Marca universal

segunda-feira, 19 de abril de 2010

por Vinícius Tomas

Rodrigo Fonseca é repórter e um dos críticos por trás do famoso bonequinho do jornal O Globo. Professor da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, ele participou da primeira parte da Oficina de Interpretação. A leve e divertida aula foi uma introdução sobre métodos de interpretação e uma conversa sobre filmes e grandes atuações.

Sotaque mineiro

por Luz Anna


Na primeira noite da Mostra Competitiva Nacional do III Iguacine foi apresentado o curta “Fantasmas”, produzido pela produtora “Filmes de Plástico”, composta pelo diretor e roteirista André Novais de Oliveira e pelos atores e produtores Gabriel Martins e Maurílio Martins, ambos de Belo Horizonte, Minas Gerais.

A história começa com uma conversa jogada fora entre dois amigos e a princípio é uma receita simples. Porém, no decorrer de "Fantasmas", vamos percebendo que a mistura desses ingredientes é que dá o verdadeiro sabor que só uma obsessão pode despertar.

Cansado de esperar

por Mauro Vasconcellos

Crítica Céu Limpo

Escrito e dirigido por Marcley de Aquino e Duarte Dias, “Céu limpo” é um filme que retrata a difícil realidade vivida no agreste nordestino. Leôncio é um típico homem do sertão, desempregado, que vai até a cidade em busca de emprego. Ao voltar para sua casa, discute com a mulher (Chica) por causa de divergências quanto a sua permanência ou não nas condições de precariedade e seca da região onde moram.

O filme apresenta aspectos sociais e culturais fortemente presentes nos costumes dos habitantes dessas regiões do sertão, como por exemplo a casa onde mora o casal, precariamente construída, bem como a forte influência da Igreja na vida da população, que se apega na fé, a fim de superar os problemas decorrentes das péssimas condições de vida.

A indignação, ou o desespero, ou os dois fatores, derivados de todas as dificuldades por que passa o casal, sugerem, em seu desfecho, a falta de esperança e o cansaço de esperar que um milagre aconteça.

Curta sem intenção

por Jefferson Loyola

O calor brasileiro na ilha gelada da Islândia. Assim pode ser definido o curta “65° N” do estreante Lucas Gervilla. O paulista confessa que escolheu a Islândia pela velha curiosidade de ver a neve. “A ideia inicial era de um intercâmbio, poder conhecer uma cultura totalmente diferente”, contou. “Um fato engraçado na minha chegada foi a desconfiança local sobre minha nacionalidade. Como só conhecem o Péle, não acreditavam que eu era brasileiro, afinal sou branco”, relembrou entre risos.

Amizade pra todas as horas da vida

por Tony Prado

Crítica À minha amiga: um breve relato sobre nós

 “Um dia a história está diante dos nossos olhos, acontecendo ali mesmo. Naquele momento, a única coisa que temos na mão é uma câmera fotográfica digital e na cabeça a certeza de que aquela história pode se transformar em um filme”. Essa foi a premissa utilizada no curta “À minha amiga: um breve relato sobre nós”, do diretor André da Costa Pinto, que trouxe ao III IGUACINE uma grande dose de emoções a todos que o assistiram.

O curta relata a história de Carminha Costa, 90 anos, que cuida de sua amiga Inacinha Cabral, 85 anos, que perdeu a fala desde que sofreu um AVC. A amizade das duas, no entanto, tem experiências que jamais serão substituidas em tempo algum e por nenhuma barreira. Para Carminha, sua amiga, que conhece há 60 anos, é seu bem mais precioso. Compartilham histórias desde a mocidade: os romances de juventude, suas músicas favoritas, a melhor festa de São João, o batizado do primeiro filho, que inclusive foi dado à amiga para batismo.

 
 
 
 
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