por Rodrigo Caetano
Ela é editora de vídeos, adora fotografar, é amante de redes sociais e está escolhendo seu vestido de noiva para se casar este ano. Essa é Josy Antunes, que começou sua jornada de formação pessoal e profissional muito por conta da Escola Livre de Cinema. Frequenta a igreja batista desde que estava na barriga de sua mãe. Seus pais trabalham com um buffet fazendo festas de aniversário e festas de casamento, mas nunca deixaram de investir na educação de Josy, que estudou até a 8ª série em escola particular e terminou o ensino médio na escola pública fazendo o curso de normalista.
Quando Josy começou a fotografar, pediu uma câmera ao pai, que comprou uma câmera de plástico analógica na época em que todo mundo estava usando uma digital. “Foi uma frustração, eu queria colocar fotos no Orkut como todo mundo na época e meu pai me traz uma analógica. Meu celular era preto e branco, tinha câmera ainda”, lembra Josy.
Um mundo a ser editado
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Guerra de classes
por Lucas Xavier
Sou morador do bairro de Comendador Soares desde meus dois anos. Nesse bairro tão marcado pela pobreza, cresci com uma condição social muito confortável – mesmo não sendo rico – e convivi com pessoas com uma renda muito abaixo da minha. Com três anos, fui matriculado no IESA (Instituto de Educação Santo Antônio), e lá fiz pessoas que tinham uma condição financeira muito parecida com a minha.
Meus amigos em Comendador Soares são os mesmos de muito tempo. Conversando com um deles, mostrei uma foto onde estávamos eu, meu amigo do IESA (Marcus Vinícius) e sua então namorada; uma menina muito bonita. Ao se surpreender com a beleza da garota, meu amigo de CS falou: “Com certeza ela só o namora porque sabe que ele tem dinheiro.” Aquilo me intrigou. Afinal, sem conhecer Marcus, aquilo seria um pré-conceito.
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Mulher Bombril
por Yasmin Thayná
Seu pai sempre achou que ela devia fazer administração de empresas, por ter um mercado amplo. Largou a faculdade ainda no primeiro período. "Estava certa de que tornaria um pai feliz, mas não uma profissional," comenta.
Foi atrás do sonho comunicação social e se tornar jornalista, matriculando-se na antiga UNI-SUAM no mesmo período em que desistiu de fazer administração. Três períodos depois conseguiu uma bolsa para a Facha, uma das faculdades de jornalismo mais tradicionais do Rio de Janeiro. "Estudei muito longe da minha casa por conta de duas matérias. Mas eu ia mesmo assim para Botafogo."
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Claustrofobia
por Leandro Oliveira de Aguiar
Os cariocas amantes do futebol que estão acostumados com os jogos imemoriais no Maracanã hoje têm de se adaptar a uma nova realidade no Engenhão, nome popular do estádio João Havelange, localizado no bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte carioca e que ainda sofre alguma resistência de alguns torcedores. A impressão é que sempre falta alguma coisa, incluindo transportes públicos e segurança no seu entorno. ”Eu morro em Jacarepaguá e para mim fica difícil vir aos jogos, principalmente quando são no meio de semana e à noite“, diz Ruan Queiroz, torcedor vascaíno que trabalha como vendedor, que só vê seu time jogar nos fins de semana.
Construído para os jogos Pan-Americanos de 2007, o estádio poliesportivo é um ponto estratégico para os jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Projetado com áreas bem delimitadas e sem zonas mistas para as torcidas, o Engenhão acabou com o velho costume do torcedor de ir com um amigo ou namorada de times rivais. Quem planeja esse tipo de aventura deve se sacrificar e assistir à eventual partida na zona rival. Tricolor desde que me entendo por gente, passei por uma situação um tanto tensa no último domingo, quando fui ver o jogo contra o Vasco no último domingo com minha namorada. "Vamos ver o jogo juntos", desafiou ela.
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O desafio do chuveiro
por Joaquim Tavares
Era uma vez um menino, que já se dizia homem crescido, chamado Fernando, mais conhecido como Fernandinho. Ele era um rapaz muito maduro e independente, pelo menos ele achava isso. Gostava de fazer tudo por conta própria e era dono de sua própria vida, assim pensava.
Nosso garoto estava se dando muitíssimo bem na vida: cursava uma boa faculdade, que, além de pública, lhe dava uma bolsa. Paralelamente ao sucesso acadêmico, Fernandinho dava seus primeiros passos profissionais. “O emprego não era nenhuma Brastemp, mas dava para o gasto”, conta Fernando Fonseca.
A sua família era muito orgulhosa de tudo que ele fazia e o estimulava sempre a crescer ainda mais, sobretudo seu pai e sua mãe. Davam todo o apoio de que ele precisava, mas eventuais brigas e discussões eram inevitáveis. Fernandinho era teimoso ao extremo e dificilmente dava o braço a torcer quando errava. Lutava por sua ‘liberdade’ e queria que seus pais não enchesse tanto seu saco! “Eu me sentia uma criança quando eles me pediam satisfação da hora que ia voltar, com quem ia sair”, desabafa.
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