por Hosana Souza
Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, especialmente quando considerada como a criação de um agente sobrenatural, ou a relação dos seres humanos ao que eles consideram como santo, sagrado, espiritual ou divino. (Fonte: Minidicionário Soares Amora – Editora Saraiva, 2006).
Há de perceber por toda a história humana a influência da religião sobre a vida em sociedade. Aqui em Nova Iguaçu, mais precisamente no Conjunto Residencial Ouro Preto – em Morro Agudo/Comendador Soares –, tal influência é além de mista e difusa, fonte de grandes informações e indagações. O conjunto residencial, mais conhecido como Condomínio da Marinha, em seus trinta anos de histórias sempre foi povoado, em sua maioria, por cristãos protestantes. “Senti uma grande diferença ao me mudar para cá, pois nunca havia morado em um lugar em que todos os meus vizinhos fossem protestantes e que achavam que eu tinha distúrbios mentais por não o ser”, explica Maria José Abranches de Souza, 48 anos, esposa de um marinheiro hoje aposentado.
Jura por Deus
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Clube dos livros
por Marina Zuqui
Maicla Moura não tem apenas um nome estranho. Ela, que neste momento está lendo a "A cidade do sol", de Khaled Hosseini, também tem a estranha mania de trocar livros com as amigas da escola, com as quais forma uma espécie de clube. As amigas que frequentam este clube são Maria Carolina Loubak e Karine Bastos, que conheceu ao ingressar no ensino médio, há dois anos. "Quando Maria levou um de seus livros para a escola, eu, que sempre gostei de novidade, pedi emprestado."
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O feijão e o sonho
por Dandara Guerra
Os amantes da arte conhecem a beleza de um quadro, da melodia das músicas, da interpretação de um ator ou simplesmente do equilíbrio de uma bailarina. Integrar-se nas fantasias desse universo é algo semelhante a um vício, do qual é complicado desligar-se.
São diversos os casos de pessoas que colocam arte em segundo plano, em prol de um retorno financeiro melhor, ou seja, de uma vida estabilizada. A sensação não chegar a ser de perda total quando o artista abre mão do sonho para se profissionalizar em áreas distintas da sociedade.
Outro exemplo é o da bibliotecária e professora de inglês Malena Xavier, uma moradora de Comendador Soares de 44 anos que canta desde a infância, quando, com apenas nove anos, deu inícia à dupla com sua irmã Maria, que mais tarde chegaria em segundo lugar em um festival de Paracambi. Ela cantou na noite iguaçuana e chegou a gravar um cd, mas houve um momento em que abandonou a carreira e foi estudar na Universidade Federal Fluminense, onde a música ganhou o status de hobby. "Eu cantava no coral da universidade e nas festas dos meus amigos de faculdade", lembra a mãe do jovem repórter Lucas Xavier.
É verdade que, ao lado do amigo Márcio Aquino, foi aplaudida de pé nas apresentações em bares em Maricá e no Flamengo, durante as quais cantava um repertório que ia da MPB à canção romântica francesa, pelas quais recebia R$ 150 por noite. Mas é com convicção que ela coloca a carreira musical em quarto plano, depois do duro ofício de mãe e dos igualmente duros ofícios de bibliotecária e professora de inglês. “Eu amo cantar, pois alivia o estresse de todo o meu cotidiano. Mas utilizo a música como um refúgio e não como profissão." Uma das poucas ocasiões em que se preparou como uma profissional foi na noite de 23 de julho do ano passado, quando comemorou os 50 anos do escritor pernambucano Julio Ludemir e o centenário de Rachel de Queiroz com sete canções nordestinas, cantadas com o auxílio luxuoso de Marcelo Peregrino. "Só dei um intervalo em si”, brinca.
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A diferença entre gostar de sexo e ser puta
por Yasmin Thayná
Camila Moraes, mais conhecida como harpias, tem 25 anos, é formada em biomedicina pela Uni-Rio e faz mestrado em Oncologia no INCA. "Eu trabalho e estudo no Inca, mas isso não vai para minha carteira de trabalho."
Nascida em Bangu, Zona Oeste, Camila passou para a universidade e foi morar com o irmão no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. "Eu moro com meu irmão mais novo e a gente se dá muito bem. A gente não parece irmão. Ele é alto, sarado, moreno, lindo, muito diferente. Meu irmão é vida louca. Ele que me apresenta os funks que eu posto", disse.
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Ne me quitte pas!
por Renata da Costa
Em tempos em que o conhecimento de idiomas é um requisito básico para conseguir um bom emprego, o francês vem ganhando espaço em um mercado que já considera que o inglês e o espanhol fluentes não são mais diferenciais no currículo. A procura é crescente e 80% dos alunos são jovens entre 20 e 30 anos. Aline Casado, 23 anos, estudante de jornalismo da PUC, estuda francês na Aliança Francesa do Norte Shopping pelo seu interesse em jornalismo internacional, já que o francês é a segunda língua para relações internacionais e na ONU. “O bom de poder estudar uma nova língua é aprender, ao mesmo tempo, a cultura. Então estou satisfazendo tanto meu lado pessoal quanto profissional”, diz Aline. No mundo, o Brasil é o país com o maior número de alunos que estudam o idioma fora da França.
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