por Yasmin Thayná
Caminhando pelas ruas de Nova Iguaçu em um dia comum do ano de 2006, Jussara Alexandre se encantou com algo inusitado que nunca havia visto na cidade: o Espaço Municipal da Terceira Idade, onde as senhoras praticam diversas atividades ligadas tanto à qualidade de vida saudável quanto à vida social. Ela, que já fazia parte da equipe do projeto Incentivo à Palavra, teve a ideia de conhecer e realizar outros trabalhos junto a essas frequentadoras do espaço.
Herdeiras culturais
terça-feira, 13 de julho de 2010
Marcadores: Bairro-Escola, Yasmin Thayná
Trupe dos órfãos
segunda-feira, 12 de julho de 2010
por Wanderson Duke Ramalho
Marcadores: Baixada, Wanderson Duke
Rua da Cultura
por Fernando Teixeira
Marcadores: Bairro-Escola, Fernando Fonseca
Fronteiras da eternidade
“Ninguém assistiu ao formidável enterro de sua quimera; somente ingratidão, essa pantera, foi sua companheira inseparável”. Com esse trecho de Versos Íntimos do poeta simbolista brasileiro Augusto dos Anjos, cujo trecho é um dos três títulos de que se tem notícia para o mesmo filme, é narrado por Glauber Rocha sobre o primeiro plano do filme Di. O plano em questão é um travelling em direção à direita de carro pelas avenidas do aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, e convida o espectador a ir junto com o cineasta ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro para o velório do pintor Di Cavalcanti, onde se passa uma das cinco locações totais do curta-metragem. Em contraposição ao primeiro plano, é feito um travelling em direção à esquerda sobre o caixão coberto por rosas vermelhas, onde repousa o corpo do pintor, para a câmera finalmente fixar no rosto de Di Cavalcanti, que tem em sua face um aspecto risonho e tranquilo. Já na junção desses dois primeiros planos é anunciada a intenção do filme, que tem a morte contemplada com outro olhar como temática, não só creditada à feição do pintor, pouco comum e obviamente livre da intervenção do realizador, mas também explicitada pelo movimento de câmera contrário ao anterior, na busca de um caminho inverso ao tratamento que é dispensado ao ritual fúnebre e também o registro desse tipo de cerimônia. Não obstante, a própria documentação audiovisual carrega um tom pitoresco no tipo de retratação da morte; um tabu, e é isso que Glauber Rocha parece pretender não só com a montagem, mas com todos os outros elementos constitutivos do filme. Ele realmente quer homenagear o pintor Di Cavalcanti, mas também quebrar esse tabu.
Marcadores: Mainstream, Renato Acácio
Cultivador de pessoas
sexta-feira, 9 de julho de 2010
por Tony Prado
Nascido em São Cristóvão no seio de uma família humilde, o ator e produtor cultural Lino Rocca iniciou sua trajetória como qualquer jovem brasileiro da época. Estudava em escola pública, sua pretensão (ou a que tinham para ele) era seguir os passos do pai operário, testemunhou a consolidação da ditadura militar, se reunia com amigos quando podia e devorava livros, seu hobbie favorito durante a juventude. Muitos desses quadros poderiam permanecer intactos, se não fosse seu espírito revolucionário e seu coração abrasador, sem falar no “sangue político” presente em uma família onde há de representantes de moradores a militantes do movimento sindical.
A história de Lino Rocca, que hoje acumula o trabalho artístico e a militância com o emprego de subsecretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu, passou a sair das linhas da probabilidade ainda na juventude, quando, em meio a diversões e escolhas, encontrou em alguns amigos uma oportunidade única, mesmo em sua simplicidade, que o direcionou para sua atual figura, ou por que não dizer papel? Num momento de pressão política em cima de todo o Estado Brasileiro, Lino Rocca recebeu um convite de amigos para participar de uma peça teatral. "Era um projeto de apresentações de rua, onde primeiro trabalhei na produção e depois como ator", lembra Lino Rocca.
Nascido em São Cristóvão no seio de uma família humilde, o ator e produtor cultural Lino Rocca iniciou sua trajetória como qualquer jovem brasileiro da época. Estudava em escola pública, sua pretensão (ou a que tinham para ele) era seguir os passos do pai operário, testemunhou a consolidação da ditadura militar, se reunia com amigos quando podia e devorava livros, seu hobbie favorito durante a juventude. Muitos desses quadros poderiam permanecer intactos, se não fosse seu espírito revolucionário e seu coração abrasador, sem falar no “sangue político” presente em uma família onde há de representantes de moradores a militantes do movimento sindical.
A história de Lino Rocca, que hoje acumula o trabalho artístico e a militância com o emprego de subsecretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu, passou a sair das linhas da probabilidade ainda na juventude, quando, em meio a diversões e escolhas, encontrou em alguns amigos uma oportunidade única, mesmo em sua simplicidade, que o direcionou para sua atual figura, ou por que não dizer papel? Num momento de pressão política em cima de todo o Estado Brasileiro, Lino Rocca recebeu um convite de amigos para participar de uma peça teatral. "Era um projeto de apresentações de rua, onde primeiro trabalhei na produção e depois como ator", lembra Lino Rocca.
Marcadores: Bairro-Escola, Tony Prado
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