Isopor na merendeira

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

por Juliana Portella


Quem nunca comeu um salgadinho amarelinho na hora em que a fome apertou que atire a primeira pedra. Uma delícia que muito consideram besteira, o também conhecido como salgadinho de isopor faz o maior sucesso na hora em que bate aquela fominha fora de hora. O famoso salgadinho de milho apresenta uma grande variedade de sabor não dói no bolso: é encontrado por menos de R$ 1 nas melhores padarias e em qualquer barraquinha de doce. A guloseima preferida da garotada é o salgadinho tipo Skynni.

Presunto, churrasco, queijo, pizza e cebola. Um sabor para cada dia da semana. "Eu adoro esse salgadinho. É a minha merenda preferida", afirma pequeno Jeferson, de 8 anos. " Levo todos os dias para a escola. Ele me alimenta e eu ainda divido com meus colegas",  acrescenta o estudante da 2ª série, que não dispensa um Fofura acompanhado de um geladinho suco de caju na merendeira.

Folia nerd

por Daniel Lenarti


O designer Richard Barros não samba muito bem, mas no quesito criatividade dá um verdadeiro show. Não foi à toa que a mídia repercutiu uma das criações deste jovem empreendedor iguaçuano: o blocosrj.com, um site criado para ser acessado por smartphones, possui listados os blocos carnavalescos que desfilam pela área nobre do Rio de Janeiro.

Formado em desenho industrial pela UFRJ, Richard é sócio fundador da rbinterativa, empresa de tecnologia especializada em serviços web. Nascido e criado em Nova Iguaçu, mora há apenas um ano no bairro Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Clóvis industrial

por Vitória Tavares

Ah! o carnaval... Passistas na avenida e a chave da cidade do Rio é dada ao Rei Momo. Muitos blocos de carnaval de rua, cerveja cara e muita gente bonita com a cor do verão. Um carnaval para inglês ver.

Mas como os ventos que ventam na Baixada e no súburbio do Rio vão em outra direção, é possível contastar que o nosso carnaval é diferente. É quando vem dezembro e os folclóricos bate-bolas já estão nas ruas é que sabemos que o carnaval chegou na Baixada para ficar até a triste quarta-feira de cinzas. Os bate-bolas são figuras fáceis no nosso carnaval. Existem grupos organizados de bate-bolas e encontros dos mesmos, bem como concursos para que seja eleita a melhor fantasia.

A essência do MST

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

por Hosana Souza


Quem, como eu, passa todo fim de tarde pelo Calçadão e observa Wanderley Laurindo e sua banca, não imagina que atrás de cada essência existe uma marca desses quarenta anos de história. O simpático e magro homem me recebe e reconta sua trajetória enquanto atende os fregueses, que vaidosos experimentam perfumes. O inicio de sua estrada nem mesmo Wanderley consegue recordar, mas sem delongas me envia ao período, com certeza, mais marcante: O Movimento dos Sem Terra.

“Cansei do MST”, afirma ele com convicção, para meu espanto. “Sinto muita falta, confesso. O ideal de lutar pela divisão das coisas entre os pobres é algo que ainda se move em mim, mas cansei daquilo lá”. Wanderley deixou para trás um dos maiores movimentos de luta pela reforma agrária do país, e deixou também duas esposas e três filhas em Campos dos Goytacases em um assentamento.

A embriaguez do cinema

por Hosana Souza

O cinema é especialista em modificar personagens, criando novas e surpreendentes situações. Mas você conseguiria imaginar Diego Bion, do Cineclube Buraco do Getúlio, como enfermeiro? “Eu quase entrei nessa. Minha mãe, meu pai, meu avô, todos estão na área da saúde, eu até fiz o técnico por um tempo”, diz Bion, relembrando a adolescência. A troca do uniforme branco pelo papel, caneta e câmera digital foi apenas uma das mudanças ocorridas na sua vida.

O que era para ser apenas um curso que ocupasse as horas vagas terminou se tornando a razão de viver de Bion. “Uma vizinha nossa que era merendeira contou pra minha mãe que na escola que ela trabalhava teria uma oficina de cinema e minha mãe falou para ir e aproveitar”, conta ele, que partiu para o Bairro Botafogo atrás da oportunidade. “Eu fiquei na reserva, o curso era para vinte pessoas e eu era o vigésimo quinto, mas eu consegui. Depois terminei largando o curso de enfermagem e entrando na FAETEC para fazer Produção Audiovisual”, explica.

 
 
 
 
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