por Saulo Martins
Andando pelas calçadas do bairro da Califórnia numa tarde de domingo, é praticamente impossível cogitar a ideia de que está acontecendo um evento de uma cultura tão forte. No último dia 20, o Anime Shinta, evento de animes, mangás e cultura japonesa, realizou uma edição especial no Espaço Na Encolha, em Nova Iguaçu. O evento acontece regularmente no último domingo do mês no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, no centro de Nova Iguaçu.
O organizador, Marcelo Marques, o Shinta, 31 anos, diz que a sua proposta inicial era poder dispensar a necessidade de ir ao centro do Rio para aproveitar esse tipo de evento. "Eu sempre ouvi todo mundo reclamando da falta de um evento desses aqui e do quanto era ruim ter que se deslocar tanto para participar dos encontros." A coragem de Marcelo foi reconhecida pela equipe do SESC de Nova Iguaçu e o evento começou a ser realizado lá. "O Shinta já tem nove anos. Três anos no SESC e seis anos no Sylvio Monteiro", orgulha-se Marcelo.
Tóquio é aqui
terça-feira, 29 de março de 2011
Marcadores: Baixada, Saulo Martins
A hora que não chega em Nova Iguaçu
sábado, 26 de março de 2011
por Yasmin Thayná
luminária da casa de yasmin thayná às 20:30
"Juazeiro do Norte apaga as luzes para ver um mundo melhor e cheio de estrelas. Brasil repete sucesso e bate recorde na Hora do Planeta 2011." Com essas frases, já se pode imaginar do que se trata.
Institutos, locais públicos, residências e pessoas preocupadas com o planeta aderiram hoje, das 20h30 às 21h30, a famosa "hora do planeta."
Institutos, locais públicos, residências e pessoas preocupadas com o planeta aderiram hoje, das 20h30 às 21h30, a famosa "hora do planeta."
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Jesus ouviu sininhos
sexta-feira, 25 de março de 2011
por Hosana Souza
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| Marcelle Abreu |
Você consegue imaginar a Marcelle Abreu, colunista de moda do CulturaNI e esmaltólatra de plantão correndo descalça na rua ou, até mesmo, caindo em um valão em Miguel Couto? “Eu era um verdadeiro moleque, até cicatriz na canela eu tenho, por causa de um vergalhão em que me enfiei correndo atrás de pipa”, relembra entre risos a universitária de 21 anos. A imagem de boneca dessa simpática menina foi construída nos últimos anos e junto com feminilidade de Marcelle foi edificada a maturidade e a memória de uma grande mulher.
Sempre apaixonada, a filha de Jorgina Abreu e Isaias Abreu nasceu em Miguel Couto e veio morar no bairro Califórnia com apenas sete anos. “Eu não queria me mudar porque lá eu já tinha amigas”, relembra. A mudança se deu, principalmente, porque sua escola ficava distante demais de sua casa, o que implicava em mais custos financeiros. “Eu devo tudo aos meus pais, eles nunca me negaram nada, principalmente com educação. Sempre estudei em escola privada, fiz curso de idioma. Eles se apertavam e davam um jeito”.
E com a escola vieram as primeiras grandes aventuras. A primeira parte do ensino fundamental foi cursada no Instituto de Ensino Santo Antônio (IESA), no bairro da Prata, e Marcelle de Jesus Frederico Abreu relembra com carinho os apelidos de Fred, por causa do sobrenome, ou de formiguinha, por ser pequena e magrela. “Nossa, eu fui muito zoada na escola! Ainda tinham as rixas com outros grupinhos ou a hora da chamada em que o professor falava apenas ‘Marcelle de Jesus’ e em coro eles respondiam ‘amém!’”, conta ela, que sempre preferia a presença dos meninos e tinha como matéria favorita a Educação Fisica.
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Mãe, eu conheci o Txutxucão
por Hosana Souza
Quem fez parte da Geração Xuxa pode levantar a mão sem medo. A simpática e sempre loira gaúcha global faz parte da vida e das lembranças de milhares de jovens em todo o território nacional. Porém, Filipi Carvalho, jovem jornalista e morador de Austin, foi além. “Eu era o Txutxucão”, revela encabulado diante de meus arregalados olhos.
Filipi, hoje com 22 anos, interpretava o cachorro da rainha dos baixinhos em suas aventuras pelo PROJAC, quando tinha 17. “Era muito divertido e mais ainda cansativo e quente”, revela sorrindo. O jovem, na época, trabalhava como figurante em várias novelas globais. Convidado para fazer figuração também no Show da Xuxa, Filipi terminou conquistando o lugar do dançarino e coreógrafo Fly. “Eu estava lá apenas para a figuração. Era o Fly, que não podia ir. Aí gritaram: 'Filipi bota essa roupa'. Pronto eu era o Txutxucão”.
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A esperteza do João Grilo
quinta-feira, 24 de março de 2011
por Leandro Oliveira de Aguiar
Nascido em Nilópolis mas desde os nove anos em Austin, o estudante de história Raphael Ruvenal, 22 anos, é filho de uma empregada domestica com uma funcionário publico capazes de passar privações para que ele pudesse estudar em boas escolas. “Sempre vivi um pouco de dois mundos: no colégio, convivia com filhos de gente graúda de Nova Iguaçu, mas em casa minha realidade era bem diferente.”
Para chamar a atenção das gatas do colégio e garantir seu espaço num lugar heterogêneo, Raphael Ruvenal recorreu à filosofia de vida resumida na frase “a esperteza é a arma do pobre”, que descobriu em João Grilo, personagem principal de Auto da Compadecida, peça de Ariano Suassuna que já teve mais de uma adaptação para cinema e televisão. "João Grilo é meu personagem favorito da literatura brasileira", conta Ruvenal.
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