A modelo nômade

quarta-feira, 23 de março de 2011

por Luiz Gabriel



No dia 2 de julho de 1992, mais especificamente às 21h55, na Casa de Saúde e Maternidade Belford Roxo, nascia uma bebê gordinha e alegre, que anos mais tarde se tornaria a encantadora Dandara Araujo, que aqui no Cultura NI assina como Dandara Guerra.

Embora seus pais tenham se separado quando tinha apenas um ano, é óbvio que vem do berço o interesse de Dandara pela cultura: de um lado, está a produtora cultural Yara Gomes e, do outro, o cantor e ativista cultural Daniel Guerra.

Eternos professores

por Yasmin Thayná

Caixotes de plástico amarelo com livros e dvds infantis, pufes coloridos, tapete verde, estante vermelha, iluminação natural, caixote de madeira, mesas branca e, no fim, uma porta de vidro que dá acesso a uma sala fresquinha com televisão e aparelho reprodutor de vídeos.

O monopólio na biblioteca, dessa vez, não foi dos alunos do Elite, Iguaçuano ou Tamandaré, mas do Primeiro Degrau, que fica no bairro Santa Rita - Baixada Fluminense. Os pequenos deram cor ao espaço mais vazio e, talvez, rico da Biblioteca Municipal Cial Brito: o espaço infantil. A biblioteca, que fica no Espaço Cultural Sylvio Moteiro, no Centro, recebeu na tarde da última sexta-feira trinta e cinco meninos e meninas de segunda à quarta série.

Vovó em 24 quadros

terça-feira, 22 de março de 2011

por Jéssica de Oliveira


“Quando eu era pequena, queria ser juíza. Mas depois mudei de ideia e resolvi fazer um curso técnico. Fui fazer Eletrotécnica na FAETEC. Na verdade, eu nem sabia o que era o curso, o que sabia era fruto de rápidas troca de ideias com os caras da Light que iam à minha rua de vez em quando”.

Para uma jovem cineasta, este enredo está completamente fora dos padrões esperados. Entretanto, ao contrário do que parece, este foi o caminho certo, por mais irônico que seja, para que Yasmin Thayná Neves, 18 anos, conhecesse o audiovisual, que viria a se tornar sua grande paixão.

1493 por minuto

por Yasmin Thayná


Neta de alguns dos "descobridores de Comendador Soares", seu João e da dona Fontes e filha de Renato Santos e Elza Beatriz, Hosana Beatriz Souza tem 17 anos, é moradora de Comendador Soares, professora, repórter e estudante de ciências sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A saia de prega, sapatinhos de boneca e meia ¾ eram tudo o que ela não queria para sua vida. No auge da sua pré-adolescência, 14 anos, Hosana, que era jogadora de handebol no Colégio Estadual Antônio da Silva, enfrentou seu pai, que havia conseguido uma vaga para a jovem no Instituto de Educação Rangel Pestana, no Centro de Nova Iguaçu. “Eu não queria estudar lá. Perdi o tempo de matrícula propositalmente”, explica.

Mas o velho pára-quedista não desistiria facilmente. Uma semana após o inicio das aulas, ele apareceu com o uniforme e a matrícula feita graças a uma carta de envio que os diretores escreveram para a direção do Arruda Negreiros. “Não teve jeito: era conversa de diretor pra diretor. O engraçado é que pra mim o top era ser do ensino médio e jogar handebol. O máximo que um ser humano pode ser na vida”, conta ela. Apesar do mal começo, o futuro de Hosana começou a ser decidido ali. “Hoje eu não sei como viver sem militar e trabalhar com a educação”.

Calor humano

sexta-feira, 18 de março de 2011

por Saulo Martins


Um dos assuntos mais comuns entre os jovens da Baixada é a falta de opções de lazer durante a noite. A cidade de Nova Iguaçu, recheada de bares por todos os lados, sofre desse problema. “É dificil sair numa sexta-feira à noite pra algum lugar que não seja um bar”, conta o designer Samir Gonçalvez, 21 anos. A cena noturna da Baixada não oferece opções muito diversificadas, e é por isso que alguns comerciantes pensam diferente e tentam mudar um pouco esse quadro.

Situado no bairo da Chacrinha, em Nova Iguaçu, na Rua Pascoal Paladino, se encontra o Bar Ecleticópolis, mais conhecido como “Bar do Grande”. Com uma decoração alternativa e uma iluminação neon, o espaço atrai pessoas de tribos e estilos diferentes, mas com um mesmo gosto: a música. Os vinis cobrindo as paredes e a Jukebox que não para nem por um minuto não me deixam mentir.

 
 
 
 
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