por Nany Rabello / Foto: Mazé Mixo
Todo mundo na festa
Marcadores: É Nóis, Nany Rabello
Maldito chiclete
por Tuany da Rocha
“Pichação é um crime, é coisa de bandido, de marginal que não tem o que fazer”, afirma sem pestanejar Antonio Carlos Ferreira, um morador de Santa Eugênia de 58 anos que passou o último fim de semana pintando a fachada de sua casa. Sua esposa, a dona de casa dona Maria Lúcia Ferreira, tem uma opinião um pouco melhor. “Isso é coisa de maluco”
Marcadores: Trocando Tiros, Tuany Rocha Santos
Homofobia ou ignorância?
por Renato Acácio
Os dados não são lá muito empíricos. Afinal, em última instância se trata de um inocente, partindo-se do ponto da honestidade do programa, show de realidade. Mas ao constatar que esse tipo de entretenimento tenha tanta participação no cotidiano do país a ponto de mobilizar 150 milhões de votos, ele merece com certeza algum tipo de leitura, seja ela equivocada ou não.
Marcadores: Mainstream, Renato Acácio
Apresentando a própria vida
por Jéssica de Oliveira
Como é de praxe, todas as segundas-feiras do mês os estagiários do Bairro-Escola se encontram com o artista plástico Romano para a elaboração das oficinas que serão realizadas nas escolas do município no Horário Integral. Dessa vez, a ordem é fazer com que a criançada crie em si mesma um espírito indagador e formador de opinião. "Nós criaremos um 'lugar' para as crianças se expressarem livremente", encoraja Romano em um de seus guias de ação. "Esses encontros vão produzir uma intervenção para criar um espaço de diálogo livre entre as crianças e a escola, utilizando materiais reciclados".
Com alguns objetos simples, somados a muita imaginação e criatividade, Romano propõe aos mediadores culturais formas de fazerem com que os alunos manifestem seus pensamentos, gostos e vontades, dando a eles a importante função de "ativistas e transformadores". "O objetivo das intervenções é fazer com que as crianças enxerguem e interajam com a realidade delas", pontua.
Marcadores: Bairro-Escola, Jéssica de Oliveira
O paraíso de Levi
por Hosana Souza
A máxima do cineasta Glauber Rocha “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” tem revelado grandes artistas. O jovem de 17 anos Levi Andrade Meirelles é um desses exemplos. “Minha imaginação não tem limites. Meu melhor presente foi uma câmera digital, que não largo nunca”, conta.
Aluno de escola pública, morador de Santa Eugênia e filho de uma professora da rede municipal, Levi sempre se destacou pela criatividade, embora alguns o percebessem apenas pelas dificuldades que carrega. O jovem possui uma doença conhecida como lábio leporino, que tem um tratamento muito caro e dificulta sua fala. “Eu odeio a minha voz”, diz o estudante. “Mas sei que o preconceito é apenas falta de informação sobre a minha doença, sobre a minha pessoa”, explica.
Marcadores: Bairro-Escola, Hosana Souza
