Vale tudo

quinta-feira, 25 de março de 2010

por Dannis Heringer e Mayara Freire
Depois da grande revolução feminina, com a inovadora estilista Coco Chanel, que nos anos 20 introduziu peças masculinas ao vestuário das mulheres de todo o mundo, as ultimas tendências de moda estão mais democráticas do que nunca. Homens têm mais opções em variar seu guarda-roupa, enquanto as mulheres continuam com uma diversidade de possibilidades. Os estilos estão cada vez mais próximos. Ambos os sexos têm a possibilidade de dividir coletes de alfaiataria, calças, camisetas, lenços, chapéus e mais uma infinidade de peças. Nas grandes revistas de moda, os editoriais andróginos estão em alta. Já nas passarelas, grifes masculinas apostam em novidades como estampas e modelagens diferentes, que julgam perder um pouco a masculinidade conhecida até o século XX.

Para os consumidores que gostam de arriscar, as modelagens masculinas estão mais justas, enquanto as das mulheres estão mais largas. As famosas calças boyfriends, termo usado para brincar que a moça está usando a calça do namorado, já é uma grande referência de moda e, depois de serem adotadas pelas estrelas do mundo, já chegou às lojas de departamento. Camisas largas, blâzeres e chapéus panamá, até mesmo os sapatos, que começaram pelo modelo Oxford, são as influências mais fortes do mundo masculino para as mulheres.

Todo mundo pode mais

por Jéssica de Oliveira

No dia 22 de março, o CISANE (Centro de Integração Social Amigos de Nova Era), em parceria com o CDI (Comitê da Democratização da Informática), realizou, na Rua Sebastião de Melo, em frente à ONG do bairro, a 10° edição da Semana da Inclusão Digital com o tema "Todo Mundo Pode Mais". "Este ano, nós trouxemos esse tema como forma de dizer 'eu estou aqui' e mostrar que todos têm a capacidade de ser agentes transformadores", diz Edilson Maceio, gerente executivo do CISANE.

Várias atrações prestigiaram o evento, em sua maioria convidados pelo artista multimídia Nike: DJ Kilha, Ras Bernardo, Wilson Cigano - da Fundação Santa Sara Kali -, Mayara Landin - com performance de dança do ventre -, teatro do Espaço FAMA, Regis e Décio do Cavaquinho, o cantor Gabiru, o grafiteiro Dante e, é claro, um show à parte com a galera do Afro-Reggae. Todos tinham o mesmo foco: inclusão digital.

O evento também dizponibilou tendas tecnológicas culturais para a comidade. Na tenda 1, o assunto era saúde. Lá, qualquer pessoa poderia tirar todas suas dúvidas sobre a prevenção da tuberculose e da AIDS. A tenda 2 apresentava palestras sobre o mercado de trabalho; a chamada "Tenda Conexão". A tenda 3 era sobre o uso eficiente da energia elétrica, e a quarta e quinta tendas falavam sobre o acesso à Internet, oficinas de fotografias, atendimento social, esclarecimentos sobre o cadastro do Programa do Governo Federal, Bolsa Família e outros benefícios, além do cadastro do Programa Pro Jovem Adolescente.

Vencendo barreiras

Doze anos após sua criação e mais de oito mil estudantes formados na área da informática, o CISANE luta pela inclusão digital das classes menos favorecidas, levando a bandeira da utilização consciente e democrática do uso das tecnologias. "Nós estamos nessa batalha há muito tempo. São muitas as dificuldades, mas nós não desistimos; continuamos vencendo as barreiras", conta Edilson Maceio. Segundo ele, o evento, que é feito anualmente, já passou pelo Top Shopping, calçadão e estação de trem de Nova Iguaçu, pela praça Rui Barbosa e outras comunidades, mas neste ano ficou em casa. "Nós resolvemos fazê-lo em nosso bairro - Nova Era -, para que a comunidade participe e tenha consciência de que todo mundo pode mais", explica.

Assim como uma andorinha só não faz verão, o CISANE também não anda desacompanhado. Nesses anos de caminhada, a ONG, que já mudou a vida de milhares de pessoas, tem em seu currículo várias parcerias, que colaboram para que seus projetos funcionem e alcancem o maior número de beneficiários possível, como a CDI, que há quinze forma profissionais que atuarão nas comunidades, formando agentes transformadores. "Nós somos um comitê, presente em oito países do mundo, com o mesmo objetivo: usar as tecnologias para construir um mundo melhor, com menos exclusão social e mais inclusão digital", diz a gestora de acompanhamento Bruna Araújo, de 25 anos.

A voz de Deus

quarta-feira, 24 de março de 2010

por Renato Acácio

Entre as barracas de fast-food, pipoca, milho verde, churros e outras comidas típicas do subúrbio carioca, montadas todos os fins de semana na Praça Santos Dumont para aproveitar a festa das tribos jovens de Nova Iguaçu, poucas pessoas chamam tanta atenção quanto três senhoras de cabelos bem presos, saias pretas e longas e camisa branca. Aliás, chamam atenção por não chamarem atenção. As três moças cantam, leem, conversam e discutem entre si, e só para si, suas crenças de modo eloquente e despretensioso.

Esse tom despreocupado se as pessoas ao redor estão prestando atenção ou não na mensagem que elas têm a dizer e os lugares inusitados das suas “apresentações” estão começando a dar uma fama cada vez maior a três senhoras que atendem pelo nome de Lia Gomes, Clarice dos Santos e Ana Lúcia Parreira, todas com 54 anos.

X-Man Na Encolha

por Josy Antunes

Ontem conheci de perto o Espaço Cultural Na Encolha. Seguindo a norma de “quem tem boca vai a Roma”, velhinhas e borracheiros foram meus guias pós-consulta ao google. O Sol de uma hora da tarde, que fazia com que eu sentisse a sensação térmica de um frango assado, era vencido pelo pensamento de “vai valer a pena”.

Demorou um pouco pra que eu soubesse que a rua Manoel da Silva Falcão é a antiga Capitão Sena. Mas não demorou a, depois de achá-la, entender que, para os moradores do local, o Na Encolha está relacionado à casa do Nike e vice-versa.

Viagem pela história afro

por Carine Caitano

Quando o professor passou um trabalho de dependência sobre cultura negra, Leonardo Costa achou que seria moleza. Mas, quando leu as exigências sobre vestimenta e encenação, ficou um pouco preocupado: onde acharia todas aquelas informações? Quase concluindo o Curso Normal no Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu, e precisando tirar nota máxima na apresentação, Leonardo resolveu que faria uma ampla pesquisa antes de decidir o tema de seu trabalho.

Ao procurar na internet sobre religiões africanas e suas tradições, encontrou o site de um centro cultural pertinho de sua escola, o ÒJÍSÈ NÓN. Foi a partir das fotos do site que conseguiu reproduzir as roupas necessárias para sua apresentação escolar que, aliás, recebeu nota máxima.

 
 
 
 
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