Uma ideia na cabeça e várias câmeras na mão. Foi seguindo essa máxima que alguns jovens motivados pelo tema e o gosto pelo audiovisual filmaram o curta-metragem “A Imagem eleita”, uma produção do Centro Cultural Donana, Coletivo Anti Cinema e colaboradores, no primeiro turno das eleições de 2010. A ideia inicial do filme, que é formado boa parte por registros em audiovisual da propaganda política durante as eleições de 2010, partiu de Josy Antunes, jovem repórter recém-formada em produção audiovisual e estudante de montagem e edição na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. “Eu diariamente passava em frente a favelas e casas muito pobres em viagens pela Dutra e Av. Brasil e pensava em como aquelas construções só tinham atenção dos políticos nessa época, era como se aquelas casas só servissem pra isso: Moldura para propaganda política. Tudo começou partindo desse ponto”, conta Josy Antunes, que se perguntou como desenvolveria essa ideia e que plataforma usaria até optar pelo documentário.
O porquinho eleito
domingo, 26 de dezembro de 2010
por Renato Acácio
Marcadores: É Nóis, Renato Acácio
Encantadora despedida
sábado, 25 de dezembro de 2010
por Hosana Souza. Fotos: Movimento Enraizados
Pode até ser paradoxal definir um evento de hip-hop como encantador, entretanto não há melhor adjetivo para definir à tarde organizada no último sábado, 18, pelo Movimento Enraizados em sua sede em Morro Agudo.
A última maratona cultural do espaço começou com a exibição dos pratos da casa, os filmes realizados durante os meses de oficina do primeiro pontão de cultura da Baixada, o Pontão Preto Ghóez Juventude Digital. Foram exibidos os curtas: “Venha ver o pôr do Sol”, “A voz”, “Good Times” – em parceria com a UNIGRANRIO de Caxias, “Pré Ocupado”, “Verbo dos menor”, “Bem vindo ao clube”, “Dia de pipa” e “Meias verdades”.
O pátio da ONG ferveu após a sessão cinematográfica com as apresentações de break, teatro e capoeira, tudo fruto das oficinas do ProJovem Adolescentes. Ailton Felix, 15, estudante do CIEP 134, presente no Enraizados a uma, participa das oficinas de break. “Antes de ter um espaço lá no Cacuia, onde moro, eu vinha aqui. È bem melhor do que ficar à toa, eu gosto da cultura, dos aprendizados”, diz.
Marcadores: Baixada, Hosana Souza
O sonho não acabou
por Marcelle Abreu
Que menina em alguma fase da vida nunca sonhou em ser modelo, estampar alguma revista, arrasar nas passarelas, ser uma Gisele Bundchen?
Dandara Mello é uma jovem de 18 anos que assim como todas as outras tem sonhos, desejos e acreditam em algo maior. Ela que nasceu numa família onde o pai é músico e a mãe produtora cultural, começou sua carreira de modelo aos 12 anos.
Não foi por acaso que entrou para esse meio, medindo 1,80 e sendo bem magra, sempre ganhava na escola apelidos como saco de osso e magrela. Isso foi um incentivo que a levou a encarar as passarelas e estampar alguns outdoors.
Dandara já desfilou em eventos de divulgação de roupas de grife de festa em Cabo Frio, Búzios, e em Nova Iguaçu foi garota propaganda da loja AAGX que é nova no mercado, mas promete ganhar seu espaço. Além desses, desfilou no Caxias Fashion, no Barra Hair Beauty, participou do Miss Baixada, Lagos Models e partcipou de evento Mega Palmolivre, onde chegou até a segunda fase e entrou para a Agência Mega Model´s, na época em Niterói. Foi então que as propostas começaram a surgiu. Viajou para São Paulo para fazer um teste e ganhou um contrato de publicidade com uma companhia telefônica em Londres.
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Made in Sampa
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Apesar do cansaço de uma noite viajando de ônibus e de um sarau no Complexo do Alemão e outro no Morro do Fallet, os representantes dos saraus Vila Fundão, Elo da Corrente, Palmarino, do Binho, Poesia na Brasa, da Ademar e Suburbano Convicto não deixaram a peteca cair.
por Dandara Guerra
Apesar do cansaço de uma noite viajando de ônibus e de um sarau no Complexo do Alemão e outro no Morro do Fallet, os representantes dos saraus Vila Fundão, Elo da Corrente, Palmarino, do Binho, Poesia na Brasa, da Ademar e Suburbano Convicto não deixaram a peteca cair.
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Mochila dos franceses - uma crônica-narrativa-poética-triste nada alegre
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
por Yasmin Thayná
Acordei cedo. Tomei uma caneca de Nescau. Dei um beijo na testa de minha avó e disse "tchau," ela me disse: "vá com Deus. Vai dar tudo certo, minha filha." Não vi o pai. Coloquei a mochila nas costas. Peguei um ônibus cheio. Subi a passarela da Estação Ferroviária e avistei o centro cultural: estava atrasada uma hora. Andei depressa. Sentei-me na poltrona com o coração acelerado: hoje são vinte, o dia que a casa cai.
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