Força do hip hop

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

por Fernando Fonseca

"Eu consegui atingir todos os meus objetivos", comemora Diego Tecnykko, curador do espaço de Hip Hop Enraizados e produtor do Oitavo Encontrão da ong que colocou Morro Agudo no mapa do rap mundial. "Reuni os melhores b-boys da Baixada Fluminense e ajudei uma galera a aprender o 'break' de verdade", acrescenta ele, no final do encontro que anualmente reúne os grandes nomes da tribo de Hip Hop Fluminense.

Realizado nos dias 8, 9 e 10 de janeiro, o projeto contou com workshops sobre grafitti (com o curador Dante), break (com o curador Diego) e rap (com o curador Dudu de Morro Agudo), além de pintura de painéis, batalhas e shows de break e rap, aulas de edição de música e a premiação dos melhores b-boys do ano no evento. "Aproximadamente 1.500 pessoas marcaram presença nos três dias de evento, um número que vem aumentando anualmente, e que é capaz de expressar a força desse grupo que se faz tão desvalorizado hoje em dia", afirma Diego, que também é DJ, professor de Hip Hop e coreógrafo.

Píer de Nova Iguaçu

por Robert Tavares

À medida que o final de semana vem chegando, o Píer Mauá começa a receber mais público em seus corredores. São fashionistas de todos os tipos, inclusive os que não o são. Gente muito animada que, logo ao entardecer, começa a bater pernas e a frequentar os lounges e pequenas festinhas, que se agigantam com a chegada da noite. Ontem, segundo dia de desfiles, foi o dia mais cheio deste Fashion Rio Outono-Inverno 2010, marca que deve ser superada hoje e, depois de amanhã, e depois, no encerramento do evento, para quando se aguarda ainda mais gente.

É difícil se destacar entre tanta excentricidade e bom gosto, mas para Carla de Oliveira, Fábia Klausmann e Renan Nascimento isso acontece espontaneamente. O trio fashionista de Nova Iguaçu tem chamado bastante atenção pelas plataformas do Píer. Prova disso são os (vários) cliques que a imprensa tem feito deles. “Eu não aguento mais tirar foto, aqui, toda temporada. Nós viramos celebridades”, diverte-se Fábia.

Cinema em festa

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Em parceria com a Cinequanon Produções, Cineclube Digital comemora um ano de existência, realizando o Sarau Cinematográfico.
por Josy Antunes

 
Para os cinéfilos da Baixada Fluminense, a segunda terça-feira de cada mês é garantida por uma nova programação do Cineclube Digital. A sessão de estreia, que lotou a sala de exibição do SESC Nova Iguaçu, completará um ano no dia 13 de janeiro. A comemoração trará ilustres “presentes” ao público, em oficinas e atrações que se estenderão por dois dias: 12 e 13, uma terça – mantendo a tradição – e uma quarta-feira.
 
O arquivo do Cultura NI e do Jovem Repórter contém registros sobre a trajetória do Cineclube, que é uma parceria entre a Belê Filmes e o SESC. Brunna Sanches, estudante de Produção Cultural e uma das integrantes da Belê, uniu o aniversário do Cine Digital com sua ideia de projeto final para a faculdade – a IFRJ, Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

A partir de então, surgiram os primeiros passos do Sarau Cinematográfico. “A princípio, o meu grupo pensou em um evento menor, como uma palestra apenas, mas depois surgiu a ideia de fazer juntamente com o Cineclube Digital e com o SESC, realizando assim um evento de 2 dias, com variadas atrações, porém, todas relacionadas ao cinema”, detalha Brunna que, para a realização, criou junto com as amigas Monalisa Santana e Mariangela Augusto, a produtora independente “Cinequanon Produções”. “O nome surgiu numa aula de Arte Contemporânea”, explica.

A primeira oficina oferecida, intitulada “Curta-Metragem, do Roteiro a Prática” será ministrada por Miguel Nagle, na sala multiuso 1. Formado na Escola Livre de Cinema, em Nova Iguaçu, Miguel já realizou mais de 20 curta-metragens e hoje trabalha na maior produtora de cinema da América Latina: a “O2”. Além de fazer parte da Academia Internacional de Cinema, onde cursa especialização em direção cinematográfica.

