Firme e forte

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

por Elen dos Santos Viana

Carlos do Nascimento, de 48 anos, foi ao evento realizado no Pátio da Igreja de Santo Antônio da Prata acompanhado da esposa e do mais velho dos seus três filhos. “Vim tirar a identidade do meu filho de 17 anos”, conta esse pedreiro de 48 anos, que gostou do fato dessa comemoração ter sido realizada em seu bairro e principalmente por ter contado com a presença da Prefeita Sheila Gama.

Outra participante motivada pela possibilidade de retirada de seus novos documentos foi Patrícia Floriano de Menezes, uma moradora da Califórnia de 30 anos, um bairro vizinho à Prata. A superlotação da igreja a impediu de ver o culto, que acompanhou pelas caixas de som instaladas no pátio da igreja. Falou também que gostou de saber que aconteceria naquela mesma noite o Show do Neguinho da Beija Flor na Via Light, que encerrou em grande estilo este dia de festividade: “Estarei lá! Firme e Forte!”

Orientação

por Priscila Dias

Dona Sandra Brito, moradora há 46 anos do bairro da Prata, contou-me que veio ao evento para assistir à missa de celebração de aniversário de Nova Iguaçu, da qual ficou sabendo através de um cartaz que no posto de saúde, onde sua filha de dezessete anos está fazendo pré-natal. “Vim atrás de orientação para a gestação de sua filha, pois no posto de saúde local não há médico suficiente para atendê-la”, diz ela. Dona Sandra recorreu ao estande montado no pátio da Igreja de Santo Antônio da Prata, na esperança de conseguir informações mais precisas sobre o estado de gravidez de oito meses e meio de sua filha. Por fim, ressalta e parabeniza a atitude da Prefeita Sheila Gama pela iniciativa em promover este evento.

Caçador de histórias

por Abraão Andrade e Giovannna Vicentini

Entrevistar o professor Ney Alberto é a coisa mais prazerosa e engrandecedora para quem tem interesse pela história de Nova Iguaçu. O trabalho, que inicialmente seria uma breve conversa sobre a exposição que ele organizou em homenagem ao aniversário da cidade, se tornou uma conversa totalmente descontraída e elucidativa sobre a linha do tempo e as transformações socioculturais da Baixada Fluminense.

Ney Alberto Gonçalves, ou somente Professor Ney, é advogado, compositor, historiador e arqueólogo. Dedicou a maior parte da sua vida a pesquisas de campo na Baixada e em Nova Iguaçu, às quais deu início depois da leitura do poema "Meu sonoro passarinho", do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga. “Esse poema falava de uma localidade chamada Porto das Estrelas, que fica no final da Baía de Guanabara. Resolvi conhecer o lugar pessoalmente”, conta o professor.

Uma beleza de história

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

por Jéssica de Oliveira e Fernando Fonseca



178 anos de Nova Iguaçu. A história da cidade dos antigos e ricos laranjais foi contada neste sábado, em seu aniversário. E parte dessas lembranças vieram de Frederico Soares, tataraneto do Comendador Francisco Soares, que, em entrevista ao Cultura NI, fala um pouco de sua ativa vida pública na cidade e das contribuições de seu tataravô, cujo busto erguido na Praça da Liberdade, em Nova Iguaçu, foi homenageado pela Prefeita Sheila Gama.

Comendador Francisco Soares é de origem portuguesa e ao chegar ao município, se apaixonou pela terra dos “dourados laranjais”, como diz o trecho do hino da cidade. Dentre suas inúmeras contribuições, se destaca o fato de ter impedido, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Nova Iguaçu, que a sua cidade – antiga Maxambomba – deixasse de ser município independente do Estado do Rio de Janeiro.


O mais extenso município da Baixada

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

por Fernando Fonseca

Dez horas da manhã, Quinze de janeiro de 2011. Nova Iguaçu - Bairro da Prata. Igreja de Santo Antônio da Prata, Diocese de Nova Iguaçu. Era possível contemplarmos, neste santuário iguaçuano, centenas de pessoas celebrarem uma jornada de mais uma jornada de mais de um centenário de luta, esperança e perseverança... O povo iguaçuano festejava os 178 anos de existência de Nova Iguaçu!

Construída no século XVIII, a Igreja católica se faz presente durante os séculos como um dos maiores patrimônios Históricos da Baixada Fluminense, repleta de vivacidade e memórias. Passos de uma líder emocionada rumo ao altar. A visível emoção transcrita em lágrimas. Em seguida, foram professadas, pelo Bispo Dom Luciano, palavras de fé e luz, as quais enchiam os corações dos que ali se encontravam. Um pastor guiando seu rebanho num misto harmônico entre Política, História e Religião. Palavra santa, poderosa de fé que quando não envenenada, cheia de razão. A paz do lar de nós mesmos, em paz. Com totalidade, com potencialidade, com força.

 
 
 
 
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