Algumas risadas

terça-feira, 20 de abril de 2010

por Jefferson Loyola 
Crítica Vida de balconista



Um filme para falar de outros filmes. Assim foi o longa metragem “Vida de balconista”. Gravado em apenas uma noite na locadora do próprio diretor, Cavi Borges, o longa surgiu após uma série feita para OI, logo assim que a mesma operadora lançou TV digital para celular. Histórias vividas por um balconista de uma locadora, onde é utilizado em sua filmagem, uma lente “olho de peixe”, aliás, um grande ponto positivo no filme.
Ao começar com uma senhora querendo ser atendida quando a locadora ainda não esta em seu horário de funcionamento e um cara que não quer pagar pelos filmes que está devolvendo. “Vida de balconista” é uma comédia que não deixará você embriagado de humor, mas dará umas doses necessárias para lhe manter atento com algumas sacadinhas e piadinhas bem elaboradas em seu texto.

Quase natural

por Wanderson Duke

Crítica Vida de balconista

Em "Vida de balconista", Cavi Borges constroi uma ponte entre o cômico e a tragicomédia do cotidiano. Com um filme curto, barato e totalmente despretensioso narra, com muito talento , as inúmeras mazelas sofridas por um balconista de videolocadora - Mateus, interpretado por Mateus Solano - em um único dia de trabalho.

Os personagens simples e engraçadíssimos dão um ar verossímil à trama, tornando-os muito realistas , sem a grandiloquência absurdamente forçada de algumas comédias . Em "Vida de balconista", o riso ocorre de forma espontânea e intensa. Quase natural.

Trilogia do Cavi: parte III - "O último filme é sempre o melhor"

por Josy Antunes

"Eu estou curioso pra ver lá no Iguacine. Não sei se vai estar cheio, por ser uma segunda-feira", lançou, sem muitas expectativas, Cavi Borges, um dos diretores de "Vida de balconista", exibido ontem à noite na III edição do Festival de Cinema de Nova Iguaçu. Como já era de se esperar, o palpite feito na última sexta-feira foi brutalmente esmagado pela gigantesca fila formada no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, pouco antes da sessão se iniciar, às 19 horas. Esmagados também foram comentários existentes de que o sucesso do filme se deve ao glamour e à projeção atuais de Mateus Solano, devido a seus trabalhos na Rede Globo: dentre os 40 primeiros espectadores da fila, apenas seis vinham com interesse específico em ver o protagonista, agora global. Dez deles alegaram a presença por amor ao cinema - entre eles estavam cinéfilos e realizadores. E o maior grupo, de 24 pessoas, declararam que o que as motiva é a realização do Iguacine e que, seja por curiosidade ou fidelidade, esse era o único e real motivo de suas presenças.

E na noite de premiações do III Iguacine...

por Josy Antunes e Larissa Leotério

Sobre continuar caminhando

segunda-feira, 19 de abril de 2010

por Nany Rabello

Crítica Utopia e Barbárie

utopia : u.to.pi.a
1 O que está fora da realidade, que nunca foi realizado no passado nem poderá vir a sê-lo no futuro. 2 Plano ou sonho irrealizável ou de realização num futuro imprevisível; ideal. 3 Fantasia, quimera.

Barbárie : bar.bá.ri.e
1 Estado ou condição de bárbaro. 2 Crueldade, selvageria.

Os significados dizem muito. Parece impossível associar ambas palavras em uma única coisa, mas o cineasta Sílvio Tendler o fez. Mais do que um documentário, o filme é uma aula de história do ponto de vista mais humano possível. Retratos de uma passado trágico, de meados do século vinte até os dias de hoje.

Mortes, guerras, exílios, ditaduras, torturas, memórias que jamais serão apagadas da história do mundo, contadas por quem de fato esteve lá. Um trabalho de uma vida inteira. "Não se faz um filme desse calibre como se pensa fazer um documentário, não é industrial", conta Sílvio no vídeo que precede a história.

 
 
 
 
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