Durante a aula, que se iniciará às 15:30, Nagle apresentará técnicas, linguagens e narrativas do cinema, levando os alunos a conhecer todo o processo criativo por trás de um filme. Usando de teorias e práticas, os participantes passarão por uma verdadeira experiência audiovisual.

No mesmo espaço de tempo, na sala multiuso 2, o público se aprofundará na segunda oficina: “Cinema Marginal Brasileiro”. Matheus Topine tratará da filmografia brasileira contidas na denominação do “cinema marginal”, trazendo discussões sobre as produções e cineastas da época. Matheus é graduando em História pela UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro –, onde desenvolve uma pesquisa sobre o “Chaplin-Club”, um cineclube fundado em 1928. Fundador do Cine Goteira, Topine é diretor de comunicação da ASCINE-RJ – Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro -, com ênfase em projetos de memória.

As vagas para as duas oficinas são limitadas! A parte difícil é escolher entre as duas, porque para realizar a inscrição basta ligar para o número 2797-3426, ou entrar em contato pelo e-mail: saraucinematografico@gmail.com.

Ainda no dia 12, às 19 horas, será exibida no teatro a sessão “Produção Cinematográfica da Baixada Fluminense”, onde os realizadores locais ganharão total visibilidade sobre suas produções. Às 21:30, o dia se encerrará com uma apresentação do VJ Paulo China.

O dia 13 estará aberto para discussões – construtivas – brotarem, a partir das 19 horas. Haverá dois blocos de palestras e debates, mediados pela cineasta e antropóloga Andréa Falcão. Quem estará a frente do primeiro tema, “Produção Audiovisual da Baixada para o Mundo”, é Marcio Graffiti, coordenador e oficineiro do Coletivo Anti Cinema. Em seguida, 20:30, a “Retomada do Cinema Nacional” será o foco, tratado por Adailton Medeiros, fundador e diretor do Cinema Ponto Cine. 

Permeando a programação dos dois dias, no espaço Café Cultural, haverá exposições de cartazes de cinema da Rio-Filmes e de fotografias de Bruna Jacubovski.


Enciclopédias do cinema

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

por Jéssica de Oliveira. 

Os alunos da Escola Livre de Cinema passaram o último fim de semana nadando pela história da sétima arte, durante o chamado Mergulho Cinematográfico. No sábado, o crítico de cinema Rodrigo Fonseca fez uma longa exposição sobre a relação entre as histórias em quadrinhos e o cinema. No domingo, foi a vez do também crítico de cinema Daniel Schenker conduzir os frequentadores  da escola de Miguel Couto pela história do cinema brasileiro.

“Ele parece uma enciclopédia humana!”, espantou-se a estudante de cinema Josy Antunes no fim da aula de Rodrigo Fonseca. “Citou até personagens que nasceram no início do século, como o ‘Pafúncio’, de 1912”. Para quem não sabe, as tiras de George McManus narravam as peripécias de um ex-casal de operários para ser aceito pela aristocracia norte-americana do início do século passado. Adaptada para o cinema, teatro e televisão, Pafúncio foi a primeira HQ a ganhar repercussão mundial.

E o palco tão sonhado saiu...

por Mayara Freire  e Nany Rabello





Começou com um céu de estrelas. Depois as estrelas saíram do céu e se apropriaram do palco, que por si só era mágico. O último dia de filmagens do documentário sobre o sonho de voltar aos palcos do Seu Theógono aconteceu neste último sábado, em Mesquita.  Foi um encanto, que foi transmitido a todos os presentes que acompanharam sua reestreia. Um grupo de amigos o conheceu em Mesquita e resolveram fazer um documentário sobre a relação desses jovens artistas com um homem de 81 anos, que, embora há 30 anos tenha trocado a magia pelo trabalho como alfaiate, manteve vivo seu amor pela arte. Acreditaram no seu propósito e o ajudaram a montar um palco que ele mesmo idealizou, de 6 metros de altura, e nenhum parafuso, para seu retorno.

 
 
 
 
Direitos Reservados © Cultura NI