a jovem fotógrafa Bruna Jacubovski, que mostrou toda sua trajetória pelo mundo da fotografia, que abrange câmera analógicas, digitais compactas à profissionais. “É possível fazer fotos esplêndidas com qualquer tipo de equipamento, desde que se saiba como funciona”, disse Bruna. Infelizmente, Paulo Santos não pôde discutir seu trabalho com o público.

Meninos de palco

por Jéssica de Oliveira

O Cecom produziu ao longo deste ano de 2009 a esquete Diário de Um Menino de Rua, que estreou na tarde da última quinta-feira no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro com grande sucesso. A peça aborda o cotidiano de menores que têm as ruas das cidades como casa, envolvendo a triste realidade desses meninos com a sensibilidade do circo, da dança e até mesmo dos contos de fadas. “O grupo resolveu colocar na peça a delicadeza das fadas e a alegria do circo para dar à história um ar mais leve, já que este é um assunto muito sério e triste”, explica Denise Emanuele, que foi a responsável pelo roteiro e direção da peça.

Com o apoio da equipe do Cecom, o grupo de adolescentes que participam do Pro-Jovem em Vila de Cava, pôde obter um excelente resultado. Eles tiveram ajuda das oficineiras Denise Emanuele (interpretação), Líliam Lopez e Kátia Vidal (coreografia) e o Carlos Alberto (cenografia), que se limitaram a dar uma mãozinha. Basicamente, quem deu as ordens por lá foram os próprios jovens.

Meninos de Zumbi

por Hosana Souza


Com o grito de “Valeu Zumbi!”, a Escola Municipal Menino de Deus, localizada na Prata, abriu sua portas nessa última quinta-feira para comemorar a semana da Consciência Negra com a comunidade.
Faz parte do projeto pedagógico da escola conscientizar e valorizar a cultura afro, com a qual trabalharam ao longo de todo o ano de 2009. “Nós trabalhamos o tema em todas as disciplinas, durante todo o ano. E escolhemos a véspera do feriado para realizar a culminância”, diz a orientadora educacional Enaura Dias.
A orientadora pedagógica Maria da Conceição já pôde auferir os resultados desse trabalho dentro da sala de aula, dentro das quais é cada vez maior o interesse dos alunos. “É muito importante para eles não apenas como aprendizado, mas principalmente porque depois que começamos a trazer projetos assim – há três anos – eles começaram a participar mais”, diz a orientadora pedagógica.

 
 
 
 
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