por Fernando Fonseca
Alegrias, tristezas, lembranças, memórias e nomes. Conquistas, idades, valores, significados e pensamentos. Tantas coisas perdidas, esquecidas ou ocultas em uma fotografia. Momentos registrados aos quais jamais serão contados em sua totalidade por quem os presencia. Contudo, estão ali, prestes a serem decifrados, relembrados, interpretados. É neste mundo de interpretações que vive Carlos da Silva Rodrigues.
Folclórico personagem de Nova Iguaçu, fotógrafo há mais de trinta anos, Carlos é funcionário da mais conhecida loja de fotografias de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, a Loja Objetiva. Nascido e criado em nosso município, nosso personagem carrega em seu rosto e em seu discurso as marcas do peso e da paixão de se viver no mirabolante mundo da fotografia, em pleno século XXI. “Trabalho aqui há mais de cinco anos e, há três, trabalho com câmera digital. Os recursos da câmera digital são melhores, sem dúvida, entretanto, mudanças nunca são simples. Trabalhamos, especialmente, com fotos 3x4 e venda de películas para câmera fotográfica analógica”.
Retratos da vida
Quem tem medo da intimidade?
por Saulo Martins
Sempre me interessei pelas relações humanas. Pra mim são, e sempre foram, muito interessante os laços que as pessoas criam baseados em palavras, ações e sentimentos. Esse interesse é um ingrediente importante quando eu procuro algum filme ou livro, e talvez tenha sido esse o motivo da minha identificação com Quem tem medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966), do diretor Mike Nichols.
Logo no seu primeiro longa-metragem, Nichols conseguiu a façanha de ser indicado para todas as categorias do Oscar que ele poderia, vencendo cinco (Melhor atriz [Elizabeth Taylor], Melhor atriz coadjuvante [Sandy Dennis], Melhor Fotografia Preto-e-branco, Melhor figurino preto-e-branco e Melhor direção de arte preto-e-branco). É quase possível comparar o filme e o diretor com Orson Welles e seu filme de estréia Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), indicado para sete categorias do Oscar e considerado o filme mais importante na história cinematográfica. As duas obras têm uma importância histórica e qualidades inovadoras, dignas das suas indicações ao Oscar.
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Um apaixonado pela vida
por Marcelle Abreu
Joaquim foi uma criança gordinha e que se destacava por sua inteligência, que lhe rendeu até umas boas palmadas. Aos dois anos, desenhou numa folha uma lata e ao lado escreveu LATA e logo tratou de chamar sua mãe para ver o feito, porém essa não acreditou que tivesse sido ele o responsável pelo desenho e muito mais ainda da associação do nome com objeto. Antes de pedir que refizesse, brigou com ele e lhe deu umas boas palmadas. “Ela perguntava quem havia feito e eu respondia que tinha sido eu, mas nada a fazia acreditar. Apanhei por isso e só depois que ela resolveu pedir que eu fizesse de novo que se orgulhou e me encheu de beijos. Ser inteligente nesse caso foi algo ruim”.
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Mínimos detalhes
por Juliana Portella
Nos seus cinco anos de atividades, a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu vem mudando a vida de jovens e crianças através do audiovisual. A Escola, que era mantida pela prefeitura desde o ano de 2006, passa a contar com um aliado de peso para dar continuidade a seus trabalhos. Através de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (ICMS), a ELC ganha patrocínio da Petrobrás para dar continuidade ao sonho de investir na capacitação de crianças e jovens da periferia.
Palavra, corpo e território. É nessa trilogia que está focada a revolução no ensino audiovisual que propõe a Escola Livre de Cinema desde a sua formação, pelo cineasta, escritor e diretor Marcus Vinicius Faustini. A cada ano o ensino é baseado em uma metodologia. Em 2009, as produções basearam-se nos contos de Câmara Cascudo. Em 2010, os alunos tiveram o desafio de produzir um vídeo autorretrato, com apenas um minuto, sem poder mostrar o próprio rosto. Toda essa didática compõe a cena estética da escola . Este ano a metodologia é baseada na ficção. Sendo o cinema um retrato da realidade do mundo, com esse tema como principal, mundos inventados estão por vir.
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O underground nunca vai morrer
por Dannis Heringer
Um dos maiores fenômenos da cena underground, a formação do Medulla teve como epicentro o estúdio que o Dudu tinha na Tijuca, também frequentado pelo baixista Rodrigo DaSilva, que na época tocava em uma banda de bossa e trabalhava com produção cultural. O guitarrista Alan Lopez estava sempre presente nos ensaios e na corrida da banda antes mesmo do primeiro CD lançado pela Sony/BMG. Já o baterista Daniel Martins tinha feito parte de uma banda quando os gêmeos eram pivetes.
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