Morro limpeza

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

por Jéssica de Oliveira

No dia 15 de setembro, as comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira, no Leme, realizaram um mutirão para a retirada do lixo acumulado em diversos pontos dos morros. A ação foi organizada pelas associações de moradores das duas comunidades em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o CDI, a Comlurb, o Corpo de Bombeiros, Polícia Cívil e Militar, agentes de saúde, a ONG Cisane de Nova Era e a Escola Tia Percília, localizada no Babilônia. Os moradores das comunidades que há um ano receberam a Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, também participaram do mutirão.

Os campeões da web

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

por Wanderson Duke

Quando provedores de hospedagem de páginas começaram a disponibilizar esse serviço para usuários da internet, surgiram os famigerados blogs. Logo, milhões de pessoas conectadas a esta rede começaram a usufruir como bem entenderam essa nova experimentação. Surgiram blogs em forma de diário, outros de crônicas, tirinhas de cartoons e por aí vai. Cada um fez o que bem entendeu com o seu. Mas, como tudo tende a evoluir, a “era blog” –mesmo bastante atual e amplamente usada – acabou produzindo uma vertente em que o método da fala é mais aprazível e de fácil assimilação: são os VLOGS.


Está bem, vamos levar em consideração que você passou o último ano de férias no Acre e não faz ideia do que estou falando. Tenha paciência. Eu explico. Enquanto no blog se tem a escrita como ferramenta de comunicação e transmissão do conteúdo, no vlog a coisa muda um pouco de figura, já que esta comunicação é feita por meio do vídeo. Ou seja, na essência, só muda a apropriação da ferramenta. Uma é a escrita; a outra, a fala.

Nesse ínterem surgiram canais no site YouTube , onde os vloggers postam de forma aleatória sobre temas diversos. Cada um com sua própria característica. Alguns assumem uma roupagem de personagem . Como no caso do ator Felipe Neto, que já ultrapassou os 10 milhões de exibições no YouTube. No seu canal “Não Faz Sentido”, com um pequeno estúdio montado em sua casa no Méier, Felipe aborda assuntos do cotidiano e cultura pop num tom de comédia. O que já se mostrou bastante eficiente.
Felipe Neto gravando para o seu canal "Não faz Sentido".
Na outra extremidade do navio, temos o paulista por naturalidade e colorista por profissão PC Siqueira – PC vem de Paulo César. A saudação com que inicia os vídeos fica enraizada na mente: “Oi, como vai você?”. PC grava os vídeos no seu quarto sem  usar nenhum aparato técnico, salvo sua câmera, obviamente. Em seu Canal “Mas poxa Vida”, PC relata situações adversas – na maioria das vezes faz um desabafo sobre as coisas que o irritam - em tom bem informal, dando a sensação de que se está mesmo tendo uma conversa. PC já ultrapassou 30 milhões de visualizações.

Toda essa fama no cyberespaço acabou vazando para o “mundo na real”. Tanto o carioca quanto o paulista conseguiram mais do que angariar “views” para seus respectivos canais.  Eles conseguiram trabalhos nos meios audiovisuais ou, no caso do ator Felipe Neto, conseguiu uma vaga na Agência de Atores DNA. Já o paulistano possui um quadro na MTV.
Lola - Buldog Francês do PC Siqueira.
Obviamente que, no início de tudo, nenhum deles tinha grandes ambições com seus canais. PC Siqueira já disse em inúmeras entrevistas que somente estava entediado e um pouco bravo por não ter conseguido assistir ao filme Avatar, de James Cameron, como desabafo em seu primeiro Update no site. Mas as oportunidades chegaram.

Siqueira e Neto se aproveitam de sua popularidade para anunciar produtos durante as filmagens - exatamente como em um programa de TV. PC já conseguiu até mesmo uma Buldog Francês, chamada Lola, que é o grande charme do seu canal. Em todos os vídeos em que dá o ar de sua graça, suas aparições são memoráveis.                                                                              
                                                                                                      
Ambos foram indicados ao prêmio Webstar da MTV, que terá premiação hoje, às 22h. Portanto, não deixe de assistir aos canais desses dois vloggers de grande talento e que mostram como ninguém como a internet pode ser usada a seu favor.

Sonho de brilhar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

por Marcelle Abreu e Yasmin Thayná

O grande encontro de pontinhos de cultura da Baixada Fluminense, criou oportunidades para todos os tipos de públicos. Prova disso é o Conexão Modelos de Nova Iguaçu que estreou alguns jovens na passarela pela primeira vez.

Cinema brasileiro é o sucesso da vez

por Robert Tavares

O cinema brasileiro encontra-se em uma ótima fase! Prova disso são os últimos sucessos de bilheteria como o longa "Nosso lar".
Inspirado na obra psicografada pelo médium Chico Xavier. A história narra a vida de André Luíz, um médico que desencarna durante uma cirurgia. A partir disso a história conta como são os primeiros anos de André  após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. "Nosso lar" levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o espiritismo, estariam submetidos.

Reinvidicações por escrito

por Hosana Souza


“O que você deseja discutir nesse encontro?” Esta era a grande pergunta que os Pontinhos de Cultura deveriam responder após o ato de inscrição para o Teia Baixada 2010; e tanta curiosidade por parte dos organizadores não era à toa.  

“As principais reinvidicações que anotamos foram quanto a prestação de contas, o financiamento público, a gestão dos projetos culturais e o fortalecimento do Bairro Escola”, disse Lino Rocca, iniciando a reunião com os agentes culturais, “Comecemos, então, o levantamento de propostas”. A reunião que aconteceu durante dois dias do Teia, 9 e 10, tinha por objetivo, além de lavar a alma dos projetos, escrever uma Carta Documento oficial que será enviada ao MINC – Ministério da Cultura.

E a primeira a se manifestar, sem medo ou papas na língua foi Arlene de Katendê, do Afoxé Maxambomba: “Estou quase desistindo”, disse ela, “São reuniões atrás de reuniões que nunca resolvem nada; a verba pública é algo que está aqui em nossas mãos, mas não podemos usar nem para pagar um contador”, explica Arlene, revoltada com toda a burocracia que circunda a vida dos pontinhos de cultura.

Os Pontinhos, acalorados, concordavam com Arlene ao som de aplausos e alguns assobios. O sistema de prestação de contas sempre foi a maior reclamação dos agentes culturais, que argumentam sobre a inflexibilidade do sistema. Atualmente, só em Nova Iguaçu, 95% dos Pontos de Cultura têm problemas com a prestação de contas, o que gera malefícios para todos os lados: as ONGS ficam “com o nome sujo” e a União fica com dividas inexplicáveis – o que não é grande novidade.


 
 
 
 
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