Poemas voadores

segunda-feira, 21 de junho de 2010

por Josy Antunes

Alerta aos cidadãos iguaçuanos: Durante o fim da tarde de hoje, estejam atentos ao caminhar pelas ruas da cidade, vocês podem se deparar com um poema caindo do céu! A “chuva de poemas” está prevista para 18 horas, 6 horas após 500 balões de gás hélio ganharem liberdade, numa ação intitulada “Palavras do vento” realizada em frente a Prefeitura de Nova Iguaçu. Nela, uma média de 50 poetas da cidade participam com cerca de 80 trechos, amarrados por uma fita em cada um dos balões coloridos.

Colorido especial

por Jéssica de Oliveira

Hoje, a Secretaria de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu terá oficialmente um novo secretário. Écio Salles, nomeado pela prefeita Sheila Gama, celebrará sua posse no teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro às 18h, após dois anos e meio como secretário-adjunto da SEMCTUR, onde chegou a convite do ex-secretário Marcus Vinicius Fastini.

Cria do subúrbio carioca e do grupo Afro-Reggae, Écio tem em seu currículo os títulos de escritor, pesquisador do PACC-UFRJ e doutor em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ, além de ser o curador do Onda Cidadã e do prêmio Orilaxé.


Como secretário, Écio Salles se diz muito feliz pela confiança que a prefeita deposita em seu trabalho e sua equipe. "A gente tem uma pegada diferente e um conceito de atuação com a cultura que é muito complexo e muito sofisticado até, mas que ao mesmo tempo alcança as pessoas. Ela acreditou na nossa proposta, o que é muito bom", conta.

Aperto no coração

por Tuany Rocha Santos

Resgatar a cultura popular, preservar as raízes e mudar a compreensão da realidade atual. Esse é o objetivo do Ponto de Cultura Batucadas B.F. desenvolvido pelo Espaço Cultural Casa de Anyê, que procura resgatar e rebuscar as expressões populares afro-descendentes que caracterizam a identidade multicultural do nosso país.

A tentação das sereias

por Carine Caitano

São 14h de uma quarta-feira. Em uma sala, 15 homens relaxam, ouvindo a própria respiração. O exercício não estava nos planos de Jitman, arteterapeuta, mas foi adotado depois da sugestão de um de seus alunos. O local fica silencioso, os corpos, relaxados e, aos poucos, leves sorrisos surgem. A única voz presente é a de Jitman. Mansa, ela parece acalentar: "Não precisa ficar vigilante, não há perigo aqui. Pode deixar que estou tomando conta de tudo".

Ostrower na pista

domingo, 20 de junho de 2010

por Josy Antunes

Concretizou-se na tarde de ontem um processo de criação que há meses absorvia as mentes de 7 grafiteiros do Rio de Janeiro: a releitura da obra da artista plástica Fayga Ostrower. O projeto – oriundo do Núcleo de Referência Duque de Caxias, do SESC Rio - consistia na ocupação dos arcos que compõem a parte externa do número 47 da rua General Argolo, no chamado “Espaço Vivo”, que periodicamente expõe diferentes formas de expressões visuais. Desta vez, a proposta faz parte das homenagens aos 90 anos que Fayga completaria se estivesse viva. E, aderindo ao pensamento da própria de que “a arte é acessível a todos e, como tal, deve ser popularizada”, a arte do grafite foi somada pelas mãos de Airá, Boni, Combone, Davi, Kajaman, Márcio Bunys e Scrau, artistas atuantes e reconhecidos pelos espaços urbanos do Rio de Janeiro.

“Eu fiz uma reprodução de ‘Duas crianças’ da Fayga. Eu ganhei um ímã de geladeira que tinha essa obra, me interessei bastante por ela e tentei reproduzi-la no meu estilo, que é o estilo do realismo”, contou Bobi, autor de “Dois Meninos”, fazendo referência ao pequeno objeto com que todos foram presenteados por Noni Ostrower – filha de Fayga – durante o primeiro encontro, realizado no dia 20 de junho de 2009, para tratar do projeto e principiar o aprofundamento no trajeto da artista.

 
 
 
 
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