por Rodrigo Caetano
Como tudo na vida não é um mar de rosas, ter uma banda de Rock também não é. E isso os caras da banda Mazé sabem bem. Mesmo com apenas três anos de estrada, a banda já passou por momentos maravilhosos e momentos terríveis.
Talvez o lado mais difícil de se ter uma banda seja a falta de tempo. Isso acontece com a Mazé de forma violenta, e faz cinco meses que a banda não ensaia mais por conta disso. Com cinco integrantes fica difícil de fazer o tempo livre de cada um colidir com os ensaios, pois todos na banda trabalham, estudam ou estão prestes a se casar.
Mas a falta de ensaios não parece ter feito tanto mal a essa banda, que terá suas próximas apresentações na Mostra de Artes da Favela, que acontecerá na favela da Maré no próximo sábado e no Centro Cultural Donana. E que já tocou no SESC São João e até mesmo no Clube dos Democráticos, na Lapa.
E as dificuldades de uma banda na Baixada Fluminense não param na falta de tempo para ensaiar, mas também na falta espaços de qualidade que deem oportunidade para os músicos mais sérios se apresentarem. Existem casos de bandas que são da Baixada que são bastante conhecidas na Zona Sul e até mesmo em outros estados, mas que aqui são meros desconhecidos.
Muitas das vezes esse é o panorama dos artistas da Baixada Fluminense, que mesmo com um trabalho extraordinário são pouco valorizados.
Mazé
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A luz no fim do túnel
por Leandro Oliveira de Aguiar
Qual cidadão não sonha ou já sonhou em tirar a carteira de motorista? Afinal, sempre cultivamos a imagem de poder sentir o vento da estrada em nosso rosto, assim como nos filmes hollywoodianos que invejamos por uma vida inteira. Tentar reduzir o tamanho da cidade, outrora enorme e cansativa, acaba sendo uma doce tentação. "Passei minha vida toda andando de ônibus e tendo que me virar com transporte público", desabafa o estudante de direito Rafael Vieira, 22 anos, que conseguiu sua carteira na primeira tentativa. Ainda bem. Porque ele quer mais do que tirar uma onda pilotando. "Cansei."
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Violinista, graças a Deus!
por Joyce Pessanha
“Igreja só rouba dinheiro do povo!” Quantas vezes você já ouviu essa afirmação? Ou quantas vezes você mesmo já pensou assim? No entanto, as igrejas da Baixada Fluminense vêm provando o seu valor através de um grande serviço prestado à comunidade em que está inserida. Através da música, a igreja influencia jovens a optarem por escolhas saudáveis evitando até entrarem nas estatísticas catastróficas da criminalidade.
Igrejas, geralmente de pequeno porte e com fiéis de baixa renda, disponibilizam cursos que são ministrados por professores que aprenderam sozinhos ou com amigos. Ninguém de que se possa apontar uma especialização, graduação ou intercâmbios internacionais. Mas que através do compartilhar do pouco que sabem, despertam em crianças e jovens o amor pela música ao lhes dar a oportunidade de terem acesso a esse conhecimento. Talvez algumas pessoas nunca teriam acesso a essa arte se não fosse a oportunidade desse “compartilhar” que as Igrejas vêm disponibilizando à sua comunidade. E, através dessa oportunidade, vem se notando o crescimento de músicos de excelência, que estão inseridos no mercado musical, e que saíram da periferia e da baixa renda para o mundo.
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A salvação da lavoura
por Michele Ribeiro
Cada vez aumenta mais o número de pessoas que procuram um emprego em que tenham estabilidade. Junto com essas estatísticas, cresce os cursinhos para os concursos públicos, com vagas para nível fundamental, médio e superior. As oportunidades podem ser para todos, mas passar na prova exige dos candidatos total dedicação e empenho.
Quem está procurando uma vaga para o Tribunal de Justiça, ainda que a prova não tenha sido marcado, é a estudante de direito Joseane Alvez, 18 anos. A dificuldade para entrar ganhar a vaga pode ser medida pela sua dedicação. "Estudo seis horas por dia", orgulha-se ela, que sabe o quão grande é a concorrência pelas cadeiras sempre lotadas do cursinho em que se prepara.
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Clube das crianças
por Jefferson Loyola
Cerca de 30 educadoras se reuniram na terça-feira 12 de abril no Espaço Cultural Sylvio Monteiro para participar do Primeiro Encontro de Incentivo à Leitura, organizado pela Rede Comunitária de Formação e Estágio, que oferece formação para educadoras de centros de educação infantil comunitária em programas de incentivo à leitura, artes, saúde e educação pela paz.
Iniciado às 10 horas da manhã, o evento começou com uma roda de conversa com o escritor Zé Zuca (José Carlos), que contou sua trajetória de vida até se tornar autor de literatura infantil. Foi uma longa história. "Quando era criança, cantei uma música em uma festa na escola onde cada pessoa apresentava o que sabia fazer", lembra ele, que como não conseguia gravar o poema a que se propunha recitar, acatou o conselho da professora a que pediu ajuda. Quando viu a escola cheia, ficou tão nervoso que mal acreditou ao ver que a plateia estava aplaudindo-o de pé. “Pensei que eu tinha cantado muito mal, mas quando vi todos lá aplaudindo, fiquei feliz”, contou ele, afirmando que sua mãe sempre diz que ele já nasceu cantando.
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