Na boca do bairro

sexta-feira, 19 de março de 2010

por Fernando Fonseca


Excentricidade e irreverência: ingredientes certos nas marchinhas do ‘Boca que não beija álcool nela’, um dos principais blocos de rua no período carnavalesco das ruas de Comendador Soares, Nova Iguaçu. Num misto de simplicidade e sarcasmo, o bloco iguaçuano vem se consolidando, desde 2008, como uma das principais expressões culturais da cidade, levando um número cada vez maior de foliões às ruas.

Abrindo mão da idade, o conceito atribuído pelos próprios integrantes é a diversão, mesmo para os não adeptos das aventuras de carnaval, tais como beijos e o consumo de álcool. Repetindo o feito do ano passado, quando o enredo falou sobre os points de Comendador Soares, a marchinha de 2010 do ‘boca’ preocupou-se em exaltar os patrimônios culturais da cidade de Nova Iguaçu, tais como a Serra do Vulcão, o Parque Municipal e a Reserva Florestal de nossa cidade.

Nossa história no palco

por Hosana Souza

Era visível o espanto dos alunos da Escola Municipal Amazor Vieira Borges ao entrar no teatro do CIESP – Centro Integrado de Educação Especial – em Jardim Tropical na manhã de ontem. Convidados para assistir ao espetáculo “De Iguassú Velha à Nova Iguaçu”, não conseguiam se calar, uns por ser a primeira vez em que iam a um teatro, outros pelo susto de observar os atores jogados no chão e alguns com intermináveis perguntas para desespero dos professores. Depois de acomodados, ao perceber que a magia começaria, observavam atentos cada movimento, cada fala, cada jogo de cena.

Ciranda na Prata

quinta-feira, 18 de março de 2010

por Larissa Leotério

Acontece nesse sábado, dia 20 de março, às 09:00, mais uma revitalização de espaço público organizada pelo Grupo Iguassuano de Acessibilidade, o GIA.

A proposta do projeto "Ciranda Cultural" é a interação e comunicação dos alunos com a sua comunidade, exercendo a sua função de cidadão participativo e comprometido com a transformação da sociedade. A novidade é a interação dos jovens que estão no projeto em Austin e que participarão da ação junto aos alunos da Prata.

Respeito pelas diferenças

por Tuany da Rocha

Década de 1970: o mundo vivia em plena guerra fria e a Europa estava em um momento pós-guerra de constantes transformações. Eis que surge na Inglaterra um dos movimentos contraculturais mais marcantes da história: os punks. Seu ideal é nunca calar, é sempre retrucar e argumentar diante da desigualdade, é colocar abaixo o fascismo, o nazismo e o racismo usando como arma suas ideias, voz, música e visual que traduzem seus objetivos anarquistas.

O movimento se espalhou pelo mundo através da sua música simples e direta e dos fanzines (jornais alternativos). Ao chegar ao Brasil, no início da década de 80, ganhou força principalmente junto à juventude pobre da periferia. Logo surgiram bandas como Cólera, Ratos de Porão e Olho Seco, que com suas letras contundentes plantaram no asfalto dos cenários urbanos a semente da contestação.

A Cinelândia é nossa!

por Luz Anna
Há momentos que entram para a história e outros que ficam em nossa memória, como algo que marca. Foi isto o que vimos ontem no Centro do Rio de Janeiro, na passeata em defesa dos Royalties do Petróleo. Embaixo de bandeiras que diziam: “O petróleo é nosso”, “Justiça para quem produz”, “Contra a covardia, em defesa do Rio”, milhares de pessoas enfrentaram uma chuva intensa para chegar à Cinelândia, local que já foi palco das maiores manifestações da história político carioca.

 
 
 
 
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